Durante o seminário de extensão “A Ecologia Política da Mineração na América Latina”, que acontece durante toda esta semana em Marabá, o doutor em Sociologia Rodrigo Santos apresentou dados que revelam o quanto a economia brasileira empobreceu nos últimos 16 anos devido principalmente ao crescimento da mineração. Outros dados - garimpados pelo professor Bruno Malheiro - confirmam as afirmações feitas por Rodrigo Santos no auditório do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, palco do seminário, que se encerra nesta sexta (23).

Professor do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rodrigo Santos explica que o Brasil, assim como outros governos, apostou na mineração como forma de garantir a geração de divisas, gerando assim – no caso do Brasil – a possibilidade da redistribuição de renda, o que funcionou muito bem durante algum tempo. Ocorre que essa estratégia acabou contribuindo para que a economia nacional ficasse cada vez mais simples, o que ele chama de “processo de reprimarização” da economia.

Ou seja, o Brasil foi deixando cada vez mais de exportar produtos de valor agregado, com investimento em tecnologia, para meramente exportar minério de ferro e outros produtos de baixa tecnologia (café, açúcar, soja, carne etc.), que em 2013 corresponderam a 60% da pauta de exportação nacional.

Falando especificamente do minério de ferro, a sua produção tem problemas sérios tanto na área ambiental, quanto na social, pois os conflitos envolvendo indígenas e camponeses na disputa pelo território mineral têm sido intensos. Além disso, a mera exportação, como se faz hoje, sobretudo aqui no sudeste do Pará e em Minas Gerais, deixa o Brasil cada vez mais dependente de economias externas, sobretudo da China, que tem sido o principal destino final do minério brasileiro.

E um dos grandes problemas dessa aposta na exportação do minério é justamente a dependência externa. E de repente a China acumula minério em grande quantidade e passa a não comprar mais em tanta quantidade como antes, forçando a redução do preço da tonelada do minério de ferro. Com isso, a Vale, que domina a mineração no País, está exportando cada vez mais, porque o lucro tem diminuído. Isso significa a duplicação da Ferrovia Carajás e mais pressão sobre o solo, para continuar repassando lucro aos acionistas.

Brasil exportava mais aviões do que minério

Provavelmente, apenas uma pequena parcela da população brasileira sabe que no ano de 2000 o Brasil faturava mais com a exportação de aviões do que com a exportação de minério de ferro. Essa informação está contida no relatório produzido pelo pesquisador Bruno Cezar Malheiro, professor da Unifesspa e doutorando pela Universidade Federal Fluminense-RJ (UFF).

Em 2000, a exportação de aviões correspondeu a 5,53% da pauta de exportação, gerando 3,054 bilhões de dólares, enquanto a exportação de minério equivalia 5,54% e gerava 3,048 bilhões de dólares. A diferença é pequena. Mas o que impressiona são os dados de 2014, em que a exportação do minério de ferro e seus concentrados passaria a corresponder a 11,47%, com faturamento de 25,819 bilhões de dólares, enquanto a venda de aviões simplesmente desapareceu da pauta de exportação nacional.

Se em 2000 também integravam - pela ordem – a pauta de exportação produtos como automóveis de passageiros, aparelhos transmissores ou receptores e componentes; calçados, suas partes e componentes; e produtos semimanufaturados de ferro ou aços, em 2014, se vê o desaparecimento de produtos com tecnologia, dando lugar a soja, óleos brutos de petróleo, açúcar de cana, em bruto; carne de frango congelada, fresca ou refrigerada; café cru em grão, carne de bovino congelada, fresca ou refrigerada e milho em grãos.

Vale dizer ainda que agora, em 2016, a exportação do minério de ferro já corresponde a 16% da pauta.

(Chagas Filho)

O CONJOVE – Conselho de Jovens Empresários de Marabá, em conjunto com a ACIM – Associação Comercial e Industrial de Marabá realizarão uma campanha promocional nos dias 7 e 8 de outubro. Trata-se do Liquida Geral de Marabá.

O suporte e coordenação par ao evento virão do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa - e o apoio institucional será do SINDICOM – Sindicato Patronal do Comercio Varejista de Marabá, da CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Marabá - e da SICOM – Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia de Marabá.

A campanha começa a ganhar corpo e adesões de muitas empresas de Marabá, foram realizadas visitas e inúmeras reuniões para divulgação dessa campanha que promete aquecer o comercio, seja nas vendas e na recuperação de crédito, segundo informou Caetano Reis, presidente do Conjove Marabá.

Entendendo o momento de instabilidade na economia, as entidades do setor produtivo se uniram, o CONJOVE, a ACIM, a participação de suma importância do SEBRAE de Marabá e do Estado do Pará na co-realização dessa campanha e as parcerias firmadas com o SINDICOM, CDL e SICOM, propiciam além da união, engajamento e respaldo para a realização do evento, mostrando para as empresas participantes o compromisso de que esse evento se torne parte do calendário anual de eventos que as entidades realizam ao longo do ano em Marabá, no caso do Conjove, por exemplo, o caso de sucesso do Feirão do Imposto, como o maior realizado no Brasil desde 2013.

As reuniões foram amplamente divulgadas e comunicadas dentro das entidades envolvidas e ocorreram na Velha Marabá no auditório da ACIM, na Nova Marabá no SEBRAE e no Shopping Pátio Marabá e na Cidade Nova no SESC, além de visitas, tivemos e ainda estão visitando algumas empresas, seja as grandes redes de varejo ou comerciantes locais , não fazemos distinção do tamanho, queremos a participação de todos nesse momento importante de união do comércio marabaense.

Nessa primeira edição, já foram contactadas 100 empresas e esperamos a adesão de 250 (duzentas e cinquenta) empresas, através do oferecimento do suporte nas áreas de crédito e cobrança e em vendas:

•A realização do Seminário de Proteção ao Crédito, com palestra destinada a empresários e analistas de crédito.

•Palestra motivacional destinada a um número maior de comerciários, no intuito de orientar sobre as técnicas de vendas, atendimento e negociação.

Neste sentido, espera-se, que o I LIQUIDA GERAL MARABÁ promova o surgimento de novas oportunidades de trabalho, melhorando o rendimento das empresas inseridas na campanha durante os dois dias da promoção, oportunizando também, aos patrocinadores maior visibilidade às suas marcas.

 

A Hidroponia Vitória localizada na Rodovia BR 230 – Transamazônica, km 42, Loteamento Bela Vista, Itupiranga (bem na entrada da cidade, lado esquerdo da Agrovila) é um empreendimento familiar do engenheiro agrônomo Rony Luiz Torquato e sua esposa Ana Paula de Oliveira Costa.

O sonho de implantação começou em 2014, para tanto teve que fazer uma capacitação específica: em São  Paulo na Empresa Hidrogood um curso de 40 horas; pesquisas pela internet; e visitas em várias hidroponia em São Paulo, Parauapebas e uma em Jacundá – Pará. Atualmente participa de um grupo no zap com hidroponicultores de todo Brasil.

O método de cultivo sem solo se expande com a técnica da hidroponia. A Vitória é a pioneira e única em Itupiranga. Em Marabá tem três unidades e temos informações de existência em municípios da região é o caso de Parauapebas, Nova Ipixuna, Jacundá e Goianésia do Pará.

A estufa onde são cultivadas as hortaliças em sistema hidropônico é  de 14 x 42 metros e pé direito de 3 metros. Com capacidade de produção de aproximadamente 9.000 (nove mil) unidades por mês. Distribuídas entre: Sendo 7.000 (sete mil) alfaces; 1.000 (mil) cheiro verde; 500 (quinhentas) couves de folha; e 500 (quinhentas)  rúculas.

São usadas  3 (três) caixas de água, com capacidade de 3.000 (três mil)   litros cada. As caixas são lavadas a cada 25 (vinte e cinco) dias e a solução de descarte é usada para irrigar pepino, quiabo, jiló, pimenta de cheiro, cebolinha através de irrigação de gotejamento. A fase de produção se deu a partir de janeiro de 2015.

Segundo o engenheiro agrônomo Rony Torquato “a qualidade das verduras produzidas em  hidroponia é  superior, haja vista que as plantas crescem em uma solução equilibrada que contém todos nutrientes necessários para seu desenvolvimento. E uma planta bem nutrida o ataque de pragas e doenças é  bem menor.” Ainda explica que “Hidroponia significa: Hidro = Água e Ponia = Trabalho.”

A comercialização é realizada com supermercados e vendedoras “bacieiras” de Itupiranga e Marabá. Também fornece para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Itupiranga e venda no varejo na própria horta. De forma direta gerou emprego para dois colaboradores e tem a participação familiar no negócio. É uma fonte geradora de renda. Cada unidade de hortaliça é comercializada a R$ 1,50 (verão) e R$ 1,75 (inverno).

O sucesso do empreendimento tem gerado diversas visitas por parte de: estudantes, pesquisadores/as, agricultores/as, empresários/as, e recentemente o Diretor Técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (EMATER – PARÁ)  Rosival Possidônio do Nascimento, conheceu in loco o negócio.

Para o engenheiro agrônomo Rony Torquato as principais vantagens de produção hidropônica são: “produto final com sabor acentuado; muito mais rico em nutrientes; processo menos poluente; cresce mais em menor espaço; mantém as pragas distantes; rconomia de água em comparação à agricultura tradicional; menores riscos perante as adversidades climáticas; possibilidade de plantio fora de época (produzir o ano inteiro, todo tempo).”

Os especialistas Marcelo Ortega e Eduardo Peres estarão em Marabá nesta terça-feira, 20 de setembro, para o seminário Desafio do Crescimento, realizado pelo Sebrae no Pará.  Após sucesso de público em sete cidades do estado, o evento chega a Marabá com o tema “Vendas: da conquista a fidelização de clientes”. O evento é exclusivo para pessoas jurídicas.

O seminário é uma solução diferenciada do programas nacionais Sebrae Mais e Na Medida, criada para apresentar novos temas e tendências em gestão para pequenas empresas. “O seminário tem por objetivo gerar um debate entre empresários, para que entendam a importância de uma gestão fortalecida em tempos de crise. Trata-se de um evento de oportunidades para os pequenos negócios, que continuam crescendo e se desenvolvendo, apesar do cenário atual”, ressalta Fabrizio Guaglianone, diretor-superintendente do Sebrae no Pará. A proposta é promover o debate entre empresários para o aprimoramento da gestão, com vistas ao desenvolvimento e à expansão dos negócios. O Sebrae tem como parceiro para a realização do evento o shopping Pátio Marabá.

“Sucesso em Vendas” é o tema da palestra do especialista em vendas e marketing Marcelo Ortega. Ele é colunista das revistas Venda Mais, Ser Mais e da Rádio Transamérica, no programa TransNotícias. Ortega é autor de diversos livros, entre eles os best-sellers “Sucesso em Vendas” e “Inteligência em Vendas”.

Já o mágico e humorista Eduardo Peres ministrará a palestra “Vendas, Motivação e Atendimento”. Ele une em suas palestras a estética de um espetáculo de mágica e humor a seus estudos em motivação de equipes para resultados superiores, vendas e liderança.

 

 

Vendas em tempos de crise é tema de palestra em Marabá

 

Os especialistas Marcelo Ortega e Eduardo Peres estarão em Marabá dia 20 de setembro para o seminário Desafio do Crescimento, realizado pelo Sebrae no Pará.  Após sucesso de público em sete cidades do estado, o evento chega a Marabá com o tema “Vendas: da conquista a fidelização de clientes”. As inscrições, exclusivas para pessoas jurídicas, são gratuitas e podem ser realizadas no portal do Sebrae no Pará.

O seminário é uma solução diferenciada do programas nacionais Sebrae Mais e Na Medida, criada para apresentar novos temas e tendências em gestão para pequenas empresas. “O seminário tem por objetivo gerar um debate entre empresários, para que entendam a importância de uma gestão fortalecida em tempos de crise. Trata-se de um evento de oportunidades para os pequenos negócios, que continuam crescendo e se desenvolvendo, apesar do cenário atual”, ressalta Fabrizio Guaglianone, diretor-superintendente do Sebrae no Pará. A proposta é promover o debate entre empresários para o aprimoramento da gestão, com vistas ao desenvolvimento e à expansão dos negócios. O Sebrae tem como parceiro para a realização do evento o shopping Pátio Marabá.

“Sucesso em Vendas” é o tema da palestra do especialista em vendas e marketing Marcelo Ortega. Ele é colunista das revistas Venda Mais, Ser Mais e da Rádio Transamérica, no programa TransNotícias. Ortega é autor de diversos livros, entre eles os best-sellers “Sucesso em Vendas” e “Inteligência em Vendas”.

Já o mágico e humorista Eduardo Peres ministrará a palestra “Vendas, Motivação e Atendimento”. Ele une em suas palestras a estética de um espetáculo de mágica e humor a seus estudos em motivação de equipes para resultados superiores, vendas e liderança.

 

Serviço: Seminário Desafios do Crescimento. Dia 20 de setembro, a partir das 18h, no Espaço de Eventos Shopping Pátio Marabá (Endereço: Folha 30 quadra 15 Lote 10 – Nova Marabá). Inscrições gratuitas pelo telefone0800 570 0800 ou pelo portal do Sebrae no Pará – www.pa.sebrae.com.br . Evento exclusivo para pessoas jurídicas.

 

 

Em visita a Marabá o diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (EMATER – PARÁ), Rosival Possidônio do Nascimento, participou com sua equipe dos Escritórios Local e Regional de uma roda de conversa com agricultor Jovair Soares maior produtor de abacaxi do município.

Um pouco da história: desde 2006, a família se estabeleceu no Projeto de Assentamento Belo Vale, localizado a 18 km da sede do município de Marabá. Iniciaram as atividades com a produção e comercialização de hortaliças, mas a perspectiva da família era a cultura do abacaxi, que foi implantada naquele mesmo ano, em uma área inicial de 05 ha, atualmente a cultura ocupa 8 hectares da propriedade.

Além do abacaxi, carro chefe da propriedade, são produzidas outras frutas: tangerina pokan, laranja, limão, coco e pequi em uma área de 12 hectares e geram uma renda bruta anual de aproximadamente R$ 150 mil. Além de outras culturas que completam a renda e alimentação da família, tais como o milho, a melancia e hortaliças. Toda produção é comercializada no local e na Feira da Laranjeiras (Núcleo Cidade Nova –Marabá).

A família foi beneficiada em julho de 2015, através do filho Jovailton Soares com um financiamento para aquisição de um caminhão através do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), linha de créditoPronaf Mais Alimentos, elaborado pela EMATER e contratado pelo Banco da Amazônia, que foi essencial para garantir a comercialização da produção sem a necessidade de atravessadores.

Ressaltamos que esta experiência de agricultura familiar é exitosa, já foi realizado em maio de 2014 um dia de campo sobre a cultura do abacaxi em parceria com a Embrapa; recebem visitas constantes de agricultores/as e técnicos/as. Recentemente sediou uma aula prática sobre plantio de abacaxi para os estudantes do curso de agronomia da UNIFESSPA e técnico em agropecuária do IFPA Campus Rural no âmbito do Encontro Regional de Ciências Agrárias (12º ERA).