No último dia 7, no auditório da Unidade I do Campus de Marabá, o engenheiro agrônomo Luciano Leal Almeida lançou o livro “O Centro Agroambiental do Tocantins (CAT): a relação entre a Universidade Federal do Pará e o sindicalismo rural”, fruto de sua dissertação de mestrado, defendida em 2015.

Almeida é egresso do Curso de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e servidor da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), em Brasília. A obra foi publicada pela Editora Primus, de Curitiba (PR).

No evento, Almeida apresentou o livro, fez relato de sua produção em campo e agradeceu a participação dos professores do PDTSA em sua formação acadêmica. O lançamento da obra ocorreu no encerramento das atividades do segundo dia do II Colóquio Dinâmica Sociocultural na Amazônia, promovido pelo PDTSA, iniciando o ano letivo da nova turma do programa.

O livro de Almeida ressalta o trabalho desenvolvido pelo professor, pesquisador e militante Jean Hébette, principal responsável pela criação do Centro Agro-Ambiental do Tocantins (CAT), do Laboratório Sócio Agronômico do Tocantins (Lasat) e contribuiu para o fortalecimento da Escola Familiar Agrícola (EFA), espaços relevantes para a organização política dos camponeses e à formação de um pensamento crítico engajado, além de ter contribuído para a fundação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – e dos cursos de Ciências Sociais e Educação do Campo.

Após viver quase meio século na Amazônia, Jean Hébette se tornou referência no cenário nacional e internacional em pesquisas sobre a Amazônia, especificamente na temática do campesinato, grupo social pelo qual lutou em defesa dos direitos e da dignidade humana.

Hébette em sua extensa produção bibliográfica registra mais de 100 títulos em que foi autor ou coautor, entre eles, o clássico Cruzando a fronteira: 30 anos de estudo do campesinato na Amazônia.

Homenagem

O agrônomo francês Emmanuel Wanberg, o Mano, radicado em Marabá há mais de 40 anos, acrescentou relatos de experiência de luta na criação do CAT e comentários sobre o trabalho e a vida de seu amigo, o pesquisador e professor Jean Hébette (15 de fevereiro de 1925 - 11 de novembro de 2016). Mano falou do compromisso de Hébette na formação acadêmica de alunos e professores e na atuação em favor de uma sociedade mais justa na região Norte do Brasil.

Emmanuel Wanberg, um dos criadores e coordenadores da Comissão Pastoral da Terra Regional (CPT) em 1976, e de articulador da (re)criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Região Sul e Sudeste do Pará, leu um e-mail fictício, que teria sido enviado pelo Arcanjo Gabriel comunicando a chegada de Hébette ao paraíso. Na chegada do pesquisador aconteceu uma festa. PDTSA 17“Um imenso bolo de macaxeira tinha a forma do Brasil e todos queriam vê-lo dividido. O forró correu até ao amanhecer”, dizia um trecho do e-mail.

A professora do PSTSA Edma do Socorro Silva Moreira fez algumas considerações sobre seu orientador, Jean Hébette. Edma foi orientanda de Hébette no mestrado em Sociologia, desenvolvido no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará com a dissertação Tradição em tempos de modernidade: reprodução social numa comunidade varzeira do Rio Xingu/PA em 2002; e no doutorado em Ciências Sociais, na UFPA com a tese Movimento Social Amazônico em defesa de territórios e de modos de vida rurais: estudo sociológico no Baixo Xingu, em 2008.

(Fonte: Unifesspa)

 

 

Nesta terça-feira (22), a partir das 19h, na sede do SESC Marabá (Avenida Transamazônica, Núcleo Cidade Nova), acontece a apresentação de pesquisa com show musical denominado “Um Canto Aberto”, nas vozes de Deize Botelho, Sérvio Dias, Mariana Botelho, Zeca Tocantins, Clauber Martins, Javier Di Mar-Y-abá e Nilva Burjack,

O projeto nasceu de uma pesquisa sobre os festivais de música de Marabá ocorridos na década de 1980, que priorizou a seleção de 10 músicas premiadas que corriam risco de perda de memória e ou esquecimento popular, as quais foram trabalhadas em experimentações de novos arranjos musicais e registradas num CD Matriz.

A iniciativa foi contemplada pelo Prêmio Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística 2016, concedido à artista Deize Botelho via edital do Programa de Incentivo à Arte e à Cultura – Seiva, da Fundação Cultural do Estado do Pará.

A coletânea musical “Um Canto Aberto” são vozes que trazem no canto, um clamor pela vida e liberdade. As canções trazem à tona, a história da cidade de Marabá-Pará, do norte e nordeste brasileiro; e de uma Amazônia que ainda luta pela preservação e valorização de seus rios, florestas, comunidades nativas e por um mundo de paz entre os homens e a natureza, afirma a pesquisadora Deize Botelho.

PROGRMAÇÃO

Durante o evento, a artista compartilha esta experiência em três momentos. O primeiro momento é dedicado à narrativa sobre a história dos festivais protagonizados pela Juventude da década de 1980 e dos desafios enfrentando no processo de pesquisa e experimentações artísticas.

O segundo momento é recheado de apresentações musicais envolvendo instrumentistas, compositores e interpretes convidados a participarem do registro musical.

Interpretes convidados: Sérvio Dias, Mariana Botelho, Nilva Burjack, Javier Di Mar-y-abá, Clauber Martins, Carlinhos Veloz, Zeca Tocantins, Deíze Botelho, João Brasil e Belim Amoury.

Músicos Instrumentistas: Walquimar Guedes (sax e flauta transversal), Itair Rodrigues(baixo), Guedes Amorim Junior (bateria) Adriano Tavares(violão) Ricardo Souza (teclado),  Fábio Oliveira (acordeom),Edu Hilário (percussão), Luís Fernando ( violão).

O terceiro momento trata-se de um diálogo aberto em interação com o público presente, envolvendo os artistas precursores do movimento artístico musical em Marabá.

Os festivais de musica em Marabá tiveram inicio em 1980. Intitulado, Canto Aberto em Festival Regional (CAFRE), foram constituídos por cinco versões, ocorridas entre os anos de 1980 a 1984; antes de serem nomeados Festival da Canção em Marabá (FECAM). O FECAM tornou-se um dos festivais mais conhecidos do Norte do País, chegando a sua 17ª versão (1987 a 2015). No intervalo entre o CAFRE e FECAM, ocorreram mais dois festivais: Festival Privê (1985) e Festival de Verão de MPB (1986).

A pesquisa realizada resgatou parte da memória musical dos primeiros festivais ocorridos em Marabá, na década de 1980. As letras e melodias ganharam novas possibilidades e impulsionam pesquisas complementares, contribuindo com a ampliação do acervo histórico e musical dos órgãos oficiais de cultura do município de Marabá (PA) e do  Estado do Pará. Torna-se uma fonte de informação com potencial de desdobramento no estímulo a novos protagonistas da cena musical paraense.

 

Rios de Encontro, o projeto socioeducativo e eco-cultural enraizado na comunidade Cabelo Seco, acabou de celebrar uma nova parceria com a Associação Brasileira de Defensores Públicos num congresso estadual na Bahia e renovou sete anos de colaboração com o Grupo de Teatro da Polícia Militar da Bahia, em Salvador, entre dias 21-24 de setembro. Ambas colaborações fazem parte da gestão do Rios de Criatividade, projeto do Festival Beleza Amazônica 2016, que acontecerá entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro deste ano.

Dan Baron, coordenador do Rios de Encontro foi convidado pelo defensor público Geral da Bahia, Clériston Cavalcante de Macêdo, para realizar uma palestra sobre Rios de Encontro num panel sobre Diálogos Interculturais com a Sociedade Civil e participar num encontro nacional de defensores públicos do Brasil. Na palestra, Dan Baron elogiou a coragem e dedicação dos jovens artistas, arte educadores e gestores de Cabelo Seco que defendem e cultivam direitos humanos, educativos e ambientais da região mais excluída e invisível no Brasil.

"Fiquei impressionado com a etica, clareza jurídica e coragem dos defensores públicos que encontrei", disse Dan Baron, na sua volta a Marabá. "Temos que valorizar estes profissionais formados em direito, que optam em defender os direitos humanos das comunidades mais violentadas, marginalizadas e sem condições mínimas de vida digna, em vez de atuar como advogados de acusação e juízes que protegem leis que sustentam desigualdade e corrupção. Com São Paulo, Bahia está na frente de ação extra-judicial para garantir os direitos dos calados, vulneráveis e perseguidos. Mas Rios de Encontro já colabora com defensores públicos aqui em Marabá de compromisso social e coragem humana exemplares, e cuidei de os elogiar durante os debates."

Dan Baron participou num encontro de todos os defensores públicos gerais da República e aprendeu muito sobre a grave conjuntura do Brasil, neste momento de corrupção judicial e política. Logo após o congresso baiano, o arte educador que mora em Cabelo Seco desde 2009, reuniu com Capitão Thiago Garcia, fundador do Grupo de Teatro da Polícia Militar da Bahia e Professora e arte educadora Vanda Machado, de um dos mais antigos terreiros no Brasil, Opo Afonja, em Salvador. O terreiro originou quase no mesmo ano de que Cabelo Seco. A Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA), que vai colaborar com Rios de Encontro e a Unifesspa na realização do Festival Beleza Amazônica em dezembro, já colaborou com a PM da Bahia entre 2008-12, na Bahia e no Pará.

"Temos imenso respeito para este grupo de teatro afrodescendente", explica Dan Baron. "Igual com nossos jovens, resgatou e reinventa todo dia sua própria identidade afro e hoje, luta contra a violência sexual e racial, e pelos direitos humanos de comunidades que sofrem todo tipo de exploração. A PM da Bahia era conhecida mundialmente como assassinos de jovens negros. Hoje, o grupo é reconhecido como exemplo de lutadores pela justiça social, e pela beleza artística de suas danças tradicionais e espetáculos comunitários. Igual com Belém em 2010, Marabá tem que vivenciar esta segurança cidadã, esta arte pela transformação, para entender o que significa uma cidade inteligente. O grupo ja se comprometeu participar no nosso Festival Beleza Amazônica, neste novembro."

 

O projeto eco-cultural e socioeducativo Rios de Encontro voltou de uma viagem de 20 dias de reuniões com redes nacionais na França, Alemanha e República Tcheca na quarta passada. Organizada para articular o projeto Rios de Criatividade e alertar o mundo sobre a grave ameaça aos direitos educacionais, culturais e ambientais no Brasil e, em particular, à vida sustentável do Rio Tocantins, Dan Baron e Manoela Souza dialogaram com diretores de escolas e universidades públicas e gestores culturais e políticos de 17 países da União Europeia, para criar colaborações entre Marabá e cidades sustentáveis.

"Em Paris, renovei amizades criadas em 2013", sorri Manoela Souza, "quando Évany Valente dos Tambores da Liberdade e Latinhas de Quintal abriu o VIII Congresso Mundial de Teatro Educação com Dan Baron. Sentamos com diretoras dos departamentos universitários de teatro e dança que relataram sua vida atormentada por uma dupla violência, do terrorismo numa guerra que massacra cidadãos nas suas casas e ruas, e da pobreza e do racismo criados pelo massacre da educação e saúde públicas, sonhos populares e aposentadoria. Ninguém sabia sobre a violência que estamos vivendo aqui no Brasil, muito menos a seca extrema aqui na Amazônia."

Além de visitar o Museu Rodin, Mano Souza e Dan Baron visitaram uma exposição de escultura contemporânea do artista chinês, Ai Wei Wei, reconhecido mundialmente por seu compromisso com a proteção dos direitos humanos e luta pela democracia na China. Saíram de quatro dias em Paris fortalecendo colaborações com a Universidade de Paris Leste e com arte educadores e artistas comprometidos com o Brasil. "Temos agora uma rede de escolas e comunidades que vão participar na nossa 'pororoca de solidariedade' com o Rio Tocantins, e querem elaborar projetos financiados pela União Europeia", disse Manoela.

Em Frankfurt, os arte educadores de Cabelo Seco apresentaram um vídeo sobre Rios de Encontro com fragmentos do espetáculo 'Nascente em Chamas' da Cia AfroMundi, como contribuição a celebração de 25 anos da Rede Alemã de Teatro na Escola (BVTS), praticado por 5000 professores do Estado de Hesse e 75.000 professores no país. Convidados pela Escola de Pedagogia Teatral, Dan Baron e Manoela Souza oferecerem um curso de Alfabetização Intercultural, para ajudar escolas e comunidades elaborarem projetos em resposta aos rios de refugiados da Síria, Turquia e países africanos, deslocados, em busca de segurança cultural, livre de perseguição.

"Igual com muitas cidades na Europa", explica Dan Baron, "Frankfurt tem interesse em como formar jovens para criar comunidades e escolas sustentáveis. Mas olhando pelas janelas do avião, vendo milhares de casas com placas solares, sabíamos que seria uma troca. Alemanha já transformou sua história fascista de genocídio em projetos de solidariedade e governança popular. A Rede BVTS vem colaborando com nossa Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA) desde 2004. Depois de nossa apresentação e curso, dezenas se comprometerem em ajudar gestionar Rios de Criatividade e colaborar em Marabá. Nos informaram sobre grandes redes e plataformas virtuais que tem uma ampla história de solidariedade com os rios e florestas do mundo. Indignarem-se com o vídeo sobre a atual seca do Rio Tocantins, com depoimentos sobre a destruição do Rio Xingu, criados por nossos jovens do Rabetas Vídeos Coletivo. Já propuseram ajudar criar uma indústria de energia solar, com a formação de jovens de Marabá, na Alemanha."

Em Praga, capital da República Checa, Dan Baron convidou lideranças de redes culturais e de arte educação de 15 países europeus participarem no Rios de Criatividade. Já aprovado pela Associação Mundial de Teatro Educação (IDEA), o projeto será apresentado no encontro da Aliança Mundial pela Arte Educação e UNESCO, em Guangzhou na China, no inicio de Dezembro. Encaixou-se numa discussão ampla sobre direitos humanos e colaborações entre comunidades e escolas, europeias e latino-americanas, para proteger a democracia. No meio de depoimentos sobre mais de 30.000 professores presos em Ancara, Turquia, nas ultimas semanas, e milhões de refugiados africanos nas ruas da Europa, Rios de Encontro virou um exemplo inspirador sobre o potencial juvenil. 

"Fiquei emocionado", conclui Dan, "cantando com um agogô na mão, numa reunião na Universidade de Praga. Numa cidade de quase 1500 anos, numa sala de veteranos de lutas contra o fascismo e stalinismo, este símbolo de todas as florestas extintas de castanheiras, provocou muitas lágrimas. Num fórum de tanta consciência socioambiental e prática de bem viver, fatos desconhecidos sobre o golpe no Brasil e da industrialização da Amazônia que estamos sofrendo, impactaram. Claro, questões sobre refugiados, pobreza extrema, e 'terrorismo' cotidiano, ocupam quase todo o imaginário europeu. Mas, no meio de tantas placas solares e generosidade humana, a esperança cresce. A gente sente que a crise mundial é uma grande oficina de aprendizado, doloroso sim, mas que já está liberando muita vontade de colaborar e inovar. Rios de Criatividade é apenas uma de tantas manifestações disso, no mundo."

 

Na próxima sexta-feira (2), o projeto eco-cultural e socioambiental Rios de Encontro leva a mostra Viva Pedral do Lourenção Viva! ao encontro 'Arte Pra Todos' no Campus III da Unifesspa, e no domingo (40, realizará sua bicicletada Viva o Pedral do Lourenção, Viva!, que culmina com uma troca cultural na Escola Irmã Theodora, no bairro Liberdade. "Todos são bem vindos", afirma Rerivaldo Mendes (20 anos), coordenador do Rabetas Vídeos. "Além de comunicar com comunidades vizinhas, estamos criando redes internacionais, para integrar o mundo na preservação do rio invisível no céu que irriga todos os continentes do mundo", conclui.

No final de semana

O Rios de Encontro, enraizado no bairro Cabelo Seco, realizou duas novas colaborações na semana passada, com 16 jovens de sete povos indígenas do sudeste da Bahia, e com escritores da Associação dos Escritores do Sul e Sudeste do Pará (AESSPA), no 42º Sarau da Lua Cheia. Estes novos passos de dois prêmios nacionais recentes, Rios de Criatividade (pelo Ministério da Educação), e Redes da Criatividade (pelo Ministério da Cultura), antecipam o primeiro festival internacional Beleza Pan-Amazônica, idealizado para Novembro 2016 para valorizar e preservar os Pedrais do Lourenção.

Na noite da sexta feira, com o nascer da lua, nove escritores da AESSPA embelezaram a pracinha de Cabelo Seco com diversos poemas, contos e cantos. Foram acolhidos pelo coletivo gestor juvenil dos anfitriões, Rios de Encontro, que intercalou danças e ritmos de afro-raiz de Cia de Dança AfroMundi e Tambores da Liberdade, poesia da biblioteca comunitária Folhas da Vida, e vídeos do Rabetas Vídeos Coletivo, diante uma grande plateia comunitária.

Durante a noite inovadora, mais de 70 crianças leram e desenharam na biblioteca na rua, ao lado dos poetas que integraram quatro gerações. "Isso é o som cultural da pracinha de Cabelo Seco", disse Manoela Souza, coordenadora da noite com Javier di Mar-y-abá. "Crianças e jovens de uma comunidade, afro-indígena, brincando, lendo alto, cantando, tocando e dançando. Vamos cuidar desta beleza amazônica do Rio Tocantins, para mantê-la viva!"

Na manhã de sábado, o coletivo de jovens coordenadores concluíram um ensaio de percussão afro-raiz com uma meia lua para sua primeira roda virtual do projeto 'Redes de Criatividade', trocando ritmos, cantos, danças e histórias com 16 jovens indígenas reunidos no Pontão de Cultura, Thydewas, em Ilheus, no sul da Bahia. Coordenador do Pontão, Sebastian Gerlic estava com Rios de Encontro em Cabelo Seco no mês passado, idealizando os dois projetos, Rios e Redes de Criatividade: "Já recepcionamos Dan Baron aqui em Ilheus, duas vezes, formando nossos jovens em um coletivo para criar livros digitais indígenas a partir de histórias pessoais. Com esta roda virtual, realizamos o primeiro passo de um sonho. Juntar duas meias luas de jovens de projetos de regiões vizinhas para criar uma rede cultural que valoriza o jovem como protagonista da preservação ambiental e transformação social."