Neste sábado, dia 19, acontece em Marabá o Dia “D” da Campanha de Vacinação de cães e gatos, contra a raiva animal. A imunização começou no último dia 10 e segue até 10 de dezembro no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Marabá.

No sábado, a vacinação acontece das 8h às 17h, em todos os Postos de Saúde e em outros locais, em todos os núcleos residenciais, conforme relação publicada abaixo.

Quem não conseguir vacinar seu animal no Dia D deve recorrer ao CCZ até o dia 10 de dezembro. O Centro funciona diariamente, inclusive aos sábados e domingos, das 8 às 17 horas, e fica na Avenida 2000, entre o Colégio Monte Castelo e a Escola “Dr. Geraldo Veloso”, no Bairro Novo Horizonte.

Locais de vacinação:

 - Todos os Postos de Saúde.

- Praça Duque de Caxias (Velha Marabá).

- Praça Monsenhor Baltazar (Folha 16, Nova Marabá).

- Praça do Bairro Liberdade.

- Escola Olavo Bilac, no Residencial Tocantins (Bairro São Félix Pioneiro).

- Escola Professor Evandro Viana (antiga Manoel Cordeiro Neto - Bairro São Félix III).

- Escola José Flávio Alves de Lima (antiga Maria Lúcia Bichara - Bairro Araguaia).

- Escola São José (Km 8).

Após reuniões consecutivas das quais participaram a secretária municipal de Educação, Ranyelle da Silva Septímio Carvalho, o Conselho Municipal de Educação e os diretores das escolas da Rede Municipal de Ensino, o Calendário Escolar 2016 foi readequado. As aulas ficaram paralisadas devido à greve dos professores em razão de atraso de pagamento de salários, cortes em vencimentos e atraso em outros ganhos dos servidores.

A readequação se deu em razão do que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual estabelece 200 dias letivos, e considerando que as escolas municipais ficaram 15 dias sem aulas no segundo semestre, em razão do Decreto 177/2016, assinado pelo então prefeito Luiz Carlos Pies; e da greve dos professores, no período de 16 de setembro a 30 de outubro, esta totalizando 30 dias.

Assim, o Calendário ficou da seguinte maneira:

PARA AS ESCOLAS QUE ADERIRAM À GREVE, PARCIAL OU TOTALMENTE, NO SEGUNDO SEMESTRE:

Reposição das aulas

1) Vinte e dois dias no mês de janeiro de 2017.

2) Oito dias do mês de fevereiro de 2017.

3) Término do ano letivo de 2016: 10 de fevereiro de 2017

4) Recuperação final: 13 a 24 de fevereiro de 2017

5) Férias dos profissionais da Educação - professor, coordenador, orientador, diretor e vice-diretor: 27 de fevereiro a 13 de março de 2017.

PARAS AS ESCOLAS QUE NÃO ADERIRAM À GREVE NO SEGUNDO SEMESTRE:

1) Encerramento do ano letivo em 30 de dezembro de 2016.

2) Recuperação: 1º a 13 de janeiro de 2017.

 

A Promotoria de Justiça Agrária de Marabá - Ministério Público, através da promotora Jane Cleide Silva Souza, visitou in loco a Escola Família Agrícola (EFA) Padre Humberto Pietogrande, localizada no Km 23, da Rodovia Transamazônica (sentido Itupiranga) – município de Marabá, visando conhecer as estruturas físicas, e sobretudo a proposta pedagógica fundamentada na Pedagogia da Alternância.

O convite para a visita foi apresentado pela coordenação da EFA, por ocasião da reunião do Fórum Regional de Educação do Campo das Regiões Sul e Sudeste do Pará (FREC), que ocorreu no último dia 21 na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESPA) Campus I.  

Na reunião do FREC a promotora Jane Cleide fez uma explanação “pontuando as atividades do Grupo de Trabalho Agrário com base no Plano Estratégico de Atuação do Ministério Público do Estado do Pará em questões Agrárias e Fundiárias (PEAF) do MPPA, que vem sendo desenvolvidas sobre merenda escolar, fechamentos de escolas e transporte escolar, tendo sido discutido inclusive, atuações conjuntas entre Promotores/as das áreas”.

A Promotoria Agrária assumiu na reunião do FREC o compromisso de desenvolver atividades de investigação sobre condições das escolas na zona rural na região, trabalho este que já vem sendo desenvolvido, tendo se comprometido a fornecer informações obtidas sobre as escolas para serem checadas pelos integrantes do Fórum, para averiguarem as denúncias sobre fechamento de instituições de ensino do Campo em vários municípios da região.

“O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar” (conforme alteração no Art. 28 da LDB - Lei no 9.394, de 20 de Dezembro de 1996).

Para evitar que essa situação cruel e criminosa continue acontecendo, o Fórum Paraense de Educação do Campo criou o Disk Denúncia contra o fechamento das Escolas do Campo (91) 99191 - 7282 e solicita o apoio dos movimentos sociais e sindicais, das organizações da sociedade civil, dos órgãos de gestão pública, do poder judiciário, das universidades e das populações afetadas pelo fechamento da escola em suas comunidades.

A equipe de educadores/as (monitores/as) fez um Relato sobre a Experiência da EFA semelhante ao que recentemente foi apresentado para advogada Ranyelle Septimio (Secretária Municipal de Educação de Marabá) enfatizando os projetos educativos que estão em desenvolvimento com base nas Unidades Produtivas e Educativas (UPEs): horta, viveiro produtivo (flores/plantas/mudas), aves, peixes, porcos, biodigestor (produção de gás), plantas medicinais e na convivência-estudo-trabalho no internato: trabalho escravo, artesanato e sarau (manifestações culturais). Acreditando que “é possível produzir conhecimentos e alimentos agroecológico”.

Na visita a promotora Jane Cleide estava acompanhada da assessora Helhia Cristina e do técnico em assuntos educacionais Jairo Mororó. Inclusive participaram de um almoço da roça. Ficou comprometido o envio de um engenheiro e um pedagogo para confecção de um relatório técnico para identificar as principais dificuldades para que a promotoria possa ajudar a EFA a encontrar as soluções e as parcerias.

No período de 20 a 22 de janeiro de 2017, em Marabá, a EFA promoverá mais um Encontro das Famílias e Parceiros/as, com vasta programação: I Ato Político, Encontro de Jovens Rurais, I Feira da Agricultura Familiar na EFA, I Seminário de Pesquisas e Noite Cultural, objetivando assegurar e garantir através da EFA o direito a Educação do Campo para jovens rurais, suas famílias e comunidades.

(Ascom/EFA)

A partir de novembro, as crianças nascidas no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, terão acesso ao Teste do Pezinho dentro da unidade. O serviço é resultado de uma parceria entre a instituição e a Secretaria Municipal de Saúde, firmada no último dia 20, durante visita da coordenadora de Saúde da Mulher de Marabá, Camila Lopes Chagas, e de Ludimilia Martins, também representando a Prefeitura Municipal de Marabá. Elas foram recebidas na unidade pelo diretor Geral, Valdemir Girato, e pelo diretor de Enfermagem, Leisson Pinheiro.  Antes de ser iniciado o serviço, no próximo dia 3, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos do HRSP serão capacitados por profissionais do município.

O Teste do Pezinho é realizado a partir de gotas de sangue coletado do calcanhar do bebê para diagnosticar precocemente doenças como a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a fibrose cística e a anemia falciforme, que afetam o desenvolvimento físico e mental do indivíduo. A coleta do material será feita no hospital por servidores da Prefeitura de Marabá.

O serviço beneficiará recém-nascidos que, por complicações no parto, ficam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HRSP, ultrapassando o período ideal de realização do exame, que é até o quinto dia de vida da criança. Atualmente, a taxa de ocupação da UTI é de 94,42%. “Nos já vínhamos buscando essa parceria com o município justamente para identificar as doenças diagnosticadas pelo teste. Este é mais um projeto para a melhoria da assistência e, a partir da semana que vem, começaremos a realizá-lo na unidade”, afirmou o diretor Leisson Pinheiro.

Unidade

Pertencente ao Governo do Estado e gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Regional de Marabá possui 115 leitos, dos quais 77 são de unidades de internação clínica e cirúrgica e 38 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – 20 de UTI Adulto, nove de UTI Pediátrica e nove de UTI Neonatal. O foco do atendimento é nas especialidades de neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. Em uma década, o hospital realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada. O índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%.

(Ascom/HRSP)

 

 

No último final de semana, a equipe social da Cosanpa realizou uma Caminhada Ambiental com alunos, professores e diretores do Centro Profissionalizante Pedro Arrupe em Marabá. O objetivo foi conscientizar a população em geral quanto a importância da preservação do meio ambiente e a conscientização também quanto ao uso correto da água assim como a melhoria da arborização da cidade.

O percurso teve partida da Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição localizada na Avenida Tocantins no Bairro Novo Horizonte, seguindo pela Avenida Itacaiúnas e finalizando na Avenida Minas Gerais. Após a caminhada, foram plantadas aproximadamente na Av. Minas Gerais, 50 mudas de Ipê e os alunos também entregaram folders informativos para a população. Todo o percurso teve apoio do DMT (Departamento Municipal de Transportes Urbanos), que garantiu a segurança de todos os participantes.

 

Segundo a diretora do Centro Profissionalizante Pedro Arrupe, Andréia Rodrigues, a participação popular surpreendeu. “Achei ótimo todos participando juntos, plantando árvores, para que a gente possa ver nossa cidade arborizada, parabéns à Cosanpa pela iniciativa”.

A vice-diretora Elizângela de Souza também apoiou a ideia. “Me sinto honrada em fazer parte deste processo, que visa transformar a paisagem de nossa cidade e conscientizar a população quanto ao uso correto da água”.

O estudante Ricardo dos Santos gostou da iniciativa de plantar árvores. “Se for para sujar as mãos que seja plantando árvores”, frisou.

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Mesmo tendo só 15 anos, Alisson Araújo já sabe o que quer fazer quando for maior de idade e estiver no mercado de trabalho. O jovem sonha em ser professor de Atletismo e ensinar às crianças o que aprendeu com sua professora nas pistas de corrida da Estação Conhecimento de Marabá.

A história de Alisson com a Estação Conhecimento começou há três anos, quando a mãe dele, Alcilene de Lima procurou uma alternativa para poder sair para trabalhar e deixar os quatro filhos em segurança.  Moradores da comunidade São Félix, os quatro irmãos tiveram a oportunidade de serem alunos da instituição e foi lá que Alisson descobriu que tinha talento para o Atletismo, começou a praticar o esporte, a competir e conquistar medalhas.

Hoje, cheio de orgulho pelas vitórias que já obteve, Alisson faz questão de contar: “Já tenho duas medalhas de ouro e, tenho certeza, que vou ganhar outras. Quero ser atleta profissional”.

O Programa de Esportes oferecido na Estação, o Brasil Vale Ouro, é voltado para crianças e adolescentes e ensina práticas esportivas com qualidade, além de estimular o desenvolvimento da convivência social, a promoção da saúde, o aprimoramento da consciência crítica e da cidadania.

Além de Atletismo, Alisson pratica capoeira na Estação Conhecimento. Dedicado e comprometido com as aulas da instituição, o garoto passa boa parte do dia na Estação.

 

Saiba mais

Considerando as necessidades e oportunidades específicas locais e com o objetivo de proporcionar oportunidades de atendimento e desenvolvimento social à população socioeconomicamente vulnerável das comunidades de seu entorno, as Estações Conhecimento atuam nas áreas de esporte, cultura, geração de renda, educação, saúde e proteção social. Idealizadas pela Fundação Vale, construídas com recursos financeiros da Vale e geridas por instituições parceiras, as ações sociais das ECs são executadas por meio de recursos diretos da Fundação Vale e recursos incentivados da Vale, como a Lei de Incentivo ao Esporte entre outros.  Atualmente existem seis Estações no Pará, Maranhão, Espirito Santo e Minas Gerais.

Em atividade desde o final de 2014, a Estação Conhecimento de Marabá atende mais de 1.000 crianças, adolescentes, adultos e idosos com atividades variadas. As crianças e adolescentes participam de atividades educativas e culturais como linguagem, matemática, teatro, música e dança e de atividades esportivas como futebol e atletismo, karatê e capoeira. Já os adultos e idosos participam de oficinas educativas, com foco em temas educativos e de saúde, além de eventos culturais e de lazer.

A Estação Conhecimento busca o desenvolvimento integrado dos participantes, com acompanhamento das famílias, na área nutricional e refeições na instituição além de atendimento médico.

A Estação Conhecimento proporciona aos seus participantes a oportunidade de se tornarem cidadãos conscientes. Cheio de orgulho, Alisson conta que ser aluno da Estação Conhecimento já se tornou uma referência positiva no bairro em que mora. “Os outros meninos me encontram na rua, vestido no uniforme e me respeitam”, diz o jovem.

 

 

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A dona de casa Tânia de Souza e o motorista João Fredson sabem bem o quanto o tratamento médico adequado faz a diferença. Em março de 2015, ela, que é gêmea, recebeu a notícia de que estava grávida de três crianças. A informação foi um susto para a família, uma vez que a vinda dos bebês não foi planejada pelo casal. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), por ser a única unidade pública da região a atender casos de gestação de alto risco. E se tornou o primeiro caso de trigêmeos nascidos no hospital. Atualmente, em média, a instituição realiza dez partos de alto risco a cada mês.

“Eles nasceram de sete meses e precisaram ficar um mês na UTI. Mas, um ano depois, estão todos fortes e crescidos. Continuam sendo acompanhados por pediatras do hospital. O atendimento daqui é nota dez”, comenta o pai das crianças.

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal é um dos diferenciais do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, que completou dez anos nesta quarta-feira, 19/10. A unidade foi uma das primeiras criadas no processo de regionalização da saúde no Estado e, atualmente, é referência em atendimento de trauma de média e de alta complexidade para mais de 1 milhão de pessoas em 22 municípios da região. Em uma década, o hospital realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada.

Segundo o diretor Geral da unidade, Valdemir Girato, a instalação do HRSP garantiu à população serviços que não existiam na região, como Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e cirurgia buco-maxilo-facial. Ele comenta que o fato de ter uma unidade desse porte na região já é um diferencial no tratamento do paciente. “Quando o hospital não existia, a população precisava se deslocar para a capital para receber fazer tratamento e, em alguns casos, ficar longe de casa por um longo período. Agora o paciente não precisa sair daqui, pois tem um serviço especializado na região”, diz o administrador.

Gerações

A comerciante Glicélia de Oliveira Brito, de 44 anos, também se diz satisfeita com o atendimento do Hospital Regional de Marabá. Ela acompanhou o tratamento do pai, seu João, de 77 anos, internado na unidade após quebrar a perna. “O Regional é maravilhoso. O atendimento é excelente e não nos falta nada, graças a Deus”, afirmou a usuária.

De acordo com ela, o pai não foi o único da família a ser atendido na unidade. “Há quase dez anos, eu mesma fui atendida aqui. Meu dente inflamou, eu não conseguia comer nada e fiquei com falta de ar. Aí me trouxeram para cá. Fui curada, graças a Deus, primeiramente, e depois aos médicos. Minha mãe também já precisou de atendimento. Ela tem osteoporose e artrite. Quebrou a perna e precisou de cirurgia”, disse.

Unidade

Pertencente ao Governo do Estado e gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, o Hospital Regional de Marabá possui 115 leitos, dos quais 77 são de unidades de internação clínica e cirúrgica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) – 20 de UTI Adulto, nove de UTI Pediátrica e nove de UTI Neonatal. O foco do atendimento é nas especialidades de neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. O índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%.

(Fonte: Ascom/HRSP)

 

Esta sexta-feira (4) marcou o décimo dia de ocupação do Campus I da Universidade Federa do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, pelos estudantes da instituição. O objetivo da tomada da unidade é forçar o governo federal a recuar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/55, que foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e agora seguirá para votação no Senado. Em todo o País, cerca de 160 universidades estão ocupadas, além de mil escolas, por estudantes secundaristas. Na próxima semana, dias 8 e 9, as atividades também serão paralisadas no Campus II.

A PEC (241 na Câmara e 55 no Senado) atrela os reajustes dos investimentos públicos à inflação do ano anterior durante os próximos 20 anos, fato que os estudantes discordam por entender que esse congelamento impede maiores investimentos mesmo que a economia do País melhore, além de não contemplar o aumento da demanda devido ao crescimento populacional previsto para o período.

Para eles, a PEC representa uma das muitas medidas que buscam desmontar o Estado brasileiro, impedindo o acesso de estudantes pobres nas universidades e também dificultando o atendimento no SUS – Sistema Único de Saúde.

Durante cerca de 30 minutos, na manhã desta sexta, representantes do Movimento Ocupa Unifesspa conversaram com a Imprensa em coletiva, para prestar esses esclarecimentos. Participaram da coletiva, Priscila Lima, do curso de Ciências Sociais; Jhemerson Costa, de História; Alana Silva, também de Ciências Sociais; e Cristiano Medina, do Direito da Terra. Eles deixaram claro que o movimento não tem data para acabar.

Universidade ameaçada

De acordo com Jhemerson Costa, a Unifesspa por ser uma universidade em expansão será uma das mais afetadas com a PEC, encontrando dificuldades para manter seu tripé de sustentação: ensino, pesquisa e extensão. Ele lembrou também que, ao contrário do que se diz por aí, os estudantes estão desempenhando muitas atividades durante esses dias de ocupação, participando de cursos de formação política, aprofundando os conhecimentos sobre a PEC e também se integrando em outras atividades.

 

Estudantes participam de cursos de caricatura com o chargista Rildo Brasil

ENEM

Por sua vez, Priscila Lima criticou o governo federal por ter suspendido o ENEM para os estudantes que iriam realizar as provas nas escolas e universidades ocupadas. Ela entende que os estudantes poderiam ter sido realocados para outras unidades, assim como o governo fez no dia da eleição. Seria uma medida simples e eficaz, mas o governo preferiu adiar a prova para jogar a comunidade e os demais estudantes contra os alunos que ocupam as escolas.

Luta

Por outro lado, a caloura Alana Silva destacou que, embora tenha ingressado na Unifesspa agora, ela não se incomoda de perder as aulas iniciais por entender que está inserida numa luta muito maior, que pode definir o futuro da própria universidade para os próximos 20 anos. Ela observa que entrou na universidade graças ao Emancipa, cursinho pré-vestibular popular, por isso entende que a luta que ela e outros estudantes vêm travando se dá não apenas dentro da academia, mas ocorre desde o ingresso na universidade.

Ofensiva aos direitos do trabalhador

Já o estudante de Direito da Terra, Cristiano Medina, entende que a PEC 241/55 integra um conjunto de ofensivas brutais por parte do atual governo contra os direitos do povo e contra políticas sociais, e isso precisa ser analisado por toda a sociedade. Cristiano entende que com essa medida do governo – que ele chama de golpista e ilegítimo - o próprio ENEM corre o risco de desaparecer. Por isso, o movimento de ocupação reforça a defesa do direito de se ter uma educação pública no país. “O pacote do MEC é justamente de redução de direitos, entre eles o acesso à educação”, resume.

(Por Chagas Filho)

 

A equipe de monitores/as (educadores/as) da Escola Família Agrícola (EFA) Padre Humberto Pietogrande reuniu com a secretária municipal de Educação de Marabá, Ranyelle da Silva Septimio. Objetivo da reunião foi assegurar e garantir através da EFA o direito a Educação do Campo para jovens rurais, suas famílias e comunidades.

Também participou do diálogo a Diretora de Infraestrutura e Logística da SEMED a geógrafa Raquel Cardoso Rosa, que em função de sua trajetória de assessoria aos Movimentos Sociais, tem sensibilidade para apoio a projetos voltados para Agricultura Familiar. Sugeriu que a coordenação da EFA convide a imprensa para realizar uma prestação de contas social. Colocou à disposição para apoiar no fortalecimento do projeto que tem por crença “é possível produzir conhecimentos e alimentos agroecológico”.

O encontro começou com uma mística com base na música do cantor popular Antonio Baiano (Orizona – Goiás)  “Nova Escola” uma espécie de hino da EFA que na primeira estrofe da letra diz ) “Somos Escola Família que sonha prosperidade/produção na propriedade/por isso sua filosofia/sua Pedagogia é integração/une teoria e prática/faz Alternância na Educação”.

O educador Damião Santos fez um Relato sobre a Experiência da EFA partindo do processo de retomada em 2013 até os dias atuais. “As pessoas passam, as instituições ficam”. A administração pública tem seus princípios conforme artigo 37 da CF: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, que devem serem observados na gestão. As colaborações das pessoas e instituições estão registradas através de fotos, relatórios, artigos apresentados em eventos ou publicados em jornais. A EFA tem priorizado o registro e sistematização das suas práticas. Utiliza a metodologia de Planejamento integrado incluindo os Projetos Educativos e como laboratórios as Unidades Produtivas e Educativas (UPEs). “Fechar Escolas do Campo é crime, nem de brincadeira!”

A apresentação foi complementada pelos/as monitores/as: Rafael Soares coordenador da equipe falou do sistema de internato e destacou a horta e o viveiro produtivo que entrará em funcionamento. Yank Torres tem coordenado a criação de aves e porcos. Também cuida da organização curricular. Emery Castro com sua longa experiência histórica se dedica a cuidar dos jovens. Antonio Santana que trabalha com a matemática aplicada e em ciências vem trabalhando o experimento do Biodigestor visando produção de gás com aproveitamento das fezes dos animais. Glaucilene Silva desenvolvem artesanato visando a geração de renda. Vanalda Araújo expôs sobre: plantas medicinais e Escravo Nem Pensar (CPT e Repórter Brasil). Não estavam presentes: Lucas Alexandre (educação física) e Glecia Souza que atua na área de Letras e linguagens (histórias de vida e literatura) e coordena o Sarau.

A advogada Ranyelle Septimio, no cargo de secretária desde agosto deste ano, parabenizou o projeto “fico feliz pela existência”. Garantiu apoio através das solicitações que forem formalizadas. Apontou novas parcerias, por exemplo: com a fundação PROSSEGUR (transportadora e segurança de valores) que tem interesse de apoiar escolas do campo. Se comprometeu de realizar uma visita in loco as instalações da EFA.

Nos dias 20 a 22 de janeiro de 2017, em Marabá, a EFA promoverá um grande Encontro das Famílias e Parceiros/as, consta na programação: I Ato Político: participação do Prefeito, Secretários/as, Vereadores/as, deputados estaduais/federais e representantes dos órgãos públicos/entidades. Elaboração de carta compromisso e anúncios de parcerias. Encontro de Jovens Rurais com relatos de experiências e/ou histórias de vida, elaboração de propostas de políticas públicas para a juventude (atuais e novos/as alunos/as, alunos/as do Ensino Médio e Educação Profissional - EMEP, egressos/as). I Feira da Agricultura Familiar na EFA – comercialização e exposição de produtos e alimentos. I Seminário de Pesquisas: socialização das pesquisas (na graduação e pós-graduação) sobre a EFA. Noite Cultural (com animação musical, fogueira, licor). As perspectivas: fortalecimento da EFA existente e criação de novas EFAs (expansão): Itupiranga (km 37 – área da SEDAP), São Geraldo do Araguaia, Abel Figueiredo, Parauapebas e outros munícipios que tiverem interesse.

Começa hoje (19) a II Semana de História da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, com o tema “O Oficio do Historiador, Dialéticas no Ensino e os Desafios no Ambiente Escolar”. O evento se estende até sexta-feira (21) e traz a discussão sobre o papel do Historiador na sociedade, assim como, o diálogo com os profissionais da História na região Sul e Sudeste do Pará e áreas afins. A conferência de abertura será às 19h, no auditório da EMEF Profª Judith Gomes Leitão e será ministrada pela Professora Dra. Maria Regina Celestino de Almeida (Universidade Federal Fluminense – UFF).

A programação da II Semana Acadêmica de História inclui mesas redondas, conferências, sarau, exposições fotográficas, grupos de trabalhos, palestras, minicursos e oficinas que possam envolver estudantes, professores da educação básica, pesquisadores do campo da História e de outras áreas do conhecimento.

Mais informações sobre o evento no endereço eletrônico: http://historiaunifesspa.wixsite.com/semanadehistoria

22º Baile ocorrerá neste sábado (5), no Palace Eventos, com 101 homenageados

 

 

Acontece neste sábado (5), no Palace Eventos, a 22ª edição do Baile do Empresário de Marabá, evento que destaca os melhores empreendedores do município a cada ano. A cerimônia de gala vai premiar representantes de 101 empresas. Este ano o prêmio será entregue a Ilson Mateus (foto), que leva em seu sobrenome o Grupo Mateus já consolidado em Marabá no ramo de supermercado varejista e atacado. Novamente, o Marabanoticias.com.br foi escolhido o melhor site de jornalismo do ano na cidade.

O Baile é promovido e realizado pelo Sindicato Patronal do Comércio Sindicom, com apoio da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), Conselho de Jovens Empresários (Conjove) e Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Acomac). A seleção dos candidatos ao prêmio, coordenada pelo Conjove, é feita por categoria, mediante consulta popular e também entre o empresariado local associado à Sindicom, que escolhe as melhores empresas em cada área de atuação, segundo explicou Raimundo Alves da Costa Neto, diretor do Sindicom.

Ainda de acordo com ele, a premiação foi bem disputada este ano, e o resultado foi justo. Neto falou também sobre suas expectativas para a edição 2016 do Baile do Empresário. “Apesar de todas as dificuldades, nós somos empreendedores, geramos o que o Brasil tem de melhor, como o emprego, a renda, etc. Nós damos a volta por cima e vamos comemorar”, declarou.

Em 2015, o escolhido para receber o prêmio Jovem Empreendedor foi o empresário Emerson Rocha, de 25 anos, dono da Intercomm informática. Já o prêmio de Empresário do Ano passado foi entregue a Guilherme Alecrim Manço, de 39 anos, que capitania uma série de empreendimentos na cidade nos ramos da educação, saúde, estética e outros.

No primeiro evento (em 1994) o empresário André Barbosa (In Memória) foi o primeiro empresário indicado em evento realizado na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), Nova Marabá.

 

Esta semana, a Câmara Municipal de Marabá realizou uma Sessão Especial do Outubro Rosa, com o objetivo de discutir com a sociedade local as dificuldades existentes no setor público para diagnosticar e tratar os cânceres de mama e de colo de útero.

A sessão foi presidida pela vereadora Irismar Araújo Melo, mas contou também com a presença das colegas Antônia Carvalho (PT) e Vanda Américo na Mesa Diretora, ambas membros da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher. Também foram convidadas para a Mesa Diretora Katarina Kátia, Gilmara Neves, Cláudia Chini e Rosalina Isoton.

Na abertura, o médico e oncologista Rodolfo Amoury proferiu palestra sobre “Câncer na mulher: diagnóstico precoce e tratamento”. Na avaliação dele, o papel das mulheres com Outubro Rosa é mostrar para a sociedade local que câncer não é sentença de morte. “Quando está em estágio inicial, tem mais de 95% de cura. A prevenção é exatamente se antecipar. Mesmo sem sentir nada, sem sintomas, você precisa procurar auxílio médico”, alertou.

Segundo ele, o principal fator de risco é a idade. “Quanto mais velho vamos ficando, maiores as chances de termos câncer. O auto-exame é muito importante, desde que a paciente tenha certeza que não tem nada. O auto-exame por si só não é encorajado pela Sociedade Brasileira de Mastologia”, destacou.

O médico disse ainda que grupos de oração ajudam, mas não se pode desmotivar qualquer tratamento. “A medicina não foi feita pelo diabo, é instrumento de Deus para chegar à cura. O religioso que proclama cura total não está sendo honesto”, advertiu.

O médico disse ainda que é preciso que o serviço público faça sua parte para atender os pacientes de oncologia com qualidade. “Chegamos a fazer uma proposta para se montar uma ala de oncologia no Hospital Municipal de Marabá, mas não saiu. Mesmo assim, vamos continuar com o mesmo entusiasmo e lutando pelas conquistas para melhorar o diagnóstico e tratamento”.

Mayana Stringari, estudante de Fisioterapia, disse que faz TCC sobre paciente oncológico. A doença, segundo ela, é de difícil tratamento, mas é preciso que seja encarado com resiliência. “A dor é uma das coisas que mais afetam o paciente oncológico, e essa dor precisa de cuidados urgentes. A fisioterapia tem um leque de tratamento em relação ao paciente oncológico, devolvendo a independência e melhorando a qualidade de vida”.

Coordenadora da Saúde da Mulher, Camila Lopes Chagas apresentou o calendário de atividades do Outubro Rosa. Ela esclareceu algumas dúvidas e sustentou que é preciso relembrar o assunto permanentemente para que as mulheres se cuidem, detectando precocemente o câncer de mama. “Devemos, antes de falar em curar, tratar, discutir a prevenção.

Segundo ela, o autoexame é necessário e comprovado por organismos munidas de atuação. E deve ser feito uma mamografia de rastreamento a cada 2 anos. “A mamografia é oferecida pelo SUS por todo o ano, infelizmente sofremos dessa mamografia nos últimos 2 meses, em Marabá”, sustentou Camila.

Falou que existem 12 problemas detectados pela SMS e por ela, e um deles é o revelador. “Onze foram resolvidos ao longo dos últimos 2 meses, e apenas o revelador não foi”. Falou que está representando a secretaria nesse evento não é fácil. Disse ainda que tem de se fazer gestão com a ajuda da comunidade. “A mamografia em Marabá estava sendo feita, e parou dois meses. Existe mamógrafo parado, que poderia estar sendo usado”.

Aparecida Ferreira, coordenadora do Grupo Apoio e Esperança, disse o grupo dá sustentação moral e informações às pessoas que estão iniciando o tratamento de câncer. Revelou que em 2013 foi diagnosticada com câncer de mama e descobriu a importância de estar integrada a um grupo para apoio mútuo. “Antes, éramos apenas pacientes oncológicos, mas hoje temos muitos membros de outras patologias”.

Gilmara Mendes lamentou que poucas mulheres tenham comparecido à Sessão Especial do Outubro Rosa. Segundo ela, alegaram que há omissão aos direitos garantidos por lei.

Só em Marabá, segundo levantamento que o grupo fez, há mais de 800 pessoas com câncer. “Elas não têm tratamento em Marabá e no Pará e algumas tratam no Maranhão, Tocantins, Piauí, São Paulo e em outros estados. Precisamos não apenas Outubro Rosa diferente, mas ações eficazes”, advertiu.

Gilmara apresentou o cenário do Outubro Rosa em 2015 e lembrou que havia demora na entrega dos laudos de câncer; falta de atendimento ideal, porque a quantidade de equipamentos era insuficiente; Havia mamógrafo na caixa desde 2013; falta de médicos na atenção básica, morte devido a atraso de início de tratamento; TFD (Tratamento Fora do Domicílio) com atrasos e péssimas condições de transportes nas idas a Belém.

Em 2016, segundo ela, o cenário é um pouco pior. “Ainda há demora na entrega de laudos devido a problemas com internet; falta de atendimento ideal devido à quantidade insuficiente de equipamentos; morte devido a atraso de início de tratamento; mamógrafo na caixa desde 2013; e falta de médico ginecologista nas unidades básicas de saúde; TFD com atraso desde 2015 e os pacientes que ficam na hospedagem do Hospital só recebem R$ 4,00 de diária e o hospital também não recebe o dinheiro”.

Gilmara reconheceu que houve melhora no sistema de transporte para pessoas em tratamento de câncer, ao mudar a empresa prestadora de serviço. Todavia, de acordo com ela, por falta de pagamento, uma das empresas abandonou o serviço e as passagens aéreas foram suspensas. “Além disso, não estão fazendo nenhum exame oferecido à mulher por falta de material (revelador). Há aumento de casos de câncer, mas descaso do poder público com a saúde básica”, lamentou.

Ao final de seu discurso, Gilmara convidou todos os presentes para cantar, ironicamente, “Parabéns pra você” em comemoração aos quatro anos em que o mamógrafo foi enviado para Marabá e continua guardado em uma caixa na sede do Crismu. “Não é só mulher que precisa fazer mamografia. Que vocês, homens, não deixem para depois, porque mesmo sendo homens, vocês têm muitos peitos por aí: mães, mulheres, filhas”, concluiu Gilmara.

A advogada Cláudia Chini também ministrou palestra para falar sobre os direitos da mulher e mostrou como o SUS financia todas as fases, desde a prevenção, passando pelo diagnóstico e tratamento. “Para onde foram os recursos enviados pelo governo federal. Isso é descaso e crime de responsabilidade. Esta Casa precisa denunciar ao Ministério Público Federal sobre o mamógrafo e a utilização dos recursos repassados pelo governo federal. O mandato ainda é de vocês”.

Rosalina Isoton apresentou um relatório de uma visita feita por várias entidades ao HMM, local onde está instalado o único mamógrafo, além de Crismu e Secretaria Municipal de Saúde.

Nessa visita de fiscalização, encontraram as mesmas necessidades encontradas anteriormente. “No Crismu não havia internet e o mamógrafo existente continua encaixotado. Na SMS não encontramos um cenário diferente, com dados sem serem atualizados, e uma nova coordenação que assumiu há dois meses. A saúde da mulher é precária há alguns anos e piora cada vez mais. Mulheres que buscam atendimento fora e não temos nem de perto um atendimento como em Parauapebas”, colocou Rosalina.

A vereadora Antônia Carvalho disse que, lamentavelmente, não há o que comemorar no Outubro Rosa 2016. “Não houve avanços, mas retrocessos, além de denúncias sobre o descaso. Não visto carapuça em relação à omissão, mas a gente sabe como as coisas funcionam e como o Parlamento atua”.

Toinha disse que fica triste quando há pessoas que são mestres para gritar, mas na hora de tomar decisões são omissas. Parabenizou os grupos que estão lutando pela garantia de direitos. “Tive depressão e fiquei desesperançada com muitas coisas. Para sair não foi fácil, porque as coisas neste mundo são colocadas de forma muito duras”.

A vereadora Vanda Américo disse que ela e a colega Júlia Rosa já atuavam em relação aos cuidados com o câncer mesmo antes de existir a campanha Outubro Rosa em Marabá. “A Câmara nunca se omitiu nesse processo”, enfatizou Vanda. Lamentou que a reforma do Crismu não tenha sido concluída, mas garantiu que não foi por falta de cobrança do Legislativo, assim como o mamógrafo guardado. “Nunca nos calamos, trouxemos secretários de Estado para discutir a realidade da população local para melhorar o atendimento de oncologia”, sustentou.

O vereador Guido Mutran disse que o que as mulheres passam, ao buscar um tratamento no Hospital Ophir Loyola, em Belém, é quase humilhante. Disse que o Movimento Esperança é também de ajudar, de uma palavra de carinho. Destacou que a luta contra o câncer é uma batalha para se vencer. “Temos que lutar para que o mamógrafo funcione e para que seja feito um convênio para o tratamento do câncer de mama. Temos essas duas metas prioritárias”. Disse ainda que compactua com um pedido feito pela colega Vanda para que seja formada uma comissão para sentar com o Governador com uma pauta contendo essas duas metas, no mínimo.

Ubirajara Sompré reconheceu que é uma humilhação para se conseguir o tratamento no Ophir Loyola. Por isso, pede a descentralização do atendimento porque as pessoas pedem dinheiro para ir fazer o tratamento fora de Marabá.

Alecio Stringari ponderou que parece que a Câmara só trata de doença terminal. “Não tenho tirado tempo para minha família e vida pessoal, me dedicando ao meu mandato”. Disse que a Casa não tem se curvado a nada, e foram realizadas várias reuniões e ações para beneficiar a população.

Ilker Moraes lamentou que nos últimos três governos em Marabá secretários tenham sido afastados e presos. Disse não imaginar trabalhar a saúde pública sem controle de estoque. “Foram feitas várias denúncias no mandato e em Marabá não há um diagnóstico da saúde e nem controle de estoque”.

Irismar Melo, que presidiu a sessão, agradeceu a presença de todos e disse que a princípio todas estavam muito desestimuladas para participar da sessão, por não verem nada avançando. “Não há um ginecologista nos centros de saúde e existe uma série de coisas que dificultam o combate a esses problemas. Outros municípios tratam câncer e por que Marabá não pode fazer o mesmo?”, questionou.

Ao final, a vereadora Vanda Américo pediu que fosse elaborado um documento para solicitar uma audiência com o governador Simão Jatene, junto com os deputados estaduais Tião Miranda e João Chamon para viabilizar um contrato com a clínica do médico Rodolfo Amoury, que de acordo com ela é viável.

 (Fonte: CMM)

 

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O sorriso largo no rosto de Alerrando Kanando tem tudo a ver com sua participação na Estação Conhecimento.  Além de conquistar com muito orgulho diversas medalhes nas pistas de atletismo, sua disciplina e boa vontade contribuíram para que ele fosse contratado para trabalhar na Estação. Jovem maranhense, que chegou a Marabá com apenas nove anos de idade, tem uma trajetória de disciplina, dedicação e amor ao esporte.

Alerrando, aos 19 anos, olha para trás e lembra que veio com os pais para Marabá em busca de um futuro melhor. Apostou primeiro na educação, achava que só estudando poderia ‘ser alguém na vida’. Também acreditava que o esporte era importante, por isso começou a jogar futsal na escola. Mas, por recomendações médicas, foi orientado a praticar atletismo.

De família humilde, Alerrando não sabia como iria praticar atletismo, até que descobriu a Estação Conhecimento de Marabá. Neste momento, o menino que tinha acabado de completar 16 anos descobriu a sua maior paixão: as provas de salto.

As dificuldades financeiras foram sendo dribladas e nunca impediram que Alerrando participasse das atividades esportivas, educacionais e culturais oferecidas aos alunos da Estação Conhecimento. Conquistou medalhas e a admiração de professores e treinadores. 

Quando completou 18 anos, o medalhista do atletismo alcançou mais uma vitória e escreveu mais uma página em sua história na Estação Conhecimento, começou a trabalhar como auxiliar de Serviços Gerais na instituição.

Como todo bom atleta, Alerrando estabeleceu novos desafios: quer ser professor. Sem perder tempo, já está cursando a faculdade de Educação Física com o apoio da Estação Conhecimento e do Lar Fabiano de Cristo, parceiro do projeto. Assim como Alerrando, muitas outras crianças e adolescentes encontraram na instituição uma oportunidade de transformação e crescimento. 

Saiba Mais

Considerando as necessidades e oportunidades específicas locais e com o objetivo de proporcionar oportunidades de atendimento e desenvolvimento social à população socioeconomicamente vulnerável das comunidades de seu entorno, as Estações Conhecimento atuam nas áreas de esporte, cultura, geração de renda, educação, saúde e proteção social. Idealizadas pela Fundação Vale, construídas com recursos financeiros da Vale e geridas por instituições parceiras, as ações sociais das ECs são executadas por meio de recursos diretos da Fundação Vale e recursos incentivados da Vale, como a Lei de Incentivo ao Esporte entre outros.   Atualmente existem seis Estações Conhecimento no Pará, Maranhão, Espirito Santo e Minas Gerais.

Inaugurada em 2013, a Estação Conhecimento de Marabá atende mais de 1.000 crianças, adolescentes, adultos e idosos com atividades variadas. As crianças e adolescentes participam de atividades educativas e culturais como linguagem, matemática, teatro, música e dança e atividades esportivas como futebol e atletismo, karatê e capoeira. Já os adultos e idosos participam de oficinas educativas, com foco em temas educativos e de saúde, além de eventos culturais e de lazer.

A Estação Conhecimento busca o desenvolvimento integrado dos participantes, com acompanhamento das famílias, acompanhamento nutricional e refeições na instituição, além de atendimento médico.

O espaço proporciona aos seus participantes a oportunidade de se tornarem cidadãos conscientes. “Aqui dentro eles me ensinaram a ser um cidadão de verdade”, diz Alerrando.