A criação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Marabá, no sudeste paraense, esteve em pauta durante reunião de trabalho entre o governador Simão Jatene e os membros do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O encontro ocorreu na tarde desta quarta-feira (24), no Palácio do Governo, em Belém.

A criação de uma ZPE é fundamental para a geração de emprego e renda no estado, assim como para a viabilização do projeto da instalação de uma siderúrgica da multinacional argelina de agronegócios Cevital. “Estamos tentando construir um cenário que seja favorável à implantação de uma siderúrgica em Marabá. Esse é um encontro destinado a viabilizar a criação de uma zona de processamento de exportação no município, na antiga área da Alpa e na área vizinha onde deve ser implantado o Distrito Industrial, para que possam ser instalados os empreendimentos para processar o aço, caso consigamos implantar a siderúrgica”, explicou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki.

Além da Aços do Pará, da Cevital, âncora do projeto no sudeste paraense, a instalação da ZPE deverá beneficiar as indústrias que trabalham com a exportação de produtos instaladas em seu perímetro. “A cada dia a gente dá um novo passo, pois esse é um investimento expressivo, de US$ 5 bilhões, que surge em um período difícil para a economia nacional, onde a China domina o mercado e muitas siderúrgicas brasileiras fecharam. Mas a cada dia avançamos na construção de um ambiente de negócios mais competitivo com a China”, acrescentou o titular da Sedeme. “Se a gente conseguir criar um cenário adequado e realmente ter um empreendimento, a sociedade toda ganha”.

Para o governador Simão Jatene, essas reuniões representam a evolução de um trabalho que vem sendo desenvolvido para incrementar e agregar valor à produção industrial no estado, além de gerar emprego e renda. “Mais do que a discussão de um projeto, este é um fantástico desafio de promover uma revolução na região, que refletirá no estado como um todo. Tenho convicção que este é um projeto que só terá sucesso se contar com o trabalho e dedicação de todos”, afirmou o governador.

Para a secretária executiva do CZPE, Thaíse Pereira Pessoa Dutra, a questão que hoje está sendo discutida é o regime aduaneiro de ZPE como uma opção, dentre várias no governo, de agregação de valor às cadeias primárias onde o Brasil é altamente competitivo. “Nós já temos um diferencial a respeito de produtos e o Pará é um grande exportador de produtos primários. A ideia hoje é aproveitar esses incentivos contidos no regime de ZPE, agregar valor à pauta exportadora, tanto do estado quanto do país e fomentar o desenvolvimento econômico e social de cada região. Mas a questão da ZPE tem que estar devidamente articulada com outras políticas públicas”, afirmou.

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação é a principal instância decisória da Política Nacional a criaçao e funcionamento dessas áreas. Ele é o responsável pela análise das propostas de criação, aprovação dos projetos industriais e pela orientação superior da política das ZPEs. Atualmente o Brasil possui 25 Zonas autorizadas e, deste número, 19 estão em efetiva implantação, distribuídas em 17 Unidades da Federação.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Ítalo Pojucan, avaliou positivamente o esforço do governo do Estado para o desenvolvimento da economia local e da qualidade de vida da população. “O que eu vi aqui hoje foi mais um grande passo dentro dessa construção, com muita responsabilidade, com todos os envolvidos pensando tecnicamente e fazendo o maior esforço para que de fato essa oportunidade seja transformada em realidade”, destacou Pojucan.

“A partir desta siderúrgica, certamente vamos ter condições de atrair novos negócios e de reestabelecer uma empregabilidade perdida com a crise do ferro gusa. Temos um dos distritos industriais mais importantes do Pará e o desafio de reconfigurar este distrito, com uma base de reacomodação de novos modelos industriais. A siderúrgica, por si só, certamente já seria um divisor de águas neste sentido”, acrescentou o titular da Associação Comercial de Marabá.

A reunião de trabalho também contou com a presença de representantes da Receita Federal, Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codec), Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Vale e Cevital.

Por Lidiane Sousa (Agência Pará)

 

O CONJOVE – Conselho de Jovens Empresários de Marabá - e a ACIM – Associação Comercial e Industrial de Marabá - realizarão uma campanha promocional nos dias 7 e 8 de outubro, chamada de Liquida Geral de Marabá.

O evento conta com o suporte e coordenação do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa e o Apoio Institucional do SINDICOM – Sindicato Patronal do Comercio Varejista de Marabá, do CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Marabá e da SICOM – Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia de Marabá.

A campanha tem como principal objetivo promover a aproximação entre a oferta e demanda do mercado, servindo com fonte facilitadora das operações comerciais, recuperação de débitos e oferta de crédito, oportunizando as empresas participantes da campanha, melhoria no fluxo de caixa, liquidação da ponta de estoque, renovação e ampliação de seus mix de produtos e serviços. Além de estimular a criação de novos empregos, manutenção de postos de trabalho e geração de renda nos setores produtivos da economia regional, ressalta Caetano Reis, presidente do Conjove Marabá.

Entendendo a importância desse momento da economia para de fato construir uma nova realidade, capturando as oportunidades de negócio ao tempo em que enfatiza a importância do fluxo comercial e de negócio como fatores de desenvolvimento, levaram as entidades de classe a impulsionar o potencial das micros, pequenas e médias empresas do município, através de eventos da classe empresarial, que propiciem o aumento de vendas e atraiam cada vez mais clientes.

E o Conjove/ACIM, com a co-realização do SEBRAE em parceria com o Sindicom, CDL e SICOM, decidiram realizar uma campanha para promover esse fluxo de negócio. A união destas entidades proporcionará ao evento credibilidade e uma maior adesão por parte dos lojistas.

Em sua primeira edição, o Liquida Geral Marabá é uma promoção conjunta organizada pelas entidades de classe de Marabá, tendo o intuito de se tornar referência para todo o Sudeste e Sul do Estado do Pará. Esse evento é fruto ao encontro que ocorreu em Junho no Sebrae com os Presidentes do CDL e Sindicom de Capanema, Antonio Kauati e Antonio Filho, que já realizam o maior evento do Nordeste do Estado e vieram a convite do SEBRAE passar as informações e compartilhar as experiências de 20 anos de evento.

Na edição de Marabá, os organizadores do evento esperam a adesão de 250 empresas e serão oferecidos o suporte nas áreas de crédito e cobrança e em vendas:

•A realização do Seminário de Proteção ao Crédito, com palestra destinada a empresários e analistas de crédito.

•Palestra motivacional destinada a um número maior de comerciários, no intuito de orientar sobre as técnicas de vendas, atendimento e negociação. Neste sentido, espera-se, que o I LIQUIDA GERAL MARABÁ promova o surgimento de novas oportunidades de trabalho, melhorando o rendimento das empresas inseridas na campanha durante os dois dias da promoção, oportunizando também, aos patrocinadores maior visibilidade às suas marcas.

Nos dias 24, 25 e 26 deste mês de agosto, ocorrem os primeiros encontros nos núcleos de Marabá, com os empresários membros da comissão organizadora e seus respectivos empresários dos núcleos.

Fica o convite para o empresário participar e saber de todas as informações da campanha, conforme os dias e horários abaixo:

Dia 24/08 - quarta-feira – Nova Marabá: Local: Sebrae Marabá – FL 28, às 18h30

Dia 25/08 - quinta-feira – Cidade Nova: Local: SESC Marabá – Rua Transamazônica, às 18h30

Dia 26/08 - sexta-feira – Marabá Pioneira: Local: ACIM – Praça Duque de Caxias, às 18h30

 

Possivelmente, se for realizada uma pesquisa de opinião pública entre os moradores de Marabá, Itupiranga e demais municípios do sudeste e sul do Pará sobre a aprovação do derrocamento do Pedral do Lourenção para abertura da Hidrovia do Tocantins Araguaia, a grande maioria deve abraçar o empreendimento, por entender que este vai impulsionar a economia regional. Mas, por outro lado, muitos ativistas, que militam em causas sociais e ambientais, entendem que o projeto tratará dividendos apenas para os empresários, enquanto pescadores, ribeirinhos e outros sujeitos terão suas condições de produção e de vivência violentadas pelo projeto. Diante disso, o que fazer?

Antes de qualquer resposta. É preciso compreender o que significa o derrocamento do pedral e a abertura de um canal de navegação permanente no Rio Tocantins, a partir do seu contexto geopolítico.

Hidrovia é esteira fordista

O que se pode dizer sobre o derrocamento do pedral é que se trata de um mega empreendimento, do ponto de vista econômico, que consiste em implodir um conjunto de rochas num trecho de 43 km do Rio Tocantins, na altura do município de Itupiranga, onde – devido a esse pedral - a navegação hoje é inviável para grandes embarcações durante quatro meses do ano (período de seca do rio). O objetivo desse derrocamento é – portanto - possibilitar a navegação segura durante o ano todo por grandes embarcações, notadamente as chamadas barcaças que poderiam transportar a soja do Mato Grosso até Vila do Conde (município de Barcarena), passando por Marabá e Itupiranga, e de Vila do Conde até o litoral brasileiro. Fazendo percurso inverso, esse canal de navegação, denominado Hidrovia do Tocantins-Araguaia, serviria como porta de entrada de grandes carregamentos de carvão mineral – vindos de Moçambique (África) e Austrália (Oceania) para servir de matéria-prima na cadeia produtiva de uma fábrica de aços planos, cuja implantação em Marabá só seria viável com a abertura desse canal, até porque o produto dessa fábrica seria também escoado até o litoral da mesma forma que a soja.

Ocorre que esse modelo de exploração, dentro do qual o derrocamento do pedral e a abertura da hidrovia se encaixam perfeitamente, como esteira para escoamento de produção, se pautam numa visão de acumulação de capital para grupos minoritários, em parceria com o Estado, enquanto grande parte da classe trabalhadora continuará vivendo em condições precarizadas e numa região ainda mais antropizada e com poucas condições de apresentar saídas para outras formas de produção. Isso ocorre porque o pedral é um berçário de peixes, que será destruído, dificultando a atividade pesqueira e o rio se tornará apenas canal de escoamento para grandes empreendimentos econômicos.

O que fazer diante da força do poder econômico?

O dilema aos ativistas, ambientalistas, pescadores, ribeirinhos e outros sujeitos que alimentam vivências tradicionais nesta região – que serão impactados pelo derrocamento do pedral, é como resistir a isso? É possível institucionalmente provocar alguma mudança nas ações do Estado e do capital transnacional? Por outro lado, se do ponto de vista contratualista, não existe saída possível, teriam a massa trabalhadora e as populações tradicionais atingidas negativamente por esses megaprojetos forças para promover uma ruptura com esse modelo?

Para alguns, as lutas imediatas, embora não mexam na estrutura do capitalismo neodesenvolvimentista, podem criar táticas, ainda que momentâneas, para diminuir as desigualdades sociais produzidas por essa expansão da fronteira na América Latina, melhorando a situação de alguns grupos, hoje marginalizados, mas essa pequena resistência, embora tenha efeito positivo para determinados setores, ainda não toca na questão central, que é o uso dos recursos naturais desta região para a expansão do capitalismo no mundo, abastecendo, sobretudo, a China que talvez seja hoje o maior mercado consumidor do mundo, que garante sustentação e maior longevidade ao modo de produção capitalista.

Esta pode ser encarada como uma análise regulacionista, mas a força das ações do capital é tamanha que dificulta até mesmo imaginar uma realidade fora dessa lógica que imposta, de modo que o único avanço imediato que pode ser vislumbrado é o conhecimento dos dispositivos de funcionamento dessa engenharia transnacional, para que a sociedade possa, em seguida, avançar na direção de práticas de disseminação desses conhecimentos, com a finalidade de fortalecer um conjunto de atores, que possam promover um entrelaçamento de redes de saberes e de resistência, o que não é uma garantia de mudança nas práticas tocadas pelo Estado capitalista, mas possivelmente se configurará num entrave, que pode forçar uma rearticulação na forma de produção.

A conferir.

(Por Chagas Filho)

O novo prazo para sacar o Abono Salarial do PIS - Programa de Integração Social - ano-base 2014 termina no próximo dia 31. Em todo o território nacional, mas mais de 900 mil brasileiros ainda não retiraram o benefício; no Pará são 29.305 trabalhadores celetistas que têm direito e em Marabá, 2.012 trabalhadores não efetuaram o saque embora tenham direito a fazê-lo. O valor é de um salário mínimo (R$ 880) e está disponível em qualquer agência da Caixa.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pede o apoio de empregadores e entidades sindicais para que ajudem a divulgar a informação entre os empregados e filiados. “Precisamos fazer com que a informação chegue a um maior número possível de pessoas porque esse é um benefício importante e é um direito do trabalhador”, diz.

Têm direito ao abono salarial os trabalhadores que tenham exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias em 2014 e recebido até dois salários mínimos por mês nesse período. Além disso, é necessário estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Os trabalhadores podem consultar se têm direito ao benefício pelo portal http://abonosalarial.mte.gov.br/, inserindo CPF ou número do PIS/Pasep e data de nascimento.  Outras informações podem ser obtidas diretamente com a Caixa no telefone 0800-726 02 07. Para os trabalhadores do serviço público que recebem o PASEP é preciso procurar o Banco do Brasil pelo número 0800-729 00 01. Mais informações também pela Central de Atendimento Alô Trabalho 158, do Ministério do Trabalho.

Empresários da região de Marabá que desejam empreender tendo em vista negócios com outros países podem obter mais informações sobre como proceder no Encontro de Negócios Internacionais, evento que o Sebrae promove em parceria com a Fiepa/Centro Internacional de Negócios (CIN) na próxima quinta-feira, 18. A ideia é apresentar ao empresariado local os cenários e tendências e como competir no mercado internacional.

Serão discutidos temas como o cenário de mercado da região, oportunidades de internacionalização para as micro e pequenas empresas, Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e como se preparar para o comércio exterior, com palestras do Sebrae, Rede CIN, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e Correios. Haverá ainda apresentação do caso de sucesso da empresa Breadsil, que exporta pães de queijo para outros países.

A programação é gratuita e as inscrições poderão ser feitas no local do evento, que acontecerá no auditório na sede do escritório regional do Sebrae em Marabá.

SERVIÇO

Encontro de Negócios Internacionais: Internacionalização X Competitividade dos Pequenos Negócios. Dia 18 de agosto, a partir das 14h, no auditório do Escritório Regional Carajás I -  Sebrae em Marabá (Folha 28, Quadra 42, Lote 5B e 6, s/n - Nova Marabá). Evento destinado a empresários, com entrada franca. Informações: 0800 570 0800.

Programação:

14h – Abertura

14h30 – Palestra: Mercado na Região – cenários e tendências, como competir no mercado internacional - Centro Internacional de Negócios – CIN / Fiepa

15h – Palestra: PNCE – Plano Nacional da Cultura Exportadora – Sedeme

15h30 – Palestra: Oportunidades para Internacionalizar sua empresa (Soluções CIN) - CIN / Fiepa

16h – Palestra: Como se preparar para o Comércio Exterior (Soluções Sebrae) -              Sebrae Nacional

16h30 – Apresentação do Exporta Fácil – Correios

17h – Apresentação do caso de sucesso de internacionalização da Breadzil – fabricação de pão de queijo