Aos 33 anos, a paraense Elisângela Pereira, moradora do município de Barcarena se sente uma mulher realizada. Ela foi a primeira mulher a trabalhar na área de produção de uma grande indústria da cidade, mexendo diretamente com operação de máquinas, profissão até então tida como masculina. Ela começou como menor aprendiz, fez curso técnico na área de mecânica e hoje ocupa o cargo de analista de planejamento e controle de produção da mineradora.

Elisângela lembra que não foi fácil no começo, já que o mercado ainda não é tão aberto no setor para as mulheres. É ela quem assume a liderança da equipe na ausência dos superiores, posição que causou receio, mas fez com que ela ganhasse mais confiança no trabalho.

“Pra mim, no início, foi um susto, mas depois foi super legal o crescimento, porque, até então, era tudo novo pra mim. Mas aí fui mostrando meu serviço, minhas qualidades, fui adquirindo confiança na própria gestão da empresa também.”

Segundo dados do Ministério da Educação, o Pará tinha mais de 40 mil pessoas matriculadas na educação profissional até o ano passado. Desse total, mais de 23 mil matrículas eram de mulheres, número superior ao de homens nessa modalidade. Na indústria, como é o caso de Elisângela, dados do Senai apontam que as mulheres representam hoje 25% da força de trabalho. Em áreas tecnológicas da indústria, como a de farmácia e de equipamentos de informática, o número de mulheres chega a ser de 45%, em média. Elisângela Pereira afirma que foi a indústria que deu a ela oportunidades e que ela não quer parar por aí.

“A indústria só veio me acrescentar, só fez eu me desenvolver. Sou muito feliz onde estou e quero buscar mais.”

A pedagoga paraense Elcione Barbalho, atualmente membro da bancada feminina da Câmara dos Deputados (PMDB-PA), elogia a participação das mulheres nesse setor, mas lembra a dificuldade que esse público enfrenta na região Norte.

“A gente sente muita dificuldade na questão da mão de obra, da especialização, treinamentos, cursos. A dificuldade é muito maior, as distâncias são colossais, o quanto é difícil se deslocar para ter um pouco de formação e aproveitar essas oportunidades.”

A região Norte tem quase 120 mil matrículas na educação profissional. No Pará, os municípios com o maior número de matriculados são Belém, Santarém e Abaetetuba.

(Agência do Rádio)

 

Mais um aumento no preço de produtos básicos promete tirar o sono dos brasileiros. Dessa vez, foi o gás de cozinha que sofreu reajuste de quase 13% (12,9%), anunciado nesta terça-feira (10) pela Petrobras. Em nota, a estatal explicou que “o percentual de reajuste foi calculado de acordo com a política e preços e reflete, principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional”. Ainda segundo o comunicado, “a companhia estima que o preço do botijão pode ser reajustado, em média, em 5,1% ou cerca de R$ 3,09 por botijão”. O novo preço já entra em vigor nesta quarta-feira (11).

Para o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili, o quinto aumento em pouco mais 30 dias é algo “absurdo” e só prejudica o consumidor. “Pelos preços praticados, virou um artigo de luxo. Um botijão de gás deveria ser comercializado a R$ 35 no máximo”, afirmou.

Segundo a Petrobras, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso significa que os repasses dependerão das distribuidoras e revendedores.

Essa prática faz com que os preços dos botijões tenham variação de até 40% nas mesmas cidades. No Rio de Janeiro, por exemplo, os consumidores pagam de R$ 49,99 a R$ 85 em uma única unidade, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em outras capitais, como Salvador e Recife, o botijão pode ter diferença de até R$ 10.

Em Brasília, onde o preço do botijão varia de R$ 55 a R$ 75, o aumento recebeu críticas de moradores. A assistente administrativa Regiane Costa utiliza de cinco a seis unidades por ano e reclama que isso vai gerar mais despesa. “Com certeza pesa no bolso. Por ano gasto mais ou menos R$ 300 só com gás”, contou. Da última vez que comprou, há quase dois meses, ela pagou R$ 56 no produto.

REAJUSTE

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) calcula que o reajuste oscilará entre 7,8% e 15,4%, de acordo com o polo de suprimento.

De acordo com a entidade, a correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional. Diante disso, o Sindigás estima o preço do produto para botijões de até 13 quilos “ficará 6,08% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento.”

Além de pesar no orçamento familiar, os recentes aumentos no preço do gás de cozinha fazem com que os brasileiros busquem alternativas, inclusive ilegais. Mas o que se mostra como uma saída pode ser um risco. O presidente da Asmirg alerta que algumas pessoas utilizam uma mistura perigosa de álcool e gasolina. “Isso pode causar explosões dentro de casa. Sempre se deve procurar um revendedor autorizado”, disse.

(Agência do Rádio)

 

A empresa brasileira, líder no mercado de correias transportadoras nacional e maior fabricante de correias transportadoras da América do Sul, receberá a imprensa para apresentar as instalações de sua nova fábrica no Distrito Industrial de Marabá no próximo dia 3 de outubro, às 14h30.

A unidade – cujo investimento é de R$ 100 milhões – é a primeira a produzir correias transportadoras em toda a região Norte do Brasil, e atende indústrias de mais de 40 segmentos. O empreendimento vai gerar 200 empregos diretos e indiretos na região de Marabá.

O Brasil abriga o maior mercado consumidor de correias transportadoras da América do Sul. Elas desempenham papel fundamental em setores de base como mineração, siderurgia e agronegócio. Nesse quadro, o investimento da Mercúrio permitiu que o Brasil se tornasse autossuficiente no fornecimento de correias transportadoras – um feito histórico na indústria nacional.

Começaram oficialmente nesta quarta-feira (4) as atividades da unidade Correias Mercurio instalada no Distrito Industrial de Marabá (DIM). Durante coletiva à Imprensa na véspera da inauguração, o CEO da empresa, Ivan Zanovello Ciruelos, assegurou que cerca de 95% da mão de obra contratada pelo empreendimento é de Marabá e municípios da região, que foram devidamente treinados antes de iniciar as atividades.

Atuando há 72 anos, a Correias Mercurio é líder de mercado no Brasil e investiu mais de R$ 100 milhões na unidade de Marabá, tornando-se pioneira na produção de correias transportadoras no Norte do Brasil. A fábrica inaugurada nesta quarta opera em três turnos, devido à alta demanda de produção do mercado.

A planta da Mercúrio está pautada pelas exigências da legislação vigente, buscando a adoção de tecnologias com menor impacto para a natureza, redução do desperdício e a destinação adequada de resíduos, com 100% dos efluentes tratados. “A fábrica conta com sistema de ventilação natural, cogeração de energia, aproveitamento da iluminação natural, reaproveitamento da água de chuva e drenagem, em total concordância com as normas da ABNT e com os padrões estabelecidos para a certificação ISO 140000”, explica.

Projetos desenvolvimentistas instalados na região, como o S11D (extração de ferro em Carajás), são beneficiados diretamente com a inauguração da Correias Mercurio em Marabá. Além disso, foi firmada uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para formação em tecnologia da borracha, que é inédito em Marabá, qualificará a mão de obra da região e é ofertado gratuitamente.

 

A Vale requereu à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) o licenciamento para expansão de Serra Leste, unidade de mineração de ferro operada pela empresa desde 2015 no município de Curionópolis (PA). O projeto é fundamental para a manutenção das operações da unidade e seu plano de crescimento, tendo em vista que os limites da área, até então, licenciada para a extração do  minério deve ser alcançado em meados de 2018. 

A expansão dará à Serra Leste a capacidade de produzir até 10 milhões de toneladas por ano. Porém, o volume de produção anual das unidades é definido de acordo com fatores como demanda do mercado, logística e competitividade junto aos concorrentes. Hoje, a unidade tem capacidade e licença para produzir até 6 milhões. Em 2016, a demanda de produção para Serra Leste foi de 4,2 Mtpa (milhões de toneladas por ano).

A previsão é de que 1.300 vagas sejam geradas na fase de construção. Porém, a mobilização de mão de obra será gradativa, ou seja, conforme o avanço das etapas do projeto, que incluem: abertura e ampliação das cavas, na primeira fase e construção das estruturas como usina e pilhas de estéril, no período seguinte.

Após a conclusão das obras, já na operação, com a unidade em sua capacidade plena (produção de 10 milhões), espera-se que um total de 1.100 empregados atuem na mina, usina e pátios de carregamento. Esta previsão, é importante destacar, compreende o quantitativo de 645 trabalhadores entre próprios e terceiros, que a unidade já emprega atualmente.

Repasse financeiro

No período de 2013, ainda na implantação de Serra Leste até julho de 2017, a Vale, por meio da unidade, gerou ao município cerca de R$ 42 milhões com o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) e a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem).  A Cfem foi instituída pela Constituição Federal como compensação paga obrigatoriamente pelas empresas que extraem substâncias minerais para fins econômicos.

A CFEM é paga e distribuída aos Estados, Municípios, Distrito Federal e órgão de adminstração da União. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM),a aplicação da compensação deve ser feita em projetos que se revertam, direta ou indiretamente, em benefícios da comunidade local.

Sem barragem

Em virtude da alta qualidade de teor de minério presente em Serra Leste, a unidade opera a seco, ou seja, sem a utilização de água. A nova usina utilizará o mesmo processo, o que descarta a implantação de barragens. O sistema também já é usado no Complexo S11D Eliezer Batista implantado em Canaã dos Carajás e em mais de 70% das linhas de produção de Carajás, em Parauapebas.  

Uso do minério de ferro

A atividade de mineração transforma os minérios em produtos que são fundamentais hoje para avida em sociedade. Produtos usados na fabricação, por exemplo, de um celular até um avião, na construção de casas e prédios, eletrodomésticos, equipamentos etc.