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Nesta terça-feira (22), a partir das 19h, na sede do SESC Marabá (Avenida Transamazônica, Núcleo Cidade Nova), acontece a apresentação de pesquisa com show musical denominado “Um Canto Aberto”, nas vozes de Deize Botelho, Sérvio Dias, Mariana Botelho, Zeca Tocantins, Clauber Martins, Javier Di Mar-Y-abá e Nilva Burjack,

O projeto nasceu de uma pesquisa sobre os festivais de música de Marabá ocorridos na década de 1980, que priorizou a seleção de 10 músicas premiadas que corriam risco de perda de memória e ou esquecimento popular, as quais foram trabalhadas em experimentações de novos arranjos musicais e registradas num CD Matriz.

A iniciativa foi contemplada pelo Prêmio Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística 2016, concedido à artista Deize Botelho via edital do Programa de Incentivo à Arte e à Cultura – Seiva, da Fundação Cultural do Estado do Pará.

A coletânea musical “Um Canto Aberto” são vozes que trazem no canto, um clamor pela vida e liberdade. As canções trazem à tona, a história da cidade de Marabá-Pará, do norte e nordeste brasileiro; e de uma Amazônia que ainda luta pela preservação e valorização de seus rios, florestas, comunidades nativas e por um mundo de paz entre os homens e a natureza, afirma a pesquisadora Deize Botelho.

PROGRMAÇÃO

Durante o evento, a artista compartilha esta experiência em três momentos. O primeiro momento é dedicado à narrativa sobre a história dos festivais protagonizados pela Juventude da década de 1980 e dos desafios enfrentando no processo de pesquisa e experimentações artísticas.

O segundo momento é recheado de apresentações musicais envolvendo instrumentistas, compositores e interpretes convidados a participarem do registro musical.

Interpretes convidados: Sérvio Dias, Mariana Botelho, Nilva Burjack, Javier Di Mar-y-abá, Clauber Martins, Carlinhos Veloz, Zeca Tocantins, Deíze Botelho, João Brasil e Belim Amoury.

Músicos Instrumentistas: Walquimar Guedes (sax e flauta transversal), Itair Rodrigues(baixo), Guedes Amorim Junior (bateria) Adriano Tavares(violão) Ricardo Souza (teclado),  Fábio Oliveira (acordeom),Edu Hilário (percussão), Luís Fernando ( violão).

O terceiro momento trata-se de um diálogo aberto em interação com o público presente, envolvendo os artistas precursores do movimento artístico musical em Marabá.

Os festivais de musica em Marabá tiveram inicio em 1980. Intitulado, Canto Aberto em Festival Regional (CAFRE), foram constituídos por cinco versões, ocorridas entre os anos de 1980 a 1984; antes de serem nomeados Festival da Canção em Marabá (FECAM). O FECAM tornou-se um dos festivais mais conhecidos do Norte do País, chegando a sua 17ª versão (1987 a 2015). No intervalo entre o CAFRE e FECAM, ocorreram mais dois festivais: Festival Privê (1985) e Festival de Verão de MPB (1986).

A pesquisa realizada resgatou parte da memória musical dos primeiros festivais ocorridos em Marabá, na década de 1980. As letras e melodias ganharam novas possibilidades e impulsionam pesquisas complementares, contribuindo com a ampliação do acervo histórico e musical dos órgãos oficiais de cultura do município de Marabá (PA) e do  Estado do Pará. Torna-se uma fonte de informação com potencial de desdobramento no estímulo a novos protagonistas da cena musical paraense.

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