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Leia a íntegra da nota:

O assassinato brutal do prefeito de Tucuruí Jones Willians da Silva Galvão, na tarde desta terça-feira, é mais um capítulo da onda de violência que tomou conta do nosso Estado. Mais grave que isso: é a retomada com toda força dos crimes de pistolagem que transformaram o sul do Pará na região mais violenta do País na década de 80.

Em janeiro de 2016 a vítima foi o prefeito de Goianésia, João Gomes. Em maio deste ano foi assassinado o prefeito de Breu Branco, Diego Kolling. Semanada passada, em plena luz do dia, na avenida mais movimentada de Marabá, foi brutalmente assassinado o empresário e ex-suplente de senador Demétrius Ribeiro. Todos mortos por pistoleiros.

Se formos recuar no tempo relacionaremos dezenas de outras mortes causadas pelo crime de pistolagem. O que mais espanta é que a quase totalidade desses crimes continua impune. Se antes as pessoas mais vulneráveis do tecido social viviam e vivem sujeitas a toda sorte de violência, agora também políticos e empresários vivem em permanente situação de perigo. Qualquer disputa política ou por negócios mal feitos se tornam motivos para a execução de crimes de encomenda. Nos bastidores do mundo do crime já se comenta a existência de uma tabela de preços para a execução dos serviços. Enquanto isso o Estado continua inerte.

Jones Willians era um jovem de 42 anos, cheio de energia e esperanças. Mais um migrante que recebemos de braços abertos e que na nossa região chegou para construir uma vida nova. Teve seus sonhos brutalmente interrompidos.

Já estou solicitando uma audiência para o governador Simão Jatene e para o ministro da Justiça para debatermos uma maneira de enfrentar esses crimes. Temos que somar esforços para deter essa escalada de violência que choca nosso Estado.

Para a família, amigos e eleitores de Jones Willians ofereço minha palavra de conforto. E o compromisso que lutaremos incansavelmente para exigir a apuração de mais essa atrocidade cometida na nossa região.

 

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