Na manhã desta terça-feira (28), professores filiados ao Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará (Sintepp), em Marabá, realizaram grande ato público pelas ruas do Núcleo Cidade Nova, com concentração em frente à Escola Estadual Anísio Teixeira e contando com a presença de um bom número de servidores, alunos e representantes de movimentos sociais como o MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens – e estudantes do curso de Ciência Sociais da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

O principal ponto percorrido durante a caminhada foi a Avenida Nagib Mutran, no centro da Cidade Nova, até chegar em frente à sede da 4ª Unidade Regional de Ensino (URE), onde foi realizada uma assembleia na qual os professores ratificaram a decisão de permanência na greve na rede estadual de ensino, que já dura mais de um mês.

A pauta de reivindicação dos professores é extensa, mas o principal ponto é o pagamento do piso salarial nacional, sem parcelamento. Mas há pelo menos 30 itens. Eles querem eleição direta para direção de escolas, como já acontece na rede estadual em Marabá; reforma nas escolas, merenda escolar e pagamento do retroativo da mudança do percentual de hora atividade de 2014, tal qual firmado em acordo judicial.

Os professionais querem também a realização de concurso público, lotação dos especialistas em educação levando som conta os níveis de ensino ofertados (fundamental, médio e EJA) e turno e considerar a hora aula dos docentes que já fazem parte do grupo magistério e 1/3 da carga horária para organizar as ações pedagógicas.

Também é pauta do movimento grevista a lotação de 2015, assegurando a jornada, destinando no mínimo de 1/3 de hora atividade de acordo com a lei do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público.

Outra coisa que ainda não foi cumprida pelo governo do Estado é o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), assim como o pagamento do recesso com o novo piso, reajuste do vale alimentação, com base no maior valor pago hoje e cumprimento das 200 h/aulas sem redução de turma/salário como critério para lotação.

 

Representantes do DNIT confirmaram na manhã desta segunda-feira (27) que já têm projeto para construção de uma segunda ponte no Rio Tocantins, em Marabá. A informação foi repassada durante audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Marabá, que teve também a presença de diretores da Vale de lideranças políticas de Marabá e região.

Ao final do evento, ficou acordado que o projeto deve ser trabalhado em parceria com a própria Vale e também da Câmara e da prefeitura, conforme proposta apresentada pelo presidente da Câmara, vereador Miguelito.

“De acordo com o que nos foi apresentado, está em fase de estudo pela Vale apenas a construção de uma segunda ponte ferroviária, o que foi rechaçado por este vereador. Marabá não pode ser ainda mais penalizado, a empresa deve orçar e fazer um estudo, em parceria com o Dnit, de uma segunda ponte rodoferroviária, beneficiando e melhorando a malha viária de Marabá”, disse Miguelito em rede social.

 

A Defesa Civil do Estado continua o monitoramento frequente dos principais municípios afetados pelas cheias dos rios, no Pará. As regiões do Baixo Amazonas, Xingu, sudeste e nordeste paraense englobaram as áreas de maior risco. Estão em estado de alerta ou observação os municípios de Rondon do Pará, Barcarena, Bragança, Juruti, Capitão Poço, Itaituba, Monte Alegre, Vitória do Xingu, Medicilândia e Uruará. Cerca de 60 mil pessoas já foram afetadas direta ou indiretamente pelas ocorrências.

“A gente permanece mantendo a atenção para os municípios que fizeram algum tipo de registro seja em nível federal ou estadual. Nós estamos com um olhar agora para o Baixo Amazonas, pois este é período de alerta para esta região. Um exemplo é o município de Alenquer, onde a gente já tem uma sinalização de inundação e a gestão municipal já está atenta para a situação. Juruti também já nos sinalizou um alerta. Também temos sinais em Óbidos, Oriximiná e Monte Alegre, pois a cheia nos rios acaba por influenciar todos os municípios da área”, explica a major Alessandra Pinheiro, da Divisão de Apoio Comunitário (DAC) da Defesa Civil.

Além do monitoramento e da ajuda direta aos municípios de Capitão Poço, Rurópolis e Rondon do Pará, a Defesa Civil do Estado também tem investido no Plano de Contingência para Desastres Hidrológicos, que capacita os municípios para lidar com situações de emergência e prevenção a danos maiores. Em 2015, os cursos já foram realizados nos polos de Marabá, Tucuruí, Redenção, Bragança, Alenquer, São Miguel do Guamá e Baião.

“Esta semana nós viajaremos para Vitória do Xingu com o intuito de fazer o treinamento contra desastres hidrológicos e vamos aproveitar para dar uma checada na situação de Altamira, onde também precisamos manter muita atenção”, revelou a major Pinheiro.

Quando um município solicita a presença da Defesa Civil Estadual, o pedido é analisado e equipes são deslocadas até os locais para auxiliar no monitoramento e na assistência às famílias desalojadas ou desabrigadas em decorrência de inundações, alagamentos e enxurradas e também para dar suporte às coordenadorias municipais, que estão à frente dos trabalhos. Naqueles em que ainda não existe uma coordenadoria instalada, a própria Defesa Civil Estadual tem mobilizado os órgãos responsáveis como forma de minimizar os impactos para a população.

“Logo que recebemos a demanda desses municípios enviamos uma equipe até o local para fazer uma visita técnica e montar uma estratégia de atuação imediata. Também montamos uma sala de situação para monitorar os avanços daquela ocorrência. Quando existe uma coordenadoria municipal, a gente dá suporte sobre os passos que precisam ser tomados para que haja o reconhecimento daquela ocorrência pela União. Nem toda situação cabe esse reconhecimento, mas todas têm que ser registradas”, explica a major Alessandra. (Fonte: Agência Pará)

 

Na próxima terça-feira (5), acontece em Marabá acontece audiência pública para elaboração do Plano Plurianual (PPA), da Região de Integração do Carajás, que, além de Marabá, conta a com a participação dos municípios de Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia.

O PPA é responsável pelas diretrizes que norteiam as ações governamentais, definindo investimentos estruturantes e ações estratégicas para serem realizadas em quatro anos. Nesse caso, no período de 2016 a 2019, contando com a participação de representantes da comunidade.

Ao todo serão realizadas 11 audiências públicas em todo o Estado.

 

Serviço:

Mais informações no site seplan.pa.gov.br/ppasite

Contribuições no site seplan.pa.gov.br/ppasite/participacao-social.php

 

 

Está confirmado para terça-feira (28) uma grande manifestação dos professores da rede estadual de ensino, em Marabá, a partir das 8h30 da manhã, em frente à Escola Anísio Teixeira, como detalha o cartaz acima.

A ideia é promover uma grande manifestação, para chamar atenção de toda a comunidade local para o problema que os docentes da rede estadual vêm, como afirmou Wendel Bezerra, coordenador local do Sintepp.

A pauta de reivindicação dos professores é extensa, mas o principal ponto é o pagamento do piso salarial nacional, sem parcelamento.

Iniciada há mais de um mês, a paralisação deixa sem aulas nada menos de 16.500 estudantes do Ensino Médio das 21 escolas estaduais em Marabá, nas quais trabalham 250 professores.