Entre hoje (19) e domingo (22), Rios de Encontro, o projeto socioambiental e ecocultural enraizado na comunidade Cabelo Seco, acolhe cinco arte educadores da coordenação nacional da Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA). Através de rodas, oficinas e mostras, o encontro idealizará residências interculturais na Américas que vão culminar no primeiro fórum internacional, Rios de Criatividade, em Marabá, durante o sexto Festival Beleza Amazônica, em novembro de 2016. O encontro da ABRA prepara para a primeira das residências de formação, pesquisa e troca da coordenação juvenil do Rios de Encontro, em Altamira, entre dias 25 e 30 de maio, contribuição à semana mundial de ‘Arte Educação pela Sustentabilidade’ da UNESCO.

Arte educadores José Viana e Sandro Rugeri de Belém, Gabriela Machado de Juiz de Fora (MG), Renata Figueiredo de São Luis (MA) e Daniel Tomazoni de Joinville (SC), vão reunir com os gestores juvenis de Rios de Encontro para avaliar o impacto da extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer sobre o projeto Redes de Criatividade, e as residências interculturais planejadas pela ABRA para identificar jovens lideranças das Américas já realizando projetos que cultivam futuros sustentáveis a partir de comunidades solidárias e criativas.

Em novembro de 2015, a ABRA foi a única rede na região Norte do País (de dez no Brasil), para ser contemplada no edital Cultura de Redes do então Ministério da Cultura. Idealizado para ser coordenado pelos jovens do Rios de Encontro em Cabelo Seco, o projeto Redes de Criatividade objetiva colaborações inter-regionais entre jovens arte educadores para transformar a cultura viciante, isoladora e até cruel e excludente do smart-fone em ferramenta de uma nova cultura educativa de criação e produção artísticas e pedagógicas, para re-enraizar educação formal em culturas vivas comunitárias.

“Já estamos colaborando com o setor de Projetos de Extensão da Unifesspa”, explica Manoela Souza, coordenadora do Congresso Mundial da ABRA realizada em Belém em 2010, “para realizar o fórum Rios de Criatividade, no Rio Tocantins, em defesa do Pedral de Lourenção. Agora, a extinção do Ministério põe em dúvida a liberação do recurso, hoje no jurídico. Além de escrever uma Carta que condena esta desvalorização da Cultura por um governo interino, conduzido por reis do Lavo Jato, sem legitimidade política nenhuma, ABRA vai sentar com redes culturais e educacionais e movimentos sociais na região, para co-gestionar o fórum. Neste novo contexto, Rios de Criatividade tem ainda mais importância!”

“Vamos estimular diálogos entre nossos jovens artistas e nossos convidados”, disse Dan Baron, atual coordenador da ABRA, “e entre a ABRA e artistas, arte educadores e coordenadores de movimentos sociais da cidade, comprometidos com energias alternativas e a preservação da Amazônia. O governo Temer quer aprisionar o poder transformador da Cultura num canto da educação privatizada. Mesmo que descordamos com a extinção do Ministério da Cultura, continuaremos afirmando o re-enraizamento da educação pública em cultura popular, para gestionar democracia participativa.”

“Para nós,”, finaliza Dan, “o atual golpe no Brasil não é retrocesso. É mais uma manifestação do pânico sobre a falência do modelo corrupto da democracia representativa e autoritária, evidente na desistência eleitoral no mundo inteiro. A criatividade de jovens artistas e gestores na Amazônia, que regula todos os ecossistemas no mundo, tem um papel gestor único.”

As reuniões com ABRA acontecerão na Casinha da Cultura em Cabelo Seco, na manhã e na tarde da quinta e do domingo. A ABRA reúne com curso de Artes Visuais na Unifesspa às 15h na tarde da sexta-feira no Campus 3 na Faculdade de Linguagem; participe no sábado pela manhã da celebração do projeto extrativista da arte educadora Maria Silva e do Zé Claudio Ribeiro em Nova Ipixuna, assassinados em 2011; assistir as duas apresentações abertas de ‘Lágrimas Secas’ e ‘Nascente em Chamas’ de AfroMundi na sexta feira as 19h30, no Barracão da Cultura; e contribua à encontros abertos da biblioteca e do cine e à mostra pública, das 17h30 às 21h na Pracinha de Cabelo Seco, no sábado.

 

Nesta terça-feira (17), às 18h, o professor e pesquisador Airton dos Reis Pereira lança o livro "Do Posseiro ao Sem-Terra – A luta pela terra n sul e sudeste do Pará". O evento ocorre no auditório do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifespa), na Folha 31, Nova Marabá, e integra uma série de atividades que marcam a recepção dos calouros da Unifesspa, a chamada III Calourada.

Entre as outras atividades está o lançamento do "Diagnósticos das Áreas de Conflitos e das Situações de Ameaças de Mortes aos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Sul e Sudeste do Pará", da Comissão Pastoral da Terra (CPT); e também a apresentação do filme "Araguaia", dirigido por Dagmar Talga.

Também integram a programação da III Calourada, mostras fotográficas, poesia, teatro, música, doação voluntária de sangue e muito mais.

Do Posseiro ao Sem-Terra

Especificamente sobre o livro, Airton Pereira explica que o livro é resultado da tese de doutorado que ele defendeu em 2013, no programa de Pós-graduação em História, pela Universidade Federal de Pernambuco. “Em 2014, o programa escolheu minha tese como a melhor do ano anterior para concorrer ao prêmio CAPES”, relata.

Ainda de acordo com ele, a obra trata da questão agrária no sul e sudeste do Pará, considerando uma trajetória de 1975 a 2006, contendo ainda algumas pesquisas até 2010. "São sete capítulos, enfatizando a migração, os conflitos de terra, injustiças, a pistolagem e a resistência dos camponeses", detalha.

O livro "Do Posseiro ao Sem-Terra" é vendido pela editora da UEPA, por R$ 40, e direcionado ao público universitário, estudantes de Ciências Humanas, aos graduandos e demais interessados nessa problemática. O título já está sendo requisitado por pesquisadores no Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, inclusive, nos Estados Unidos da América.

“Conhece-se a história de um povo pela sua cultura. Compreende-se a história de um povo pela sua cultura. A arte sempre foi e é uma das maiores armas para disseminar sementes, ideias e sentimentos.” O enunciado acima norteia a atividade artística e política denominada “Arte pela Democracia”, que acontece na tarde deste domingo (1º), a partir das 15 horas, na Toca do Manduquinha, na orla do Rio Tocantins, na Marabá Pioneira.

Movimento apartidário promovido por artistas locais, que militam em favor das minorias, o “Arte pela Democracia” pretende congregar exposição de fotos, apresentações musicais, teatrais e poesias em torno da situação política pela qual passa o País.

Segundo Jane Martins e Larisa Xavier, que integram a organização do evento, a ideia é que as apresentações artísticas sejam intercaladas por falas sobre a cena política, como forma de usar a arte como dispositivo que faça circular um discurso que busque a reflexão.

Na página do evento, na rede social, os organizadores observam que no contexto político em que se encontra o país, o movimento artístico de Marabá, nos seus mais variados segmentos, se reúne para juntos, em um ato totalmente apartidário, de resistência, de luta e de muita arte e intervenções, denunciar o que todos estão vivenciando.

(Chagas Filho)

 

Ao todo 18 grupos devem participar da caminhada neste sábado (7). O evento marca o inicio das atividades dos grupos de Divino Espírito Santo em Marabá, uma tradição católica que chegou a cidade pelos idos da década de 1940.

Anos atrás era comum presenciar a passagem dos foliões pelas ruas de Marabá, sempre carregando os símbolos do Divino; a bandeira vermelha com fitas, a caixa, o violão, o pandeiro e a imagem da pomba acima da bandeira além lógico da coroa, sempre muito bem enfeitada, que é carregada por uma das devotas do Divino.

Dona Raimunda Dias realiza a festa do Divino há mais de 70 anos, começou com os avôs em outro Estado e depois mudaram para Marabá e continuaram a festejar para ela ser devota do Divino é manter o pagamento de uma promessa de família.

Hoje os grupos de Divino estão em todos os bairros, mas a maior concentração dos grupos está no bairro da Liberdade, seguido da Velha Marabá e Nova Marabá, o objetivo da caminhada além de marcar o inicio dos festejos é uma forma de manter viva esta tradição.

A caminhada será realizada neste sábado a partir das 5 horas da tarde com concentração na Praça São Félix de Valóis na Velha Marabá os grupos seguirão pela Orla da cidade até a igreja do Divino de Dona Lúcia no bairro de Santa Rosa onde será realizada uma missa campal. (Victor Haor)

 

Gravado na véspera do Natal de 1975, no Hammersmith Odeon em Londres, “Queen: A Night in Bohemia” chega ao Brasil e será exibido nos complexos da UCI Cinemas nos dias 5 e 10 de maio, às 21h. No Pará o show será exibido no UCI Shopping Bosque Grão-Pará. Além do show histórico, o material ainda reúne um documentário exclusivo com entrevistas, imagens de arquivo e performances inéditas do grupo. O público da UCI poderá escolher entre 18 salas para assistir às sessões com todo conforto e tecnologia característicos da rede. Os ingressos para “Queen: A Night in Bohemia” já estão à venda e podem ser adquiridos na internet, nas bilheterias, em aplicativos de celular e nas máquinas de autoatendimento disponíveis no hall dos cinemas.

Além dos sucessos “Killer Queen”, “Liar”, “Keep Yourself Alive” e “Now I’m Here”, os fãs do Queen que forem a uma das salas da UCI também vão se emocionar com uma entrevista inédita de Freddy Mercury e assistir à primeira entrevista da banda para televisão (1975), descoberta recentemente na Austrália. Ainda faz parte do material a versão original de “Bohemian Rhapsody” e performances nunca vistas das famosas apresentações no Hyde Park, em 1976 e do álbum “The Rainbow 74”.

Serviço:

Exibição do documentário “Queen: A Night in Bohemia”, 5 e 10 de maio, às 21h, no UCI Shopping Bosque Grão-Pará. Ingressos já estão à venda. Preço: R$ 40.