Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioambiental enraizado na comunidade de Cabelo Seco, se iniciou seu Festival de Verão 'Afro Raiz' no dia 18 de julho com uma roda com 22 estudantes de antropolgia cultural e estudos ambientais do EUA e Canadá, e conclua sua primeira semana, com uma oficina aberta hoje (26) na Unifesspa (17h), e uma grande mostra nesta quarta feira, as 20h15, de novas coreografias Africanas. A roda das Américas e residência sul-norte, afirmam o caminho internacional rumo à Festival Beleza Pan-Amazônica em defesa do Rio Tocantins, em novembro de 2016.

A mostra é fruto de um curso de 20 horas de percussão e de dança, ministrado pelos artistas nacionais Simone Fortes e Erik Djikstra. Vem integrando 10 jovens coordenadores do Rios de Encontro (incluindo Cia AfroMundi e percussionistas Tambores da Liberdade), educadora popular Luciana Melo, e a professora Patricia Luz e seu filho, Luan Holanda. Esta turma diversa apoiou os artistas em residência realizar uma oficina para crianças da AfroMundi Mirim, uma grande oficina para 60 estudantes da Pedagogia do Campo da Unifesspa, e vai compartilhar coreografias de Guiné Bissau, Mali, Senegal, Costa do Marfime e da cultura popular afro-brasileira numa oficina aberta à Marabá, na universidade (Unifesspa, Campus 1) hoje, das 17h-19h30.

"A residência está sendo supreendente!", disse Alanys Soares, bibliotecária da Folhas da Vida, cujo primeiro poema saiu na Galeria do Povo em Cabelo Seco, sábado passado. "Não sei tocar, e pensei que o curso era só para dançarinas e percussionistas experientes. Mas acabei aprendendo como tocar diversos ritmos no Djembe, até sonhando sobre eles em cama! A gente grava esta linguagem na pele, que hoje sei tem memória. Mas também, aprendi sobre África e sobre como criar um coletivo, baseado em escuta, generosidade e respeito pela percussão como primeira linguagem da vida."

"Estes jovens coordenadores são extraordinários,", comente dançarina afro-contemporânea Simone Fortes, visitando a Amazônia pela primeira vez. "São artistas, gestores e produtores inteligentes, com um compromisso contagiante com a preservação da Amazônia. Reunem às 8h num cafe de manhã de produção e dançam e tocam até a noite. Falam com propriedade sobre a história violenta e corrupta do Sudeste do Pará, mas são alegres, criativos e unidos! E já estão criando uma nova geração, AfroMundi Mirim, que interpreta coreografias que eu passei à sua coordenadora, Camylla Alves, em 2014. É emocionante! Vamos voltar para ajudar realizar o Festival Beleza Pan-Amazônica, no final do ano".

Coordenador geral, Dan Baron, identifica uma dimensão esperançosa nesta residência de formação: “Estamos vivendo um capítulo gravíssimo na história humana, de violência e corrupção institucionalizadas. Mas nosso festival mostra como, em baixo do radar, tem projetos éticos e sustentáveis, já maduros, coordenados por jovens que optam em dedicar uma parte de suas ferias se preparando para um futuro bem diferente. E tem milhares destes projetos em cada continente do mundo. Para nossos jovens, a convivência com Simone e Erik demonstra que vale sonhar e escolher uma visão colaborativa. Tem um mundo cooperativo emergendo, para substituir o mundo competitivo e falido. Nosso festival de verão mostra que é possível reinventar as raízes do passado e as transformar em antenas culturais do futuro."

O Festival de Verão “África Raiz” convida Marabá participar numa oficina final hoje, dia 26 (às 17h-19h30, na Unifesspa, Campus 1), e na mostra no dia 27 (às 20h30), de novas coreografias, cine e biblioteca comunitários, e um sorteio afro-latino, na pracinha de Cabelo Seco. Mais informação é disponível da Manoela Souza, gestora cultural: 94 99192 0171 ou 91 8847 8021.

 

Tiese Teixeira Júnior acaba de lançar o livro de contos Pelas Margens do Pará e já seduziu uma escola do Amapá, que sozinha adquiriu 100 exemplares da obra. Uma escola do município de Goianésia também adotou o livro que foi utilizado em um trabalho de literatura por alunos do Ensino Médio. O livro está disponível nas maiores livrarias virtuais do Brasil: Saraiva, Cultura e Amazon. Para quem mora em Marabá (PA) e região, a Casa do Livro, na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), também tem alguns exemplares para venda.

Graduado em História, Tiese é mestre em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia, pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e faz doutorado no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Confira abaixo a sedutora resenha do livro produzida pelo professor de Literatura Jefferson César Reis:

Você é um leitor que gosta, literalmente, de viajar? Se sim, vai se recordar de muitos momentos de suas experiências, seja pelas águas seja pelas estradas dessa exuberante Amazônia; se não, vai conhecer fatos da realidade ribeirinha e de pessoas que frequentam/enfrentam as malhas fluviais e rodoviárias desse vasto estado. Tiese Teixeira Júnior, no seu mais novo livro de contos intitulado Pelas margens do Pará,publicado pela editora Fragmentos, descreve com maestria essas verdades do mundo amazônico.        É sabido que a literatura oferece imagens para que possamos nos reconhecer e conhecer os outros, por meio dos quais sempre aprendemos mais sobre nós mesmos. A obra de Tiese Teixeira Júnior propõe nas entrelinhas de suas páginas uma busca delinear de nossa identidade, onde é atento à complexidade relativa às relações de poder, aos embates de costume, às mudanças sociais, à miscigenação e aos deslocamentos geográficos. Seja de canoa, barcos, navios; seja pelas estradas e vicinais mais longínquos percorridos por moto táxis, vans, ônibus e até mesmo a pé, as viagens descritas em Pelas margens do Pará podem remeter a nós mesmos, acostumados a “sentir na pele” vivências desse tipo. Até mesmo aqueles que nunca tiveram tais vivências passarão a refletir o quanto os personagens são movidos pela força de vontade, de não desistir de seus objetivos, de não subestimar o outro, enfim, de não pensar em fracassar.             Assim, Tiese Teixeira Júnior desenvolve em nós, leitores, a cota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante. Exemplos bem claros dessa humanização são os calouros Pedro, Silvia e Geraldo, que passarão a estudar em Marajó depois de terem sido aprovados no vestibular (Surpresas); o seu Julião, mestre na arte de fazer canoas e seus dois garotos: Gordo e Deco (Velhos Amigos); a preocupação do comandante de barco Miguel e sua mulher Maria com a filha de 15 anos prestes a casar (Por Estirões e Cantorias); da Madalena, que depois de anos morando em Belém, retorna ao lugarejo ribeirinho onde nasceu (Pelas Margens do Pará); do narrador-personagem que detalha seu percurso sobre o igarapé mamoranazinho até chegar num retiro pequeno onde se fazia farinha (Sob a Copa das Árvores); enfim, todos com características bem típicas de quem navega ou navegou pelos rios e igarapés do Pará, cada um com suas peculiaridades. Seus personagens – pessoas simples – são a face de um Pará miscigenado, uma vez que o processo de ocupação do espaço paraense tem uma grande história que envolve uma série de saberes empíricos.

E o que dizer daqueles personagens passageiros de vans ou ônibus? Certamente, você leitor(a) vai se identificar com uma delas, pois a forma em que são conduzidas as narrativas expõem algo que talvez já tenha vivido ou testemunhado. Personagens como a Fernanda, vendedora de roupas que enfrenta cerca de cinco horas de van para vender suas confecções (Paradas); da amizade da enfermeira Cláudia e da professora Haline, que se conheceram na viagem de ônibus a fim de tomar posse do concurso público a que foram aprovadas (Vida Nova); do sofrimento de Rosa, que constantemente enfrentava a Transamazônica para tratar-se de um câncer em Belém, na companhia da filha, Lara (Idas e Vindas); do motorista que conduzia o coletivo falando ao celular, para desespero do passageiro indignado com aquela atitude (Entre Chamas); do motorista de van que, exausto de trafegar pelas estradas esburacadas, onde em alguns trechos os buracos eram tapados por garotos em troca de alguns trocados, mas que encontrava consolo ao ver a força de vontade de Rose, a estudante universitária que parecia não ligar para estas dificuldades (Infinidades).

O autor não deixou de fora de suas narrativas àqueles que viajam ou que tiveram que viajar a pé, como o caçador que andava horas pela mata com o propósito de abater um porco do mato (Dia de Caçador); do homem que tivera que seguir viagem por 12 km a pé depois que o motorista do ônibus em que viajava informou que não passaria na vila de seu destino (E agora?). Narrou a dificuldade de estudantes e professores para se locomoverem, na precariedade do transporte escolar (Banco de Madeira) ou nas D20 da vida (Vou à Cidade); a rotina de um mototaxista ao levar um amigo a um assentamento (Um Dia Incomum); e, claro, daqueles que apreciam a ação dos vendedores nos terminais rodoviários e sentem os mais variados aromas, como a do milho cozido vendido pela garota de 12 anos, Rose (Às Pressas).

É notório que o autor de Pelas Margens do Pará é dotado de um saber local, oportunizando ao leitor explorar a compreensão (nas esferas literária e linguística), a interpretação e a expansão dos sentidos atribuídos à leitura, consolidando uma valorização dos contextos sociais, como a Amazônia, espaço descrito nos seus textos. Assim, sem desconsiderar o sentido histórico de cada conto, sua função e valor no momento específico em que foi escrito, importa, sobretudo, seu interesse literário afinado com as demandas da vida contemporânea.

Tiese Teixeira Júnior possibilita ao seu leitor ampliar esse universo do mundo amazônico, deixando um pouco de lado aquela imagem de que, quando se fala de Amazônia, só nos vem à mente a arara azul, o Rio Amazonas, a onça pintada, o jacaré, árvores imensas, índios, entre outros. Cada página revela a outra face da região amazônica sob o olhar dos viajantes, que são os frequentadores das margens, seja dos rios seja das rodovias do estado do Pará. . Pelas Margens do Pará deixa um ensinamento: a de que a Amazônia, na verdade, são Amazônias, como ilustra muito bem a capa da obra.

 

Diante de todos os desafios e obstáculos possíveis foi inaugurado no último dia 8 de junho o Media Lab /Artes Visuais/ILLA/Unifesspa, o segundo de uma rede que irá se estender por toda a América Latina. É o primeiro no norte, na região Amazônica. No dia da inauguração foi visível a expressão de muitos que provavelmente se perguntavam internamente: “Mas, porque aqui?”.

É verdade que ainda temos muitos desafios infraestruturais como as constantes quedas da energia e o acesso à Internet nessa região para se pensar em planejar e montar um laboratório de inovação tecnológica, principalmente quando este tem como principal objeto de estudo e produção de mídias digitais interativas. Mas é exatamente por isso que foi feito o investimento. Acreditamos que o Media Lab pode iniciar um ciclo de reflexão e produção dentro da Amazônia oriental, é o que pretendemos.

No Brasil, existem diversos Laboratórios de pesquisa em Media, mas o modelo que propomos traz o diferencial, pois segue o parâmetro proposto pela UFG na pessoa do Prof. Dr. Cleomar Rocha, já que se destaca não apenas por já ser o maior Media Lab da América Latina e segundo das Américas, mas porque o intuito de desenvolver-se como laboratório Multiusuário e Interdisciplinar vai além dos limites do Estado de Goiás e da UFG.

Sendo assim, cabe explicar o que seja um Media Lab e o porque de optarmos em ter um projeto em desenvolvimento de um laboratório digital como este na cidade de Marabá; ele é um laboratório de pesquisa em expressões artísticas, estética, cientificas e culturais que começam a nos cercar divulgadas em mídias cada vez mais presentes em nossas vidas, assim, cabe ao Media Lab pesquisar novas experiências de aplicativos de celular, repensar a forma como você vê televisão, ou acessa a internet, ou mesmo como você se relaciona com sua casa; ou, então, perceber, por meio de obras artísticas, sensações que comumente temos em automático, ou refletir sobre interfaces que estabelecemos entre os seres humanos e as coisas do mundo que os cercam.

Essas pesquisas retornam para fora da universidade como produtos tais como sites de internet, materiais didáticos, revistas, obras de arte interativas, aplicativos de distribuição gratuita, entre outros cujo limite é apenas a imaginação.

Todos os Media Labs do mundo com certeza possuem como exemplo primário o Media Lab do MIT nos EUA que hoje consegue diversas rendas com suas centenas de patentes, porém, tanto o tipo de investimento estatal como as regulamentações atuais do encaminhamento da pesquisa acadêmica e seus resultados impossibilitam que apenas um único laboratório, hospedado em uma única universidade, possibilite sequer igualar-se em volume de investimento. Contudo, diferentemente do Media Lab do MIT, os Media Labs da Rede (por enquanto apenas a Unifesspa e a UFG) agregam suas forças em experiência, capacidade reflexiva e conhecimento de suas equipes, além dos equipamentos, possibilitando que uma única pesquisa possa estar sendo realizada por diversos atores.

Falando especificamente do Media Lab/Unifesspa das Artes Visuais/ILLA, que coordeno, o mesmo já havia sido pensado em partes tanto por mim quando de minha entrada no concurso da universidade, quanto pelo Prof. Dr. Alexandre Santos Filho (Prof. Alixa) - foto acima -, primeiro professor do curso de Artes Visuais / Unifesspa, que já idealizava um laboratório de experimentação em práticas eletrônicas e digitais e que assim já havia conseguido em negociação com a administração superior da universidade o nosso equipamento inicial. O passo seguinte foi a aproximação com o Media Lab / UFG e o inicio da nossa parceria que não tenho dúvidas será selada com a futura assinatura de um convênio.

Sendo assim, no último dia 8 de Junho às 9h da manhã, recebemos no Prédio do Instituto de Linguística, Letras e Artes (ILLA), no Campus III da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) dezenas de pessoas que lotaram o laboratório e nos ouviram falar sobre os projetos atuais e futuros e depois foram recepcionados com um café da manhã.

Todas as atividades do Media Lab estarão pautadas em seis eixos sendo: Interação Homem x Computador, Comunicação Mediada por Computador, Música e Tecnologia, Arte Tecnológica, Sistemas de Computação Cognitiva, Tecnopsicologia e Psicotecnologia e Design de Interfaces Computacionais.

 

Dentro dessas linhas alguns projetos já estão sendo trazidos em rede. São eles:

  • Game Lab /: um programa de pesquisa e extensão que tem como objeto os jogos e a gameficação de objetos cognitivos, tanto para fins de construção de uma melhor gestão do processo ensino-aprendizagem, quanto para o desenvolvimento de interfaces entre o usuário e a máquina.
  • Cine Lab/: programa de extensão voltado para a exibição e produção de filmes, documentários, curtas e outros materiais audiovisuais. Um dos primeiros programas a já apresentarem frutos já que no dia 01 de Julho no Campus III será exibido o Documentário Freenet em parceria com a Plataforma Taturana (http://beta.taturanamobi.com.br/film/freenet).
  •  Web Lab/: programa de pesquisa e extensão cujo objeto de atenção é a internet.
  • O Córtex: programa de atividades de extensão como minicursos, palestras, seminários e outros eventos como a Feira de Arte Tecnológica que está planejada para 2017.
  • In.Mídias: Curso de Pós-Graduação Lattus Senso (Especialização) em Inovação em Mídias Interativas, lançamento previsto ainda para este ano.
  • Palatinik: Banco de arte tecnológica para a América Latina.
  • TVDI: programa de pesquisa e extensão em mídias para televisão interativa.

 

Ainda existem projetos internos que já estão sendo desenvolvidos: Periódicos do ProfLetras e do Curso de Artes Visuais, o projeto de Museu Virtual e os sites do Media Lab/Unifesspa e do Curso de Artes Visuais / Unifesspa e devemos  ampliar com mais dois projetos o Kids Media Lab e o Movimentos Sociais Media Lab, nomes ainda provisórios.

Todos estes projetos foram apresentados à comunidade durante a inauguração e ainda durante o evento foi ouvido o Prof. Dr. Cleomar em videoconferência que nos deu as boas vindas à Rede e sucesso em nossa caminhada e passou a responder as perguntas do público. O Prof. Dr. Alixa assumiu a fala e contou de toda a caminhada que se deu para criar-se o curso de Artes Visuais, depois para conseguir os equipamentos e a adequação que teve que ser feita no espaço do Instituto para que o Media Lab pudesse ser instalado. Ainda tivemos a fala do Diretor do Centro de Tecnologia da Informação e da Comunicação da Unifesspa (CTIC) o Sr. Hugo Kuribayashi que parabenizou igualmente a iniciativa. Logo após o Prof. Alixa convidou a todos para o café da manhã.

 

Instalar um Media Lab em Marabá então representa o reconhecimento das potencialidades de uma região cujo futuro ainda não está escrito e que tudo que pode ser feito aqui depende apenas de nossa imaginação. (Professor Teófilo Augusto, coordenador do Media Lab / Unifesspa)

 

 

As inscrições para o Festival de Verão “África Raiz” começam hoje (20) e a programação começa amanhã e vai até o dia 25.

Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioambiental enraizado na comunidade de Cabelo Seco, em Marabá, lança nesta semana sua quarta residência de dança educação para abrir seu Festival de Verão de 2016, Afro Raiz. Destacando dança com percussão ao vivo e direitos humanos através da celebração da cultura de raiz, além de mostras abertas a todos, as inscrições abrem hoje (20) para o mini-curso gratuito para 12 dançarinos e dançarinas.

O Festival de Verão “África Raiz” abre no dia 22 (às 19h) com uma festa de mostra de dança e percussão com açaí, com micro-oficinas de 15 minutos, abertas a todos. Entre os dias 22 e 25, terão cinco oficinas de percussão e dança mais avançada, para pessoas que já dançam com confiança. No dia 23 (das 15h às 18h), terá uma oficina de percussão e dança para estudantes de Pedagogia de Campo na Unifesspa (na Cabanagem), e no dia 26 (às 16h-19h) uma oficina aberta de percussão e dança (na Unifesspa, Campus 1); a residência encerra no dia 27 (às 19h30) com uma grande Festa de Afro Raiz, com uma oficina aberta, mostra de novas coreografias, cine e biblioteca comunitários, e um sorteio afro-latino, na pracinha de Cabelo Seco.

Histórico - Após participação de Camylla Alves da Cia AfroMundi, Évany Valente de Tambores da Liberdade e a gestora cultural, Manoela Souza, no Stage Camp 2016 em Florianópolis, no fevereiro passado, Rios de Encontro resolveu convidar os artistas internacionais Simone Fortes e Erik Desjkstra do Coletivo Abayomi abrirem o terceiro festival comunitário de formação e troca intercultural. Chegam na Amazônia pela primeira vez com mais de oito anos de pesquisa artística em dança e percussão de Guiné Bissau, Mali, Senegal e Costa do Marfime, e coreografias premiadas em Santa Catarina e no Brasil.

“Vamos integrar AfroMundi Mirim nesta dança de raiz”, disse Camylla Alves, “para criar novas coreografias da vida.” Manoela Souza concorda: “Dançando com percussão ao vivo é contagiante! Gera autoconfiança e motivação para falar ‘não’ à qualquer injustiça e ‘sim’ à saúde ambiental e humana, como descobrimos com nossos próprios Tambores da Liberdade. Neste festival, vamos convidar a comunidade e a cidade toda dançarem nas festas de abertura e encerramento, em Cabelo Seco, estudantes da pedagogia dançar na universidade, e nossas dançarinas aprofundarem sua formação artística.”

De volta de um encontro continental em São Paulo na semana passada sobre Cultura Viva Comunitária, e a celebração de um futuro gestionado por jovens de bairros populares, Dan Baron, coordenador artístico do Rios de Encontro, percebe esperança num momento de crise. “Ninguém pode negar que estamos vivendo um capítulo gravíssimo na história humana, de violência e corrupção institucionalizadas. Mas encontros em cada região do Brasil e do mundo mostram que, em baixo do radar, tem um mundo ético e sustentável já maduro, já experiente, nascendo. O projeto competitivo do mundo gera violência e está falido. Nosso festival de verão é uma janela sobre um mundo de bem-viver, cooperação, e alegria de um futuro equilibrado entre raízes e antenas. Recomendo que todos vivenciarem!”

Serviço:

Mais informações sobre o festival pelos fones (94) 99192 0171 ou (91) 8847 8021.

 

A equipe da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) esteve em Belém, onde participou da XX Feira Pan Amazônica do Livro. Na ocasião o poeta e coordenador da Biblioteca Municipal, Airton Souza, lançou duas obras no estande dos escritores paraenses: “Quem guarda as chuvas?” e “Quem levou o dia?”.

Antes disso, o secretário municipal de Cultura Wendell Gomes Santos, participou, na Secretaria de Estado de Cultura, de uma reunião com a coordenadora de Material, Jane Santos, para juntos definirem a execução do Convênio de Cooperação Técnica que visa o acesso gratuito a portadores de necessidades especiais, idosos e aposentados a locais onde ocorram eventos de natureza cultural.

Na oportunidade, o secretário de Cultura de Marabá manifestou o anseio de toda a classe artística local, de realizar a Feira do Livro em Marabá, considerada a importância que o município tem, como polo principal do sul e sudeste do Estado.

A coordenadora agendou então reunião com a diretora da Feira Pan Amazônica do Livro, Ana Catarina, para alinhavar uma proposta a fim de viabilizar o projeto. Do encontro participaram Wendell Gomes, o coordenador da Secult, Genival Crescêncio, e Airton Souza.

Da reunião, ficaram firmados os seguintes:

1. Reunião no início do próximo semestre para formar um Grupo de Trabalho que envolverá artistas de todos os segmentos com o objetivo de formatar um projeto para a Feira Marabaense do Livro;

2. Estabelecimento de parceria entre Governo do Estado e Prefeitura a fim de definirem as atribuições por meio de cooperação técnica e financeira.