O livro Educação das Relações Étnico-raciais no Brasil, iniciativa da Fundação Vale e parceiros, tem repercutido entre professores e especialistas em Educação, consolidando-se como referência na temática. Em dois meses, foram feitos mais de 2.500 downloads em países como Canadá, Estados Unidos, Suíça, Moçambique, além de várias cidades brasileiras.

A publicação, que está disponível gratuitamente para download no site da Fundação Vale e da Unesco, aborda a história e a cultura afro-brasileira, servindo de apoio a professores de escolas públicas e particulares na disseminação desse conteúdo colocando em prática a Lei 10.639/2003 que obriga a inserção do assunto nas salas de aula.

O material é fruto da parceria entre a Fundação Vale, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Unesco, que acreditam e confiam no potencial de educadores e educadoras na construção efetiva de uma sociedade mais igualitária.

 

 

Rios de Encontro, o projeto ecocultural e socio-educativo, encerra seu primeiro semestre com uma apresentação dos espetáculos 'Deixa o Nosso Rio Passar!' e 'Lágrimas Secas', neste sábado, na pracinha do Cabelo Seco, às 19h30.

Além de partilhar com a comunidade de Cabelo Seco e a população de Marabá os frutos de quatro meses de pesquisa artística e produção coletiva e a convivência recente de 20 dias nos Estados Unidos, as duas apresentações celebram o Dia da África e o projeto extrativista da Maria Silva e José Claudio Ribeiro, colaboradores com o projeto, assassinados no dia 24 de maio de 2011.

"Adiamos as duas apresentações do final da semana", explica Dan Baron, coordenador do projeto, "para coincidir com a memória da arte educadora Maria Silva e seu companheiro Jose Ribeiro. Já dediquei uma oficina de formação em arte educação para jovens lideranças da Contag (Confederação de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura), em Belém no sábado passado e durante nossas últimas duas semanas de reflexão sobre nossa defesa da Amazônia nos EUA, avaliamos que foi importante valorizar a contribuição da Maria e Zé Claudio ao projeto mundial aqui no sudeste do Pará."

Pablo Souza, 16 anos, co-coordenador do projeto Gira-Sol, premiado pela Brazil Foundation em 2014 para inspirar debate sobre energia solar e o projeto da Hidrelétrica de Marabá no Rio Tocantins, está planejando uma palestra com suas colegas Carol Souza e Évany Valente para a escola Judith Gomes Leitão nessa semana. Ele comenta: "Nos Estados Unidos, apresentamos os dois espetáculos em escolas e teatros abastecidos pela energia solar. O debate lá é muito mais avançado sobre como preservar nossa Amazônia do que aqui. Ninguém aceita mais a construção das represas e a destruição de mais de 135 espécies por dia, na região Pan-Amazônia. Celebramos a boa notícia anunciada pelo Secretário de Educação Pedro Souza ontem, que vinte instituições da rede municipal vão ganhar placas de energia solar. Mas ainda esperamos que o governo terá a coragem de substituir o projeto da hidrelétrica com outros projetos que geram 'energias de vida'."

"Deixa o Nosso Rio Passar!' afirma o poder de nossas raízes africanas de nos sustentar", explica Carol Souza, 14 anos, percussionista e co-coordenadora de Gira-Sol e os micro-projetos Cine Coruja e Roupas ao Vento. "O espetáculo reinterpreta a lenda do Boto e mostra nossa capacidade de ler criticamente a sedução dos governantes e nossa opção de ficar bem aqui, em Cabelo Seco, experimentando com energia solar. O espetáculo de dança, 'Lágrimas Secas', dramatiza o Rio Tocantins pegando fogo no futuro próximo. Parece ficção científica mas já aconteceu com o Rio Cuyahoga no Estado de Ohio nos EUA, nos anos 60s. Sensibilizou uma geração inteira para cuidar dos rios. Não queremos que isto aconteça aqui em Marabá!".

A população inteira de Marabá está convidada assistir estas duas obras, aplaudidas por plateias adultas, juvenis e infantis nos Estados Unidos da América nas últimas semanas. Cabelo Seco, às 19h30 no sábado, dia 23 de maio. Haverá um sorteio cultural e mostra de vídeos logo em seguida. Maiores informações são disponíveis da Manoela Souza, 94-99192-0171.

 

Está aberta até o fim deste mês a Exposição do artista visual Bino Sousa, Imagística Tocantina, no salão de exposição da Fundação Casa Da Cultura Marabá. 

A mostra Imagística Tocantina faz parte da 13ª Semana dos Museus e é mais uma exposição interpretativa do corpo lendário de nossa região, área privilegiada pela presença ilustre e magistral do Rio Tocantins, bem como das floretas de suas margens, o que é traduzido nas pinceladas do artista como fontes de mistérios e inspiração sobre as diversas versões das lendas da porca de bobes, da mulher de branco e outras.

A imaginação sempre foi a principal ferramenta na criação de meios para a sobrevivência da humanidade, utilizada de variadas formas evoluiu e alcançou inúmeros patamares de sofisticação. A  construção de mitos e  lendas é necessária para o conforto mental e o bem estar psíquico e também ao ato da simples contemplação das cores e dos signos, no desvendamento das histórias contadas ao longo do tempo que gostosamente dilui o limite   entre fantasia e realidade (Texto: Vitória Barros).

No dia 25 deste mês, acontece em Marabá a oficina de teatro “Fundamentos Básicos do Jogo Teatral”, que será ministrada pelo grupo de artistas participantes do projeto “Guerrilheiras”. A oficina será realizada no horário de 8h às 18h, no auditório do Campus I da universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), na Folha 31, Nova Marabá.

A ideia é trabalhar os fundamentos básicos do jogo teatral, usando como ponto de partida a abordagem da temática: "O Estrangeiro". Os exercícios serão desenvolvidos respeitando a natureza do encontro – artistas de outras áreas do Brasil em contato com a comunidade artística local.

Durante a oficina serão desenvolvidas atividades de consciência corporal e percepção do espaço; exercícios de expressão e criação vocal, movimento e ritmo; brincadeiras e jogos de desinibição e integração; exercícios de grupo e organização espacial, todos ancorados no sentido de cumplicidade e prazer inerentes ao jogo cênico.

A oficina será feita em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (Proex/Unifesspa). Informações e inscrições na sala da Diretoria de Ação Intercultural da PROEX, Campus I, nos altos da biblioteca, em horário comercial.

Guerrilheiras

O projeto “Guerrilheiras” é uma peça teatral que busca contar a história de 12 guerrilheiras que lutaram e morreram na Guerrilha do Araguaia.. Quem dirige e também participa da peça é a atriz Gabriela Carneiro da Cunha. A peça será apresentada no Rio de Janeiro, em julho próximo e deve ficar pelo menos um mês em cartaz. Depois a ideia é trazer o espetáculo a Marabá.

A atriz esteve nesta região em dezembro do ano passado, acompanhada da produtora Gabriela Gonçalves, para conhecer um pouco mais do palco onde se passou a guerrilha.

Quem deu apoio à atriz e à produtora nessa viagem à região foi o ativista Paulo Fonteles Filho, do PCdoB, que detém conhecimento de causa, quando o assunto é Guerrilha do Araguaia.

Para ministrar a oficina, Gabriela e as outras atrizes que integram o projeto estão vindo de ônibus para Marabá (a maioria vem de São Paulo e do Rio de Janeiro), numa tentativa de refazer um possível trajeto feito pelas guerrilheiras há 40 anos, para se aproximar um pouco do que foi o deslocamento daquelas mulheres.

Perguntada sobre que motivos a levaram a trabalhar o tema “Guerrilheiras”, Gabriela Cunha disse que estudando sobre a ditadura militar, especificamente sobre os desaparecidos políticos, chegou à Guerrilha do Araguaia (assunto pouco difundido no currículo escolar nacional) e foi aí que ela encontrou o recorte que procurava.

Na foto acima, Paulo Fontelles, com Gabriela Cunha e Gabriela Gonçalves, durante a visita que fizeram ao Galpão de Artes de Marabá (GAM), em dezembro passado.

No próximo sábado (dia 2/5), das 14h às 18h, acontece a exibição do filme “Ônibus 174 (2002)”, seguido de debate com o Prof. Jorge Luís Ribeiro dos Santos sobre a Redução da Maioridade Penal. Será no auditório do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA).

Ônibus 174 É um filme documentário brasileiro de 2002, dirigido por José Padilha. Lançado em 22 de outubro de 2002, o documentário é sobre o sequestro do ônibus 174, que aconteceu em 12 de junho de 2000, por Sandro Barbosa do Nascimento, em plena zona sul do Rio de Janeiro. Traz reflexões importantes sobre as questões sociais, além de elucidar pontos consideráveis no que se refere a invisibilidade social, aponta também para a falta de políticas públicas para aqueles que estão à margem da sociedade, a atuação do Estado na segurança pública e o despreparo de pessoas envolvidas nesse trabalho.

Prof. Jorge Luís Ribeiro dos Santos Advogado. Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Pará (2013). Atualmente é professor da Faculdade de Direito e diretor do Instituto de Estudos em Direito e Sociedade, da Universidade Federal do Sul e Suudeste do Pará.