Representantes do governo do Pará, da Vale e da multinacional de agronegócios Cevital assinaram um memorando de entendimentos para viabilizar a construção e funcionamento da siderúrgica Cevital, em Marabá.

A assinatura ocorreu nesta segunda-feira (13), na sede da Vale, no Rio de Janeiro. A Cevital quer produzir 2,7 milhões de toneladas de aço, em bobinas de aço, "biletts", "blooms", aço em pó e trilhos.

Mas, para isso, será necessária uma série de ajustes, como a cessão do terreno que seria da Alpa, entre outras ações, que serão melhor debatias numa reunião em Marabá, no próximo dia 21, com representantes da associação comercial e outras lideranças locais.

Foram vários meses de negociação até que se chegasse ao Memorando de Entendimentos, que estabelece o interesse da Cevital em implantar o empreendimento e fixa as condições de transferência dos terrenos e licenças da Aços Laminados do Pará (Alpa), pela Vale à Cevital, além das condições de fornecimento do minério de ferro e transporte ferroviário do minério e do aço pela Vale em favor da Cevital, incluindo transferência de tecnologia, entre outros itens. A Cevital quer produzir 2,7 milhões de toneladas de aço, em bobinas de aço, "biletts", "blooms", aço em pó e trilhos. A empresa é líder na produção de trilhos para ferrovias na Itália e pretende ser a primeira siderúrgica na América Latina a produzir trilhos.

Para o diretor da Vale, Galib Chaim, o acordo assinado consolida a parceria que une a Vale e Governo do Pará. Graças a essa parceria estratégica que agora envolve a Cevital, já é possível vislumbrar o empreendimento. “Num momento de crise como esse que o Brasil atravessa, esse empreendimento traz vitalidade e anima a todos com relação ao desenvolvimento do estado”, disse o diretor.

Para Adam Iskounen, o acordo significa mais um importante avanço de um projeto que visa o desenvolvimento do Pará. Segundo ele, o presidente da Cevital, Issad Rebrab, prometeu implantar projetos de desenvolvimento na área de agroindústria no Pará, criando empregos e agregando valores aos produtos do Estado. Agora esses projetos estão em franco desenvolvimento, completou. (Fonte: Agência Pará)

 

Foi iniciada a fase de testes para o funcionamento do Pátio de Regularização do Projeto Ferro Carajás S11D, local de estoque provisório do minério em condições ideais para a alimentação da usina. Uma empilhadeira de lança dupla, com mais de 70 metros de comprimento, foi a primeira a ser movimentada dentro de um conjunto de cinco outras máquinas (três recuperadoras tipo ponte e duas empilhadeiras de lança dupla) integrantes do pátio, que também iniciaram testes para operação.

"É mais uma importante etapa superada. Estamos com 86% das obras de construção da mina e da usina concluídas e agora daremos continuidade aos testes para operação do projeto", afirma o líder executivo de Engenharia, Construção e Planejamento do Projeto Ferro Carajás S11D, Mauricio Gasparini.

No fim de janeiro, outro marco importante do projeto foi alcançado. O Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD), com 9,5 quilômetros de extensão, foi ligado - energizado, na linguagem técnica. O TCLD integra uma das principais soluções tecnológicas do projeto, o sistema truckless, composto ainda por escavadeiras e britadores, que vem substituir os caminhões fora de estrada, permitindo reduzir em 70% o consumo de diesel e em 50% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)

A próxima fase será a conclusão do comissionamento (testes para operação) da britagem secundária (local onde os blocos de minério serão reduzidos) e do carregamento no pátio de regularização. Em seguida, a previsão é a conclusão de montagem eletromecânica da linha do minério da mina e do TCLD, toda a terraplanagem está concluída e as máquinas do sistema truckless estão em fase de conclusão da montagem.

Projeto

Em cenário desafiador pelo qual passa o mercado mundial de minério de ferro, o projeto Ferro Carajás S11D, com mina e usina, em implantação em Canaã dos Carajás, vai favorecer a manutenção da competividade brasileira no mercado de mineração. Seu produto irá complementar a produção de Carajás, oferecendo um minério de alto teor de ferro, com baixo contaminantes e custo baixo.

A tecnologia do truckless e as correias permitiram ainda a construção da usina de processamento em uma região de pastagem, fora da área de floresta. A usina foi projetada para operar a umidade natural, ou seja, sem a geração de rejeitos e sem barragens e ainda permitindo reduzir em 93% o consumo de água, o equivalente ao abastecimento de uma cidade de 400 mil habitantes.

Por meio do projeto, a Vale também realiza diversos investimentos sociais no município. São mais de 30 obras concluídas ou ainda em curso realizadas em parceria e com a contrapartida financeira da prefeitura municipal. Entre elas, a construção e reforma de sete escolas, a reforma do hospital municipal, a construção da Feira do Produtor e a ampliação da rede de energia elétrica. (Fonte: Ascom/Vale)

 

O primeiro quadrimestre deste ano (de janeiro a abril) seguiu o padrão do crescente número de demissões em Marabá. O município produziu um déficit de 1.356 desempregados. No mesmo período do ano passado, a situação foi quase tão ruim. O saldo negativo entre demissões e contratações foi de 1.109 postos de trabalho. Os vilões são sempre o comércio, a construção civil e o setor de serviços.

No mês de abril foram demitidos 1.119 trabalhadores e contratados apenas 958, o que gerou saldo negativo de 161 desempregados. E olha que abril teve um desempenho menos pior do que o mês de março, quando o saldo de desempregados foi 441, enquanto fevereiro gerou exército de 421 desempregados e janeiro gerou 333 no olho da rua.

Pior do que o desemprego só mesmo a falta de perspectiva, pois as vagas no mercado de trabalho, que se anunciam para Marabá, são poucas e de mão de obra específica. Não é à toa que os cursos profissionalizantes estão abarrotados de profissionais que buscam melhorar sua qualificação. Mas terá o mercado local condições de absorver todo mundo?

(Chagas Filho) 

A Embrapa Amazônia Oriental inicia nesta terça-feira (31), em Marabá, curso sobre nutrição de vacas leiteiras a pastos suplementadas com concentrados. O evento segue até 2 de junho e é voltado a profissionais de assistência técnica que atuam na pecuária leiteira no sudeste paraense.

Será a segunda capacitação do projeto “Transferência de tecnologias apropriadas para a promoção de sistemas sustentáveis de produção de leite nas propriedades familiares do sudeste paraense - Leitese PA”, iniciado no ano passado. De acordo com o pesquisador Bruno Giovanni de Maria, o projeto tem duração de três anos, e ao final, visa ofertar à região, técnicos para assistência de qualidade em qualquer assunto relacionado à pecuária leiteira familiar.

O próprio nome do projeto, que ficou como sigla “LeiteSE” é uma analogia e um convite ao Pará, especialmente ao sudeste do estado, para a profissionalização da cadeia leiteira bovina. Bruno explicou que o projeto nasceu fruto da demanda dos produtores de Marabá e região, que há cerca de três anos, apresentaram suas dificuldades e esperanças para o setor, durante evento realizado pela Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Gado de Leite e Sebrae Pará.

Em 2015 o projeto foi aprovado e prevê formações continuadas para um mesmo grupo de técnicos que atuam no sudeste paraense e integram a Emater, Coopercar e Agrotins, além de funcionários do Banco do Amazônia (Basa), que atuam nos financiamentos de projetos em pecuária leiteira.

O primeiro módulo do curso ocorreu em novembro passado e teve como tema, pastagens em formação e manejo de pastagens. Ainda segundo o pesquisador, amanhã se inicia mais uma etapa e vai tratar da nutrição de vacas leiteiras e fornecimento de concentrado como estratégia de melhoramento de produtividade nas propriedades. “No próximo semestre temos programado um dia de campo e mais um módulo do curso, desta vez, direcionado a suplementação e forrageira para a estação seca. Outros dois módulos sobre qualidade de leite e melhoramento genético serão realizados em 2017”, adiantou o Bruno.

Além dos cursos, o projeto prevê a instalação de fazendas modelo, chamadas de unidades de aprendizagem tecnológica (UAT), locais nos quais produtores e demais técnicos da região possam conhecer, no campo e na prática, as tecnologias difundidas pela Embrapa.  “Vamos atuar na formação de multiplicadores para demonstrar a viabilidade econômica, social e ambiental de sistemas produtivos de leite com base em pastagem, para a produção familiar”, disse o pesquisador.

O projeto Leite SE é realizado pela Embrapa Amazônia Oriental em parceria com o Sindileite, Emater, Coopercau, AgroAtins, Basa, Sebrae e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap).

 

 

Realizado em associação com a Confederação Nacional dos Jovens Empresários – CONAJE, os diversos movimentos de Jovens Empreendedores do Brasil, o Feirão do Imposto chegou a sua 14ª edição Nacional em 2016 sendo realizado em 21 Estados e em mais de 130 cidades brasileiras.

Ao todo foram 40 empresas envolvidas na Organização, Apoio, Patrocínio e Mantenedores e também a ampliação das palestras educativas, com a grande conscientização sobre a alta carga tributária e os impostos no país.

Em Marabá, o Conselho dos Jovens Empresários (CONJOVE) conseguiu envolver os vereadores, com uma apresentação institucional do CONJOVE e do Feirão do Imposto. “Também aguardamos a instituição do dia do Jovem Empresário, projeto de Lei encabeçado pelo Vereador Pedro Correa na Câmara Municipal”, explica o presidente da entidade, Caetano Cândido dos Reis.

Curiosidades – Foram distribuídas mais de 750 senhas para carro e moto nos dois dias de ações nos postos; foram consumidas mais de 165 pizzas nos dois restaurantes participantes, mais de 350 pessoas participaram do almoço sem imposto, mais de 130 litros de chopp foram consumidos e foram vendidos mais de 270 ingressos de Cinema.

Ações – Foram comercializados 10 mil litros de gasolina (R$ 2,80) representando menos 31,71% de impostos (R$ 1,30) – 3 mil litros no Posto Vitória no dia 19 e 7 mil litros no Posto São Bento no dia 21.

Foi vendido no pátio do Posto São Bento: 3 carros populares: Novo GOL 1.0 – Revemar Automóveis Volkswagem (de R$ 40.805,00 por R$ 33.093,25 / Menos 18,90% de Impostos), Novo Pálio 1.0 – Zucavel FIAT (de R$ 41.780,00 por R$ 33.900,00 / Menos 18,86% de Impostos) e Classic 1.0 – Disbrava Chevrolet (de R$ 32.670,00 por R$ 27.990,00 / Menos 14,32% de Impostos). 1 moto: Honda POP 110i – Revemar Motocenter (de R$ 7.142,00 por R$ 3.900,00 / Menos 45,39% de Impostos). 1 Piscina: Atlântida da iGUi – Piscinas Marabá (de R$ 16.500,00 por R$ 11.500,00 / Menos 30,30% de Impostos).

As novidades ficaram pela comercialização de Pizzas (50 unidades cada - Orla Restaurante no dia 18 e Cia Paulista de Pizza no dia 21 / Menos 36,54% de Impostos), 100 litros de Chopp OKTOS na Cia Paulista de Pizza, no dia 21 (de R$ 5,00 por R$ 2,55 a caneca de 300ml / Menos 49,11% de Impostos), Sessão de Cinema na Rede CINE A, no dia 19, estreia do filme X-Men Apocalipse (de R$ 24,00 por R$ 16,00 e R$ 8,00 meia-entrada / Menos 33,33% de Impostos) além do tradicional Almoço na Tertúlia Churrascaria, no dia 20 (de R$ 46,90 por R$ 33,00 1kg / Menos 29,64% de Impostos).

Entre as ações do Feirão deste ano também se destaca pelo debate em torno da Taxa Hídrica, com o presidente da Cosanpa, Luciano Lopes Dias, com a mediação do presidente da ACIM, Ítalo Ipojucan.

Mudanças – Até 2015, a CONAJE e o CONJOVE Marabá realizavam sempre no mês de setembro o Feirão do Imposto. A partir deste ano, a proposta foi de unir esforços na realização do evento no mês de Maio, simbolizando o mês em que todos os trabalhadores brasileiros recolhem seus impostos, pois o brasileiro em 2015 trabalhou 151 dias (5 meses) para pagar todos os seus impostos, ou seja. Com isso, o objetivo foi atingido, alcançamos um maior número de pessoas, além de contribuir para a efetiva e transparente aplicação dos tributos em benefícios para a sociedade.

Histórico em Marabá – O projeto Feirão do Imposto foi iniciado em Marabá no ano de 2010, com uma exibição de produtos e seus respectivos impostos na porta da ACIM. Em 2011 inicia-se a comercialização de Gasolina e desde então inúmeros produtos e serviços são vendidos sem impostos. Em 2016, com toda essa crise econômica-política instalada no Brasil, conseguimos ainda assim, realizar o Maior Feirão do Imposto do Brasil, em volume de negociações e empresas participantes. Agradecemos aos Mantenedores e Patrocinadores por acreditarem no CONJOVE, as Empresas Organizadoras e do Apoio pelo suporte na efetivação dessa importante ação de conscientização nacional.

Esta ação tem o caráter apartidário e são desenvolvidas para educar a população a respeito do quanto se paga em impostos. A partir dessa mobilização, o Feirão se tornou uma ação muito importante para Marabá, com o foco na conscientização de quanto se paga em impostos e no acompanhamento da destinação dos tributos recolhidos.