As inscrições para o Festival de Verão “África Raiz” começam hoje (20) e a programação começa amanhã e vai até o dia 25.

Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioambiental enraizado na comunidade de Cabelo Seco, em Marabá, lança nesta semana sua quarta residência de dança educação para abrir seu Festival de Verão de 2016, Afro Raiz. Destacando dança com percussão ao vivo e direitos humanos através da celebração da cultura de raiz, além de mostras abertas a todos, as inscrições abrem hoje (20) para o mini-curso gratuito para 12 dançarinos e dançarinas.

O Festival de Verão “África Raiz” abre no dia 22 (às 19h) com uma festa de mostra de dança e percussão com açaí, com micro-oficinas de 15 minutos, abertas a todos. Entre os dias 22 e 25, terão cinco oficinas de percussão e dança mais avançada, para pessoas que já dançam com confiança. No dia 23 (das 15h às 18h), terá uma oficina de percussão e dança para estudantes de Pedagogia de Campo na Unifesspa (na Cabanagem), e no dia 26 (às 16h-19h) uma oficina aberta de percussão e dança (na Unifesspa, Campus 1); a residência encerra no dia 27 (às 19h30) com uma grande Festa de Afro Raiz, com uma oficina aberta, mostra de novas coreografias, cine e biblioteca comunitários, e um sorteio afro-latino, na pracinha de Cabelo Seco.

Histórico - Após participação de Camylla Alves da Cia AfroMundi, Évany Valente de Tambores da Liberdade e a gestora cultural, Manoela Souza, no Stage Camp 2016 em Florianópolis, no fevereiro passado, Rios de Encontro resolveu convidar os artistas internacionais Simone Fortes e Erik Desjkstra do Coletivo Abayomi abrirem o terceiro festival comunitário de formação e troca intercultural. Chegam na Amazônia pela primeira vez com mais de oito anos de pesquisa artística em dança e percussão de Guiné Bissau, Mali, Senegal e Costa do Marfime, e coreografias premiadas em Santa Catarina e no Brasil.

“Vamos integrar AfroMundi Mirim nesta dança de raiz”, disse Camylla Alves, “para criar novas coreografias da vida.” Manoela Souza concorda: “Dançando com percussão ao vivo é contagiante! Gera autoconfiança e motivação para falar ‘não’ à qualquer injustiça e ‘sim’ à saúde ambiental e humana, como descobrimos com nossos próprios Tambores da Liberdade. Neste festival, vamos convidar a comunidade e a cidade toda dançarem nas festas de abertura e encerramento, em Cabelo Seco, estudantes da pedagogia dançar na universidade, e nossas dançarinas aprofundarem sua formação artística.”

De volta de um encontro continental em São Paulo na semana passada sobre Cultura Viva Comunitária, e a celebração de um futuro gestionado por jovens de bairros populares, Dan Baron, coordenador artístico do Rios de Encontro, percebe esperança num momento de crise. “Ninguém pode negar que estamos vivendo um capítulo gravíssimo na história humana, de violência e corrupção institucionalizadas. Mas encontros em cada região do Brasil e do mundo mostram que, em baixo do radar, tem um mundo ético e sustentável já maduro, já experiente, nascendo. O projeto competitivo do mundo gera violência e está falido. Nosso festival de verão é uma janela sobre um mundo de bem-viver, cooperação, e alegria de um futuro equilibrado entre raízes e antenas. Recomendo que todos vivenciarem!”

Serviço:

Mais informações sobre o festival pelos fones (94) 99192 0171 ou (91) 8847 8021.

 

 

Diante de todos os desafios e obstáculos possíveis foi inaugurado no último dia 8 de junho o Media Lab /Artes Visuais/ILLA/Unifesspa, o segundo de uma rede que irá se estender por toda a América Latina. É o primeiro no norte, na região Amazônica. No dia da inauguração foi visível a expressão de muitos que provavelmente se perguntavam internamente: “Mas, porque aqui?”.

É verdade que ainda temos muitos desafios infraestruturais como as constantes quedas da energia e o acesso à Internet nessa região para se pensar em planejar e montar um laboratório de inovação tecnológica, principalmente quando este tem como principal objeto de estudo e produção de mídias digitais interativas. Mas é exatamente por isso que foi feito o investimento. Acreditamos que o Media Lab pode iniciar um ciclo de reflexão e produção dentro da Amazônia oriental, é o que pretendemos.

No Brasil, existem diversos Laboratórios de pesquisa em Media, mas o modelo que propomos traz o diferencial, pois segue o parâmetro proposto pela UFG na pessoa do Prof. Dr. Cleomar Rocha, já que se destaca não apenas por já ser o maior Media Lab da América Latina e segundo das Américas, mas porque o intuito de desenvolver-se como laboratório Multiusuário e Interdisciplinar vai além dos limites do Estado de Goiás e da UFG.

Sendo assim, cabe explicar o que seja um Media Lab e o porque de optarmos em ter um projeto em desenvolvimento de um laboratório digital como este na cidade de Marabá; ele é um laboratório de pesquisa em expressões artísticas, estética, cientificas e culturais que começam a nos cercar divulgadas em mídias cada vez mais presentes em nossas vidas, assim, cabe ao Media Lab pesquisar novas experiências de aplicativos de celular, repensar a forma como você vê televisão, ou acessa a internet, ou mesmo como você se relaciona com sua casa; ou, então, perceber, por meio de obras artísticas, sensações que comumente temos em automático, ou refletir sobre interfaces que estabelecemos entre os seres humanos e as coisas do mundo que os cercam.

Essas pesquisas retornam para fora da universidade como produtos tais como sites de internet, materiais didáticos, revistas, obras de arte interativas, aplicativos de distribuição gratuita, entre outros cujo limite é apenas a imaginação.

Todos os Media Labs do mundo com certeza possuem como exemplo primário o Media Lab do MIT nos EUA que hoje consegue diversas rendas com suas centenas de patentes, porém, tanto o tipo de investimento estatal como as regulamentações atuais do encaminhamento da pesquisa acadêmica e seus resultados impossibilitam que apenas um único laboratório, hospedado em uma única universidade, possibilite sequer igualar-se em volume de investimento. Contudo, diferentemente do Media Lab do MIT, os Media Labs da Rede (por enquanto apenas a Unifesspa e a UFG) agregam suas forças em experiência, capacidade reflexiva e conhecimento de suas equipes, além dos equipamentos, possibilitando que uma única pesquisa possa estar sendo realizada por diversos atores.

Falando especificamente do Media Lab/Unifesspa das Artes Visuais/ILLA, que coordeno, o mesmo já havia sido pensado em partes tanto por mim quando de minha entrada no concurso da universidade, quanto pelo Prof. Dr. Alexandre Santos Filho (Prof. Alixa) - foto acima -, primeiro professor do curso de Artes Visuais / Unifesspa, que já idealizava um laboratório de experimentação em práticas eletrônicas e digitais e que assim já havia conseguido em negociação com a administração superior da universidade o nosso equipamento inicial. O passo seguinte foi a aproximação com o Media Lab / UFG e o inicio da nossa parceria que não tenho dúvidas será selada com a futura assinatura de um convênio.

Sendo assim, no último dia 8 de Junho às 9h da manhã, recebemos no Prédio do Instituto de Linguística, Letras e Artes (ILLA), no Campus III da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) dezenas de pessoas que lotaram o laboratório e nos ouviram falar sobre os projetos atuais e futuros e depois foram recepcionados com um café da manhã.

Todas as atividades do Media Lab estarão pautadas em seis eixos sendo: Interação Homem x Computador, Comunicação Mediada por Computador, Música e Tecnologia, Arte Tecnológica, Sistemas de Computação Cognitiva, Tecnopsicologia e Psicotecnologia e Design de Interfaces Computacionais.

 

Dentro dessas linhas alguns projetos já estão sendo trazidos em rede. São eles:

  • Game Lab /: um programa de pesquisa e extensão que tem como objeto os jogos e a gameficação de objetos cognitivos, tanto para fins de construção de uma melhor gestão do processo ensino-aprendizagem, quanto para o desenvolvimento de interfaces entre o usuário e a máquina.
  • Cine Lab/: programa de extensão voltado para a exibição e produção de filmes, documentários, curtas e outros materiais audiovisuais. Um dos primeiros programas a já apresentarem frutos já que no dia 01 de Julho no Campus III será exibido o Documentário Freenet em parceria com a Plataforma Taturana (http://beta.taturanamobi.com.br/film/freenet).
  •  Web Lab/: programa de pesquisa e extensão cujo objeto de atenção é a internet.
  • O Córtex: programa de atividades de extensão como minicursos, palestras, seminários e outros eventos como a Feira de Arte Tecnológica que está planejada para 2017.
  • In.Mídias: Curso de Pós-Graduação Lattus Senso (Especialização) em Inovação em Mídias Interativas, lançamento previsto ainda para este ano.
  • Palatinik: Banco de arte tecnológica para a América Latina.
  • TVDI: programa de pesquisa e extensão em mídias para televisão interativa.

 

Ainda existem projetos internos que já estão sendo desenvolvidos: Periódicos do ProfLetras e do Curso de Artes Visuais, o projeto de Museu Virtual e os sites do Media Lab/Unifesspa e do Curso de Artes Visuais / Unifesspa e devemos  ampliar com mais dois projetos o Kids Media Lab e o Movimentos Sociais Media Lab, nomes ainda provisórios.

Todos estes projetos foram apresentados à comunidade durante a inauguração e ainda durante o evento foi ouvido o Prof. Dr. Cleomar em videoconferência que nos deu as boas vindas à Rede e sucesso em nossa caminhada e passou a responder as perguntas do público. O Prof. Dr. Alixa assumiu a fala e contou de toda a caminhada que se deu para criar-se o curso de Artes Visuais, depois para conseguir os equipamentos e a adequação que teve que ser feita no espaço do Instituto para que o Media Lab pudesse ser instalado. Ainda tivemos a fala do Diretor do Centro de Tecnologia da Informação e da Comunicação da Unifesspa (CTIC) o Sr. Hugo Kuribayashi que parabenizou igualmente a iniciativa. Logo após o Prof. Alixa convidou a todos para o café da manhã.

 

Instalar um Media Lab em Marabá então representa o reconhecimento das potencialidades de uma região cujo futuro ainda não está escrito e que tudo que pode ser feito aqui depende apenas de nossa imaginação. (Professor Teófilo Augusto, coordenador do Media Lab / Unifesspa)

 

Entre hoje (19) e domingo (22), Rios de Encontro, o projeto socioambiental e ecocultural enraizado na comunidade Cabelo Seco, acolhe cinco arte educadores da coordenação nacional da Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA). Através de rodas, oficinas e mostras, o encontro idealizará residências interculturais na Américas que vão culminar no primeiro fórum internacional, Rios de Criatividade, em Marabá, durante o sexto Festival Beleza Amazônica, em novembro de 2016. O encontro da ABRA prepara para a primeira das residências de formação, pesquisa e troca da coordenação juvenil do Rios de Encontro, em Altamira, entre dias 25 e 30 de maio, contribuição à semana mundial de ‘Arte Educação pela Sustentabilidade’ da UNESCO.

Arte educadores José Viana e Sandro Rugeri de Belém, Gabriela Machado de Juiz de Fora (MG), Renata Figueiredo de São Luis (MA) e Daniel Tomazoni de Joinville (SC), vão reunir com os gestores juvenis de Rios de Encontro para avaliar o impacto da extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer sobre o projeto Redes de Criatividade, e as residências interculturais planejadas pela ABRA para identificar jovens lideranças das Américas já realizando projetos que cultivam futuros sustentáveis a partir de comunidades solidárias e criativas.

Em novembro de 2015, a ABRA foi a única rede na região Norte do País (de dez no Brasil), para ser contemplada no edital Cultura de Redes do então Ministério da Cultura. Idealizado para ser coordenado pelos jovens do Rios de Encontro em Cabelo Seco, o projeto Redes de Criatividade objetiva colaborações inter-regionais entre jovens arte educadores para transformar a cultura viciante, isoladora e até cruel e excludente do smart-fone em ferramenta de uma nova cultura educativa de criação e produção artísticas e pedagógicas, para re-enraizar educação formal em culturas vivas comunitárias.

“Já estamos colaborando com o setor de Projetos de Extensão da Unifesspa”, explica Manoela Souza, coordenadora do Congresso Mundial da ABRA realizada em Belém em 2010, “para realizar o fórum Rios de Criatividade, no Rio Tocantins, em defesa do Pedral de Lourenção. Agora, a extinção do Ministério põe em dúvida a liberação do recurso, hoje no jurídico. Além de escrever uma Carta que condena esta desvalorização da Cultura por um governo interino, conduzido por reis do Lavo Jato, sem legitimidade política nenhuma, ABRA vai sentar com redes culturais e educacionais e movimentos sociais na região, para co-gestionar o fórum. Neste novo contexto, Rios de Criatividade tem ainda mais importância!”

“Vamos estimular diálogos entre nossos jovens artistas e nossos convidados”, disse Dan Baron, atual coordenador da ABRA, “e entre a ABRA e artistas, arte educadores e coordenadores de movimentos sociais da cidade, comprometidos com energias alternativas e a preservação da Amazônia. O governo Temer quer aprisionar o poder transformador da Cultura num canto da educação privatizada. Mesmo que descordamos com a extinção do Ministério da Cultura, continuaremos afirmando o re-enraizamento da educação pública em cultura popular, para gestionar democracia participativa.”

“Para nós,”, finaliza Dan, “o atual golpe no Brasil não é retrocesso. É mais uma manifestação do pânico sobre a falência do modelo corrupto da democracia representativa e autoritária, evidente na desistência eleitoral no mundo inteiro. A criatividade de jovens artistas e gestores na Amazônia, que regula todos os ecossistemas no mundo, tem um papel gestor único.”

As reuniões com ABRA acontecerão na Casinha da Cultura em Cabelo Seco, na manhã e na tarde da quinta e do domingo. A ABRA reúne com curso de Artes Visuais na Unifesspa às 15h na tarde da sexta-feira no Campus 3 na Faculdade de Linguagem; participe no sábado pela manhã da celebração do projeto extrativista da arte educadora Maria Silva e do Zé Claudio Ribeiro em Nova Ipixuna, assassinados em 2011; assistir as duas apresentações abertas de ‘Lágrimas Secas’ e ‘Nascente em Chamas’ de AfroMundi na sexta feira as 19h30, no Barracão da Cultura; e contribua à encontros abertos da biblioteca e do cine e à mostra pública, das 17h30 às 21h na Pracinha de Cabelo Seco, no sábado.

 

A equipe da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) esteve em Belém, onde participou da XX Feira Pan Amazônica do Livro. Na ocasião o poeta e coordenador da Biblioteca Municipal, Airton Souza, lançou duas obras no estande dos escritores paraenses: “Quem guarda as chuvas?” e “Quem levou o dia?”.

Antes disso, o secretário municipal de Cultura Wendell Gomes Santos, participou, na Secretaria de Estado de Cultura, de uma reunião com a coordenadora de Material, Jane Santos, para juntos definirem a execução do Convênio de Cooperação Técnica que visa o acesso gratuito a portadores de necessidades especiais, idosos e aposentados a locais onde ocorram eventos de natureza cultural.

Na oportunidade, o secretário de Cultura de Marabá manifestou o anseio de toda a classe artística local, de realizar a Feira do Livro em Marabá, considerada a importância que o município tem, como polo principal do sul e sudeste do Estado.

A coordenadora agendou então reunião com a diretora da Feira Pan Amazônica do Livro, Ana Catarina, para alinhavar uma proposta a fim de viabilizar o projeto. Do encontro participaram Wendell Gomes, o coordenador da Secult, Genival Crescêncio, e Airton Souza.

Da reunião, ficaram firmados os seguintes:

1. Reunião no início do próximo semestre para formar um Grupo de Trabalho que envolverá artistas de todos os segmentos com o objetivo de formatar um projeto para a Feira Marabaense do Livro;

2. Estabelecimento de parceria entre Governo do Estado e Prefeitura a fim de definirem as atribuições por meio de cooperação técnica e financeira.

 

Nesta terça-feira (17), às 18h, o professor e pesquisador Airton dos Reis Pereira lança o livro "Do Posseiro ao Sem-Terra – A luta pela terra n sul e sudeste do Pará". O evento ocorre no auditório do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifespa), na Folha 31, Nova Marabá, e integra uma série de atividades que marcam a recepção dos calouros da Unifesspa, a chamada III Calourada.

Entre as outras atividades está o lançamento do "Diagnósticos das Áreas de Conflitos e das Situações de Ameaças de Mortes aos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Sul e Sudeste do Pará", da Comissão Pastoral da Terra (CPT); e também a apresentação do filme "Araguaia", dirigido por Dagmar Talga.

Também integram a programação da III Calourada, mostras fotográficas, poesia, teatro, música, doação voluntária de sangue e muito mais.

Do Posseiro ao Sem-Terra

Especificamente sobre o livro, Airton Pereira explica que o livro é resultado da tese de doutorado que ele defendeu em 2013, no programa de Pós-graduação em História, pela Universidade Federal de Pernambuco. “Em 2014, o programa escolheu minha tese como a melhor do ano anterior para concorrer ao prêmio CAPES”, relata.

Ainda de acordo com ele, a obra trata da questão agrária no sul e sudeste do Pará, considerando uma trajetória de 1975 a 2006, contendo ainda algumas pesquisas até 2010. "São sete capítulos, enfatizando a migração, os conflitos de terra, injustiças, a pistolagem e a resistência dos camponeses", detalha.

O livro "Do Posseiro ao Sem-Terra" é vendido pela editora da UEPA, por R$ 40, e direcionado ao público universitário, estudantes de Ciências Humanas, aos graduandos e demais interessados nessa problemática. O título já está sendo requisitado por pesquisadores no Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, inclusive, nos Estados Unidos da América.