Um momento histórico e de grande emoção para a comunidade acadêmica da Unifesspa. No último dia 20, o estudante cego Nacélio Souza Madeiro apresenta seu Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais - Licenciatura e Bacharelado. Professores e técnicos da Unifesspa, além de amigos e familiares se orgulham da trajetória do estudante, que venceu uma montanha de desafios para conseguir sua graduação.

Com a orientação do Prof. Dr. Clóves Barbosa, ele apresenta o trabalho intitulado "O mercado de trabalho e a pessoa com deficiência no município de Marabá", resultado das suas pesquisas na Unifesspa. O tema escolhido pelo aluno também reflete sua forte atuação em defesa dos direitos da pessoa com deficiência. Durante a apresentação, o concluinte fará uso de diversas tecnologias assistivas, recursos que permitirão maior independência do aluno durante a apresentação.

A defesa do TCC aconteceu no Auditório da Unidade 1 do Campus de Marabá (Folha 31). Nacélio é motivo de grande orgulho e expectativa para a Instituição. Além do professor orientador, compõem a banca examinadora a Profa. Ms. Vanja Elizabeth Sousa Costa Oliveira, Profa. Dra. Marilza Sales Costa e a Profa. Dra. Lucélia Cardoso Cavalcante Rabelo (coorientadora).

 

(Fonte: Unifesspa)

Nesta quarta (19) e quinta-feira (20), a Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) realizará na área externa de sua sede a “XI Mostra Cultural Indígena” com a participação dos Indígenas Gavião (Parkatêgê) e Xikrin, que demonstrarão suas tradições por meio de danças, exibição de arco e flecha, burdunas, cocás, maracás, suas pinturas, vocabulário e, principalmente, orgulho de suas culturas.

Veja a programação:

Dia 19 – abertura às 9 horas

Apresentação dos índios Xikrin (canto, dança e pintura)

Dia 20 – abertura às 9 horas

Corrida de Tora (em frente a FCCM)

10h30 – apresentação dos índios Parkatêgê (coral e dança)

14 h – Palestra “Povos Indígenas no Brasil: Construindo Práticas de Respeito à Diversidade Étnica”

 

(Fonte: PMM)

Uma programação com cinco dias de ações culturais marca as comemorações pelo 104º aniversário de Marabá. Nesta quarta-feira, 5 de abril (data da emancipação do município) a Prefeitura de Marabá iniciou as celebrações às 6 horas, com alvorada, queima de fogos e o tradicional café da manhã servido à comunidade do bairro Francisco Coelho, com diversos bolos regionais.

A programação segue com um culto ecumênico e apresentações culturais, com participação da Banda do Centro Cultural Cine Marrocos e do Mestre Zequinha, morador tradicional do Bairro Cabelo Seco. Autoridades presentes farão uso da palavra para enaltecer a história do município e de sua gente.

Ainda nesta quarta, as celebrações continuam, só que na Praça São Félix de Valois, com a realização do II Cortejo de Encantarias, com a coordenação do Grupo Historiar-Te; apresentação do Grupo Caminho de Luz do Bairro Francisco Coelho; Mostra de exposições e artesanato; e show artístico com a cantora Nilva Burjack.

No dia 6, quinta-feira, as comemorações permanecem na Praça São Félix, com Mostra de exposições e artesanato; Apresentação da Cia. de Dança Yaguara; e show com o mestre Zequinha.

No dia 7, sexta, no mesmo local, a Prefeitura organiza uma mostra de exposições e artesanato, com um show artístico com Nenzinha do Calypso.

Nos dias 8 e 9 de abril, sábado e domingo, a programação segue para a Praça São Francisco, no núcleo Cidade Nova. Nas duas noites permanece a mostra de exposições e artesanato. No sábado, Cláuber Martins sobe ao palco e, no domingo, o encerramento com Washington Hermes.

 

(Fonte: ASCOM)

O professor da Unifesspa e curador do Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira, Evandro Medeiros e o diretor de Ação Intercultural da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (Proex/ Unifesspa), professor Amintas Lopes da Silva Júnior, concedem entrevista coletiva nesta quarta-feira (12), às 9h, na Unidade I do Campus de Marabá para falar sobre a 3ª edição do Cinefront.

 

O Festival envolve dois países, nove cidades, duas universidades, uma aldeia indígena, um acampamento de Jovens Sem-Terra em cinco dias de muito cinema. Os números e os destaques da Programação do 3º FIA CINEFRONT serão apresentados durante a coletiva.

No último dia 7, no auditório da Unidade I do Campus de Marabá, o engenheiro agrônomo Luciano Leal Almeida lançou o livro “O Centro Agroambiental do Tocantins (CAT): a relação entre a Universidade Federal do Pará e o sindicalismo rural”, fruto de sua dissertação de mestrado, defendida em 2015.

Almeida é egresso do Curso de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e servidor da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), em Brasília. A obra foi publicada pela Editora Primus, de Curitiba (PR).

No evento, Almeida apresentou o livro, fez relato de sua produção em campo e agradeceu a participação dos professores do PDTSA em sua formação acadêmica. O lançamento da obra ocorreu no encerramento das atividades do segundo dia do II Colóquio Dinâmica Sociocultural na Amazônia, promovido pelo PDTSA, iniciando o ano letivo da nova turma do programa.

O livro de Almeida ressalta o trabalho desenvolvido pelo professor, pesquisador e militante Jean Hébette, principal responsável pela criação do Centro Agro-Ambiental do Tocantins (CAT), do Laboratório Sócio Agronômico do Tocantins (Lasat) e contribuiu para o fortalecimento da Escola Familiar Agrícola (EFA), espaços relevantes para a organização política dos camponeses e à formação de um pensamento crítico engajado, além de ter contribuído para a fundação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – e dos cursos de Ciências Sociais e Educação do Campo.

Após viver quase meio século na Amazônia, Jean Hébette se tornou referência no cenário nacional e internacional em pesquisas sobre a Amazônia, especificamente na temática do campesinato, grupo social pelo qual lutou em defesa dos direitos e da dignidade humana.

Hébette em sua extensa produção bibliográfica registra mais de 100 títulos em que foi autor ou coautor, entre eles, o clássico Cruzando a fronteira: 30 anos de estudo do campesinato na Amazônia.

Homenagem

O agrônomo francês Emmanuel Wanberg, o Mano, radicado em Marabá há mais de 40 anos, acrescentou relatos de experiência de luta na criação do CAT e comentários sobre o trabalho e a vida de seu amigo, o pesquisador e professor Jean Hébette (15 de fevereiro de 1925 - 11 de novembro de 2016). Mano falou do compromisso de Hébette na formação acadêmica de alunos e professores e na atuação em favor de uma sociedade mais justa na região Norte do Brasil.

Emmanuel Wanberg, um dos criadores e coordenadores da Comissão Pastoral da Terra Regional (CPT) em 1976, e de articulador da (re)criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Região Sul e Sudeste do Pará, leu um e-mail fictício, que teria sido enviado pelo Arcanjo Gabriel comunicando a chegada de Hébette ao paraíso. Na chegada do pesquisador aconteceu uma festa. PDTSA 17“Um imenso bolo de macaxeira tinha a forma do Brasil e todos queriam vê-lo dividido. O forró correu até ao amanhecer”, dizia um trecho do e-mail.

A professora do PSTSA Edma do Socorro Silva Moreira fez algumas considerações sobre seu orientador, Jean Hébette. Edma foi orientanda de Hébette no mestrado em Sociologia, desenvolvido no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará com a dissertação Tradição em tempos de modernidade: reprodução social numa comunidade varzeira do Rio Xingu/PA em 2002; e no doutorado em Ciências Sociais, na UFPA com a tese Movimento Social Amazônico em defesa de territórios e de modos de vida rurais: estudo sociológico no Baixo Xingu, em 2008.

(Fonte: Unifesspa)