A equipe de monitores/as (educadores/as) da Escola Família Agrícola (EFA) Padre Humberto Pietogrande reuniu com a secretária municipal de Educação de Marabá, Ranyelle da Silva Septimio. Objetivo da reunião foi assegurar e garantir através da EFA o direito a Educação do Campo para jovens rurais, suas famílias e comunidades.

Também participou do diálogo a Diretora de Infraestrutura e Logística da SEMED a geógrafa Raquel Cardoso Rosa, que em função de sua trajetória de assessoria aos Movimentos Sociais, tem sensibilidade para apoio a projetos voltados para Agricultura Familiar. Sugeriu que a coordenação da EFA convide a imprensa para realizar uma prestação de contas social. Colocou à disposição para apoiar no fortalecimento do projeto que tem por crença “é possível produzir conhecimentos e alimentos agroecológico”.

O encontro começou com uma mística com base na música do cantor popular Antonio Baiano (Orizona – Goiás)  “Nova Escola” uma espécie de hino da EFA que na primeira estrofe da letra diz ) “Somos Escola Família que sonha prosperidade/produção na propriedade/por isso sua filosofia/sua Pedagogia é integração/une teoria e prática/faz Alternância na Educação”.

O educador Damião Santos fez um Relato sobre a Experiência da EFA partindo do processo de retomada em 2013 até os dias atuais. “As pessoas passam, as instituições ficam”. A administração pública tem seus princípios conforme artigo 37 da CF: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, que devem serem observados na gestão. As colaborações das pessoas e instituições estão registradas através de fotos, relatórios, artigos apresentados em eventos ou publicados em jornais. A EFA tem priorizado o registro e sistematização das suas práticas. Utiliza a metodologia de Planejamento integrado incluindo os Projetos Educativos e como laboratórios as Unidades Produtivas e Educativas (UPEs). “Fechar Escolas do Campo é crime, nem de brincadeira!”

A apresentação foi complementada pelos/as monitores/as: Rafael Soares coordenador da equipe falou do sistema de internato e destacou a horta e o viveiro produtivo que entrará em funcionamento. Yank Torres tem coordenado a criação de aves e porcos. Também cuida da organização curricular. Emery Castro com sua longa experiência histórica se dedica a cuidar dos jovens. Antonio Santana que trabalha com a matemática aplicada e em ciências vem trabalhando o experimento do Biodigestor visando produção de gás com aproveitamento das fezes dos animais. Glaucilene Silva desenvolvem artesanato visando a geração de renda. Vanalda Araújo expôs sobre: plantas medicinais e Escravo Nem Pensar (CPT e Repórter Brasil). Não estavam presentes: Lucas Alexandre (educação física) e Glecia Souza que atua na área de Letras e linguagens (histórias de vida e literatura) e coordena o Sarau.

A advogada Ranyelle Septimio, no cargo de secretária desde agosto deste ano, parabenizou o projeto “fico feliz pela existência”. Garantiu apoio através das solicitações que forem formalizadas. Apontou novas parcerias, por exemplo: com a fundação PROSSEGUR (transportadora e segurança de valores) que tem interesse de apoiar escolas do campo. Se comprometeu de realizar uma visita in loco as instalações da EFA.

Nos dias 20 a 22 de janeiro de 2017, em Marabá, a EFA promoverá um grande Encontro das Famílias e Parceiros/as, consta na programação: I Ato Político: participação do Prefeito, Secretários/as, Vereadores/as, deputados estaduais/federais e representantes dos órgãos públicos/entidades. Elaboração de carta compromisso e anúncios de parcerias. Encontro de Jovens Rurais com relatos de experiências e/ou histórias de vida, elaboração de propostas de políticas públicas para a juventude (atuais e novos/as alunos/as, alunos/as do Ensino Médio e Educação Profissional - EMEP, egressos/as). I Feira da Agricultura Familiar na EFA – comercialização e exposição de produtos e alimentos. I Seminário de Pesquisas: socialização das pesquisas (na graduação e pós-graduação) sobre a EFA. Noite Cultural (com animação musical, fogueira, licor). As perspectivas: fortalecimento da EFA existente e criação de novas EFAs (expansão): Itupiranga (km 37 – área da SEDAP), São Geraldo do Araguaia, Abel Figueiredo, Parauapebas e outros munícipios que tiverem interesse.

Esta semana, a Câmara Municipal de Marabá realizou uma Sessão Especial do Outubro Rosa, com o objetivo de discutir com a sociedade local as dificuldades existentes no setor público para diagnosticar e tratar os cânceres de mama e de colo de útero.

A sessão foi presidida pela vereadora Irismar Araújo Melo, mas contou também com a presença das colegas Antônia Carvalho (PT) e Vanda Américo na Mesa Diretora, ambas membros da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher. Também foram convidadas para a Mesa Diretora Katarina Kátia, Gilmara Neves, Cláudia Chini e Rosalina Isoton.

Na abertura, o médico e oncologista Rodolfo Amoury proferiu palestra sobre “Câncer na mulher: diagnóstico precoce e tratamento”. Na avaliação dele, o papel das mulheres com Outubro Rosa é mostrar para a sociedade local que câncer não é sentença de morte. “Quando está em estágio inicial, tem mais de 95% de cura. A prevenção é exatamente se antecipar. Mesmo sem sentir nada, sem sintomas, você precisa procurar auxílio médico”, alertou.

Segundo ele, o principal fator de risco é a idade. “Quanto mais velho vamos ficando, maiores as chances de termos câncer. O auto-exame é muito importante, desde que a paciente tenha certeza que não tem nada. O auto-exame por si só não é encorajado pela Sociedade Brasileira de Mastologia”, destacou.

O médico disse ainda que grupos de oração ajudam, mas não se pode desmotivar qualquer tratamento. “A medicina não foi feita pelo diabo, é instrumento de Deus para chegar à cura. O religioso que proclama cura total não está sendo honesto”, advertiu.

O médico disse ainda que é preciso que o serviço público faça sua parte para atender os pacientes de oncologia com qualidade. “Chegamos a fazer uma proposta para se montar uma ala de oncologia no Hospital Municipal de Marabá, mas não saiu. Mesmo assim, vamos continuar com o mesmo entusiasmo e lutando pelas conquistas para melhorar o diagnóstico e tratamento”.

Mayana Stringari, estudante de Fisioterapia, disse que faz TCC sobre paciente oncológico. A doença, segundo ela, é de difícil tratamento, mas é preciso que seja encarado com resiliência. “A dor é uma das coisas que mais afetam o paciente oncológico, e essa dor precisa de cuidados urgentes. A fisioterapia tem um leque de tratamento em relação ao paciente oncológico, devolvendo a independência e melhorando a qualidade de vida”.

Coordenadora da Saúde da Mulher, Camila Lopes Chagas apresentou o calendário de atividades do Outubro Rosa. Ela esclareceu algumas dúvidas e sustentou que é preciso relembrar o assunto permanentemente para que as mulheres se cuidem, detectando precocemente o câncer de mama. “Devemos, antes de falar em curar, tratar, discutir a prevenção.

Segundo ela, o autoexame é necessário e comprovado por organismos munidas de atuação. E deve ser feito uma mamografia de rastreamento a cada 2 anos. “A mamografia é oferecida pelo SUS por todo o ano, infelizmente sofremos dessa mamografia nos últimos 2 meses, em Marabá”, sustentou Camila.

Falou que existem 12 problemas detectados pela SMS e por ela, e um deles é o revelador. “Onze foram resolvidos ao longo dos últimos 2 meses, e apenas o revelador não foi”. Falou que está representando a secretaria nesse evento não é fácil. Disse ainda que tem de se fazer gestão com a ajuda da comunidade. “A mamografia em Marabá estava sendo feita, e parou dois meses. Existe mamógrafo parado, que poderia estar sendo usado”.

Aparecida Ferreira, coordenadora do Grupo Apoio e Esperança, disse o grupo dá sustentação moral e informações às pessoas que estão iniciando o tratamento de câncer. Revelou que em 2013 foi diagnosticada com câncer de mama e descobriu a importância de estar integrada a um grupo para apoio mútuo. “Antes, éramos apenas pacientes oncológicos, mas hoje temos muitos membros de outras patologias”.

Gilmara Mendes lamentou que poucas mulheres tenham comparecido à Sessão Especial do Outubro Rosa. Segundo ela, alegaram que há omissão aos direitos garantidos por lei.

Só em Marabá, segundo levantamento que o grupo fez, há mais de 800 pessoas com câncer. “Elas não têm tratamento em Marabá e no Pará e algumas tratam no Maranhão, Tocantins, Piauí, São Paulo e em outros estados. Precisamos não apenas Outubro Rosa diferente, mas ações eficazes”, advertiu.

Gilmara apresentou o cenário do Outubro Rosa em 2015 e lembrou que havia demora na entrega dos laudos de câncer; falta de atendimento ideal, porque a quantidade de equipamentos era insuficiente; Havia mamógrafo na caixa desde 2013; falta de médicos na atenção básica, morte devido a atraso de início de tratamento; TFD (Tratamento Fora do Domicílio) com atrasos e péssimas condições de transportes nas idas a Belém.

Em 2016, segundo ela, o cenário é um pouco pior. “Ainda há demora na entrega de laudos devido a problemas com internet; falta de atendimento ideal devido à quantidade insuficiente de equipamentos; morte devido a atraso de início de tratamento; mamógrafo na caixa desde 2013; e falta de médico ginecologista nas unidades básicas de saúde; TFD com atraso desde 2015 e os pacientes que ficam na hospedagem do Hospital só recebem R$ 4,00 de diária e o hospital também não recebe o dinheiro”.

Gilmara reconheceu que houve melhora no sistema de transporte para pessoas em tratamento de câncer, ao mudar a empresa prestadora de serviço. Todavia, de acordo com ela, por falta de pagamento, uma das empresas abandonou o serviço e as passagens aéreas foram suspensas. “Além disso, não estão fazendo nenhum exame oferecido à mulher por falta de material (revelador). Há aumento de casos de câncer, mas descaso do poder público com a saúde básica”, lamentou.

Ao final de seu discurso, Gilmara convidou todos os presentes para cantar, ironicamente, “Parabéns pra você” em comemoração aos quatro anos em que o mamógrafo foi enviado para Marabá e continua guardado em uma caixa na sede do Crismu. “Não é só mulher que precisa fazer mamografia. Que vocês, homens, não deixem para depois, porque mesmo sendo homens, vocês têm muitos peitos por aí: mães, mulheres, filhas”, concluiu Gilmara.

A advogada Cláudia Chini também ministrou palestra para falar sobre os direitos da mulher e mostrou como o SUS financia todas as fases, desde a prevenção, passando pelo diagnóstico e tratamento. “Para onde foram os recursos enviados pelo governo federal. Isso é descaso e crime de responsabilidade. Esta Casa precisa denunciar ao Ministério Público Federal sobre o mamógrafo e a utilização dos recursos repassados pelo governo federal. O mandato ainda é de vocês”.

Rosalina Isoton apresentou um relatório de uma visita feita por várias entidades ao HMM, local onde está instalado o único mamógrafo, além de Crismu e Secretaria Municipal de Saúde.

Nessa visita de fiscalização, encontraram as mesmas necessidades encontradas anteriormente. “No Crismu não havia internet e o mamógrafo existente continua encaixotado. Na SMS não encontramos um cenário diferente, com dados sem serem atualizados, e uma nova coordenação que assumiu há dois meses. A saúde da mulher é precária há alguns anos e piora cada vez mais. Mulheres que buscam atendimento fora e não temos nem de perto um atendimento como em Parauapebas”, colocou Rosalina.

A vereadora Antônia Carvalho disse que, lamentavelmente, não há o que comemorar no Outubro Rosa 2016. “Não houve avanços, mas retrocessos, além de denúncias sobre o descaso. Não visto carapuça em relação à omissão, mas a gente sabe como as coisas funcionam e como o Parlamento atua”.

Toinha disse que fica triste quando há pessoas que são mestres para gritar, mas na hora de tomar decisões são omissas. Parabenizou os grupos que estão lutando pela garantia de direitos. “Tive depressão e fiquei desesperançada com muitas coisas. Para sair não foi fácil, porque as coisas neste mundo são colocadas de forma muito duras”.

A vereadora Vanda Américo disse que ela e a colega Júlia Rosa já atuavam em relação aos cuidados com o câncer mesmo antes de existir a campanha Outubro Rosa em Marabá. “A Câmara nunca se omitiu nesse processo”, enfatizou Vanda. Lamentou que a reforma do Crismu não tenha sido concluída, mas garantiu que não foi por falta de cobrança do Legislativo, assim como o mamógrafo guardado. “Nunca nos calamos, trouxemos secretários de Estado para discutir a realidade da população local para melhorar o atendimento de oncologia”, sustentou.

O vereador Guido Mutran disse que o que as mulheres passam, ao buscar um tratamento no Hospital Ophir Loyola, em Belém, é quase humilhante. Disse que o Movimento Esperança é também de ajudar, de uma palavra de carinho. Destacou que a luta contra o câncer é uma batalha para se vencer. “Temos que lutar para que o mamógrafo funcione e para que seja feito um convênio para o tratamento do câncer de mama. Temos essas duas metas prioritárias”. Disse ainda que compactua com um pedido feito pela colega Vanda para que seja formada uma comissão para sentar com o Governador com uma pauta contendo essas duas metas, no mínimo.

Ubirajara Sompré reconheceu que é uma humilhação para se conseguir o tratamento no Ophir Loyola. Por isso, pede a descentralização do atendimento porque as pessoas pedem dinheiro para ir fazer o tratamento fora de Marabá.

Alecio Stringari ponderou que parece que a Câmara só trata de doença terminal. “Não tenho tirado tempo para minha família e vida pessoal, me dedicando ao meu mandato”. Disse que a Casa não tem se curvado a nada, e foram realizadas várias reuniões e ações para beneficiar a população.

Ilker Moraes lamentou que nos últimos três governos em Marabá secretários tenham sido afastados e presos. Disse não imaginar trabalhar a saúde pública sem controle de estoque. “Foram feitas várias denúncias no mandato e em Marabá não há um diagnóstico da saúde e nem controle de estoque”.

Irismar Melo, que presidiu a sessão, agradeceu a presença de todos e disse que a princípio todas estavam muito desestimuladas para participar da sessão, por não verem nada avançando. “Não há um ginecologista nos centros de saúde e existe uma série de coisas que dificultam o combate a esses problemas. Outros municípios tratam câncer e por que Marabá não pode fazer o mesmo?”, questionou.

Ao final, a vereadora Vanda Américo pediu que fosse elaborado um documento para solicitar uma audiência com o governador Simão Jatene, junto com os deputados estaduais Tião Miranda e João Chamon para viabilizar um contrato com a clínica do médico Rodolfo Amoury, que de acordo com ela é viável.

 (Fonte: CMM)

 

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O sorriso largo no rosto de Alerrando Kanando tem tudo a ver com sua participação na Estação Conhecimento.  Além de conquistar com muito orgulho diversas medalhes nas pistas de atletismo, sua disciplina e boa vontade contribuíram para que ele fosse contratado para trabalhar na Estação. Jovem maranhense, que chegou a Marabá com apenas nove anos de idade, tem uma trajetória de disciplina, dedicação e amor ao esporte.

Alerrando, aos 19 anos, olha para trás e lembra que veio com os pais para Marabá em busca de um futuro melhor. Apostou primeiro na educação, achava que só estudando poderia ‘ser alguém na vida’. Também acreditava que o esporte era importante, por isso começou a jogar futsal na escola. Mas, por recomendações médicas, foi orientado a praticar atletismo.

De família humilde, Alerrando não sabia como iria praticar atletismo, até que descobriu a Estação Conhecimento de Marabá. Neste momento, o menino que tinha acabado de completar 16 anos descobriu a sua maior paixão: as provas de salto.

As dificuldades financeiras foram sendo dribladas e nunca impediram que Alerrando participasse das atividades esportivas, educacionais e culturais oferecidas aos alunos da Estação Conhecimento. Conquistou medalhas e a admiração de professores e treinadores. 

Quando completou 18 anos, o medalhista do atletismo alcançou mais uma vitória e escreveu mais uma página em sua história na Estação Conhecimento, começou a trabalhar como auxiliar de Serviços Gerais na instituição.

Como todo bom atleta, Alerrando estabeleceu novos desafios: quer ser professor. Sem perder tempo, já está cursando a faculdade de Educação Física com o apoio da Estação Conhecimento e do Lar Fabiano de Cristo, parceiro do projeto. Assim como Alerrando, muitas outras crianças e adolescentes encontraram na instituição uma oportunidade de transformação e crescimento. 

Saiba Mais

Considerando as necessidades e oportunidades específicas locais e com o objetivo de proporcionar oportunidades de atendimento e desenvolvimento social à população socioeconomicamente vulnerável das comunidades de seu entorno, as Estações Conhecimento atuam nas áreas de esporte, cultura, geração de renda, educação, saúde e proteção social. Idealizadas pela Fundação Vale, construídas com recursos financeiros da Vale e geridas por instituições parceiras, as ações sociais das ECs são executadas por meio de recursos diretos da Fundação Vale e recursos incentivados da Vale, como a Lei de Incentivo ao Esporte entre outros.   Atualmente existem seis Estações Conhecimento no Pará, Maranhão, Espirito Santo e Minas Gerais.

Inaugurada em 2013, a Estação Conhecimento de Marabá atende mais de 1.000 crianças, adolescentes, adultos e idosos com atividades variadas. As crianças e adolescentes participam de atividades educativas e culturais como linguagem, matemática, teatro, música e dança e atividades esportivas como futebol e atletismo, karatê e capoeira. Já os adultos e idosos participam de oficinas educativas, com foco em temas educativos e de saúde, além de eventos culturais e de lazer.

A Estação Conhecimento busca o desenvolvimento integrado dos participantes, com acompanhamento das famílias, acompanhamento nutricional e refeições na instituição, além de atendimento médico.

O espaço proporciona aos seus participantes a oportunidade de se tornarem cidadãos conscientes. “Aqui dentro eles me ensinaram a ser um cidadão de verdade”, diz Alerrando.

O Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP) foi uma das instituições parceiras da ação social e de saúde realizada sábado, 24/9, na escola Professora Albertina Sandra Moreira dos Reis, no bairro da Folha 6, em Marabá. Mais de 500 atendimentos foram realizados durante a programação. O HRSP disponibilizou à comunidade consulta médica, avaliação nutricional, aferição de pressão e teste de glicemia.

Cláudia Alves da Cruz, de 43 anos, também aproveitou a programação para fazer um checkup. Antes das dez horas, ela já tinha verificado a pressão e o nível de glicemia e passado pela consulta médica e nutricional. “A gente tem é mais que aproveitar isso porque, para quem trabalha e não pode faltar ao serviço, como eu, não é sempre que dá para ir ao médico. Faz tempo que eu estava precisando de uma consulta. Essa noite mesmo não me senti bem”, explicou Cláudia.

Também graças à ação de saúde realizada neste sábado, na Folha 6, que a doméstica Francisca de Assis Silva, de 55 anos, percebeu que estava tomando o medicamento de forma incorreta. Ela chegou ao consultório com a taxa de glicose altíssima e dores no estômago. 'Estava sentindo uma queimação, não agüentava mais. Hoje nem tinha tomado o remédio justamente por isso. Ai quando cheguei na ação a médica me mostrou que eu estava tomando errado o remédio. Achei tudo maravilhoso aqui”, disse.

Extramuros

A ação social e de saúde contou com o apoio do HRSP por meio do projeto “Hospital Regional Amigo da Comunidade”, que é realizado desde 2013 pela unidade. Nas sete edições anteriores, o projeto atendeu moradores de quatro bairros, duas vilas rurais e da aldeia Kyikatejê, todos em Marabá.

Segundo o diretor Geral do HRSP, Valdemir Girato, a iniciativa tem o objetivo de aproximar a unidade dos usuários do Sistema Único de Saúde e, ainda, contribuir para a prevenção de doenças como o diabetes e a hipertensão. “Nossa intenção é estimular ações preventivas para que as pessoas tenham uma vida saudável e não precisem de internação hospitalar”, explicou o administrador.

Esta foi a segunda ação de saúde realizada em Marabá, no mês de setembro, com o apoio do Hospital Regional. No dia 17/9, o HRSP disponibilizou serviços como teste de glicemia, aferição de pressão, cálculo de índice de massa corporal (IMC) e orientação nutricional, durante a programação alusiva ao Dia Nacional da Responsabilidade Social, realizada na Praça Duque de Caxias. Na ocasião, mais de 120 pessoas foram atendidas.

Unidade

Público e gratuito, o Hospital Regional do Sudeste do Pará é referência em atendimento de média e de alta complexidade para mais de 1 milhão de pessoas em 22 municípios. A unidade possui 115 leitos, dos quais 77 são de internação clínica e cirúrgica e 38 são de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Sua gestão é feita pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

(Fonte: Ascom/HRSP)

A partir de novembro, as crianças nascidas no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, terão acesso ao Teste do Pezinho dentro da unidade. O serviço é resultado de uma parceria entre a instituição e a Secretaria Municipal de Saúde, firmada no último dia 20, durante visita da coordenadora de Saúde da Mulher de Marabá, Camila Lopes Chagas, e de Ludimilia Martins, também representando a Prefeitura Municipal de Marabá. Elas foram recebidas na unidade pelo diretor Geral, Valdemir Girato, e pelo diretor de Enfermagem, Leisson Pinheiro.  Antes de ser iniciado o serviço, no próximo dia 3, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos do HRSP serão capacitados por profissionais do município.

O Teste do Pezinho é realizado a partir de gotas de sangue coletado do calcanhar do bebê para diagnosticar precocemente doenças como a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a fibrose cística e a anemia falciforme, que afetam o desenvolvimento físico e mental do indivíduo. A coleta do material será feita no hospital por servidores da Prefeitura de Marabá.

O serviço beneficiará recém-nascidos que, por complicações no parto, ficam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HRSP, ultrapassando o período ideal de realização do exame, que é até o quinto dia de vida da criança. Atualmente, a taxa de ocupação da UTI é de 94,42%. “Nos já vínhamos buscando essa parceria com o município justamente para identificar as doenças diagnosticadas pelo teste. Este é mais um projeto para a melhoria da assistência e, a partir da semana que vem, começaremos a realizá-lo na unidade”, afirmou o diretor Leisson Pinheiro.

Unidade

Pertencente ao Governo do Estado e gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Regional de Marabá possui 115 leitos, dos quais 77 são de unidades de internação clínica e cirúrgica e 38 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – 20 de UTI Adulto, nove de UTI Pediátrica e nove de UTI Neonatal. O foco do atendimento é nas especialidades de neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. Em uma década, o hospital realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada. O índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%.

(Ascom/HRSP)

 

Nesta quinta-feira, dia 13, a Celpa fará a inauguração de um centro de reabilitação de animais na Fundação Zoobotânica de Marabá. A iniciativa da concessionária faz parte do projeto Energia Social e contou com um investimento na ordem de R$ 750 mil. O novo centro beneficia centenas de espécies da fauna local, que quando estão em situação de risco, são colocadas em cativeiro para terem o tratamento adequado e serem reintroduzidas ao seu ambiente nativo da maneira mais adequada.

O novo complexo instalado na Fundação tem uma estrutura que inclui um hospital para os animais, onde é possível realizar procedimentos de primeiros socorros e até mesmo cirurgias. Há também uma sala de necropsia, um ambiente para preparação de alimentos, um espaço administrativo e uma jaula com cerca de 200m², onde ficarão um casal de onças pintadas. Ainda foi viabilizada a compra de um aparelho de raio x, uma máquina de ultrassonografia, macas, estolas, pistolas de tranquilizantes, entre outros materiais. Esta nova composição do local serve para atender com mais comodidade e conforto todas as espécies da região.

Para a analista de Responsabilidade Social da Celpa, Michelle Miranda, os projetos sociais também devem priorizar a preservação da fauna, principalmente em se tratando de Amazônia. “Nós vivemos em uma região com um potencial incrível no que diz respeito aos recursos naturais, então é nosso dever contribuir para o equilíbrio e preservação das espécies com projetos como esse que estamos concluindo em Marabá. Tudo faz parte de um conjunto maior, no qual estamos inseridos, por isso o ecossistema deve sempre entrar em pauta”, avalia Michelle.

A Fundação Zoobotânica de Marabá vem funcionando há 18 anos como uma referência no estado do Pará e tem como missão a elaboração de pesquisas para desenvolver ferramentas de preservação do meio ambiente e também contribui para o aperfeiçoamento dos recursos naturais da região. Outro objetivo está relacionado a resgatar animais silvestres que passaram por situações de risco de morte e extinção.

De acordo com o biólogo e responsável técnico pela Fundação, Manoel Ananis, a instituição recebe de cinco a seis animais por semana em situação de risco de morte, daí a importância da construção do centro de reabilitação. “Como não tínhamos essa estrutura que a Celpa nos possibilitou, a gente tinha que levar os animais para hospitais particulares, mas agora a realidade será muito melhor, pois poderemos tratar de todas as espécies aqui mesmo e com todo o material necessário”, explica Ananis. 

O Energia Social e Profissional – Neste ano, por meio do projeto, a Celpa vem fazendo uma série de inaugurações de obras. Em Belém, a concessionária concluiu a construção do Centro da Defesa da Criança e do Adolescente, no Movimento República de Emaús. A iniciativa já está beneficiando mais de 500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Já na Ilha do Marajó, no município de Ponta de Pedras, a empresa viabilizou a reforma e ampliação do prédio da Associação Musical Antônio Malato (AMAM). E nos próximos dias pretende inaugurar em Santarém, no Oeste do estado, o espaço onde funciona a Associação Santarena de Estudos e Aproveitamento dos Recursos da Amazônia - Seara.

Todas essas localidades também serão contempladas com o projeto Energia Profissional, que proporciona a oferta de cursos profissionalizantes às comunidades mais carentes de cada região. Essa dinâmica será feita com base em um levantamento de campo feito pela concessionária, para que sejam analisadas as principais necessidades para dispor as vagas.

(Fonte: Ascom/Celpa)

O aeroporto de Marabá, no Pará, ganhou oito novos balcões de check-in adaptados para o atendimento à pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida. Além da instalação dos novos balcões acessíveis, toda área de check-in do terminal recebeu um piso revestido para garantir maior comodidade, conforto e segurança do passageiro, como explicou Enock Alves Gama Filho, superintendente do Aeroporto de Marabá.

“Com as instalações dos novos balcões, com o assentamento e o nivelamento do piso do terminal de passageiro, o aeroporto de Marabá hoje, garante conforto, segurança para o atendimento das pessoas que necessitam de atendimento especial. Nosso objetivo é melhorar mais ainda. Com a complementação das obras, nós teremos uma qualidade melhor da que se tem hoje”, explica Enock Alves Gama Filho.

O aeroporto de Marabá conta ainda com uma passarela para pedestres, ligando o pátio de aeronaves à sala de desembarque; rampas de acesso; guarda corpo; adaptações do meio fio para cadeirantes; banheiros adaptados em todos os seguimentos do terminal; e vagas exclusivas para cadeirante e pessoa com mobilidade reduzida.

 

A dona de casa Tânia de Souza e o motorista João Fredson sabem bem o quanto o tratamento médico adequado faz a diferença. Em março de 2015, ela, que é gêmea, recebeu a notícia de que estava grávida de três crianças. A informação foi um susto para a família, uma vez que a vinda dos bebês não foi planejada pelo casal. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), por ser a única unidade pública da região a atender casos de gestação de alto risco. E se tornou o primeiro caso de trigêmeos nascidos no hospital. Atualmente, em média, a instituição realiza dez partos de alto risco a cada mês.

“Eles nasceram de sete meses e precisaram ficar um mês na UTI. Mas, um ano depois, estão todos fortes e crescidos. Continuam sendo acompanhados por pediatras do hospital. O atendimento daqui é nota dez”, comenta o pai das crianças.

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal é um dos diferenciais do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, que completou dez anos nesta quarta-feira, 19/10. A unidade foi uma das primeiras criadas no processo de regionalização da saúde no Estado e, atualmente, é referência em atendimento de trauma de média e de alta complexidade para mais de 1 milhão de pessoas em 22 municípios da região. Em uma década, o hospital realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada.

Segundo o diretor Geral da unidade, Valdemir Girato, a instalação do HRSP garantiu à população serviços que não existiam na região, como Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e cirurgia buco-maxilo-facial. Ele comenta que o fato de ter uma unidade desse porte na região já é um diferencial no tratamento do paciente. “Quando o hospital não existia, a população precisava se deslocar para a capital para receber fazer tratamento e, em alguns casos, ficar longe de casa por um longo período. Agora o paciente não precisa sair daqui, pois tem um serviço especializado na região”, diz o administrador.

Gerações

A comerciante Glicélia de Oliveira Brito, de 44 anos, também se diz satisfeita com o atendimento do Hospital Regional de Marabá. Ela acompanhou o tratamento do pai, seu João, de 77 anos, internado na unidade após quebrar a perna. “O Regional é maravilhoso. O atendimento é excelente e não nos falta nada, graças a Deus”, afirmou a usuária.

De acordo com ela, o pai não foi o único da família a ser atendido na unidade. “Há quase dez anos, eu mesma fui atendida aqui. Meu dente inflamou, eu não conseguia comer nada e fiquei com falta de ar. Aí me trouxeram para cá. Fui curada, graças a Deus, primeiramente, e depois aos médicos. Minha mãe também já precisou de atendimento. Ela tem osteoporose e artrite. Quebrou a perna e precisou de cirurgia”, disse.

Unidade

Pertencente ao Governo do Estado e gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, o Hospital Regional de Marabá possui 115 leitos, dos quais 77 são de unidades de internação clínica e cirúrgica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) – 20 de UTI Adulto, nove de UTI Pediátrica e nove de UTI Neonatal. O foco do atendimento é nas especialidades de neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. O índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%.

(Fonte: Ascom/HRSP)

A partir desta quarta-feira (5) até o próximo dia 20 estão abertas as inscrições para o processo seletivo específico para o ingresso no curso de Licenciatura em Letras - Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) na modalidade presencial, pela Universidade do Estado do Pará. Serão 40 vagas para Marabá (20 para surdos e 20 pra ouvintes) e mais 44 para Belém (também 22 para surdos e 22 pra ouvintes). O valor da taxa de inscrição é de R$ 60,00 e poderá ser paga em qualquer agência bancária.

Para concorrer às vagas deste Processo Seletivo Específico, o candidato deve saber o nível básico de LIBRAS, estar concluindo ou ter concluído, em 2016, o Ensino Médio, ou ter outro curso equivalente.

O preenchimento de vagas será feito entre os candidatos classificados e aprovados em todas as fases do processo seletivo, respeitando-se a somatória e a ordem decrescente das notas obtidas, assim como o limite e a distribuição de vagas. As Provas serão realizadas nas cidades de Belém/PA e Marabá, conforme local de opção do candidato, e constituídas de duas fases: Prova de proficiência em LIBRAS e Prova Objetiva e Discursiva (Redação).

O edital completo pode ser acessado pelo link www.uepa.br/sites/default/files/editais/edital7816.pdf

 

 

Na manhã desta terça-feira (20), a Celpa cortou o fornecimento de energia de 16 prédios públicos ligados à Prefeitura Municipal de Marabá, entre eles da Secretaria Municipal de Assistência Social (Seasp) e da Semed (Secretaria Municipal de Educação). Não há confirmação se escolas, hospitais ou postos de saúde estejam no pacote negro da Celpa.

No primeiro semestre deste ano, a Celpa chegou a ameaçar o corte de energia em prédios da Prefeitura de Marabá. Enviou extrato da conta em atraso para a Câmara, onde houve uma grande mobilização e a Prefeitura acabou pagando as faturas em atraso. A conta de energia dos prédios da Prefeitura gira em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão por mês.

NOTA

Por meio de nota pública, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura (Ascom) esclarece que a ação da Celpa, em suspender o fornecimento de energia elétrica dos prédios públicos municipais, se deu em todo o sul do Pará, ressalvando que, no caso de Marabá, a Prefeitura devia apenas as faturas de julho passado.

Essas faturas, segundo a Ascom, foram quitadas nesta terça-feira, dia 20, à exceção das contas das Secretarias de Educação e de Saúde, que estão negociando com a Celpa a fim de sanar as dívidas para com a concessionária.

Por fim, a Ascom “reforça ainda que a prioridade dos recursos que entraram no caixa dessas duas secretarias foi pagar os salários dos servidores”.

 

Começa hoje (19) a II Semana de História da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, com o tema “O Oficio do Historiador, Dialéticas no Ensino e os Desafios no Ambiente Escolar”. O evento se estende até sexta-feira (21) e traz a discussão sobre o papel do Historiador na sociedade, assim como, o diálogo com os profissionais da História na região Sul e Sudeste do Pará e áreas afins. A conferência de abertura será às 19h, no auditório da EMEF Profª Judith Gomes Leitão e será ministrada pela Professora Dra. Maria Regina Celestino de Almeida (Universidade Federal Fluminense – UFF).

A programação da II Semana Acadêmica de História inclui mesas redondas, conferências, sarau, exposições fotográficas, grupos de trabalhos, palestras, minicursos e oficinas que possam envolver estudantes, professores da educação básica, pesquisadores do campo da História e de outras áreas do conhecimento.

Mais informações sobre o evento no endereço eletrônico: http://historiaunifesspa.wixsite.com/semanadehistoria

Professores da rede municipal de Marabá ocupam a ponte do Rio Tocantins na manhã desta segunda-feira (3), reivindicando os salários que estão atrasados há dois meses. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a situação dos salários, mas o acerto é que a categoria está preocupada devido à anunciada falta de recursos por parte da atual gestão.

Aliás, a folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação (Semed) tem sido o calcanhar de Aquiles para o prefeito João Salame, que não conseguiu enxugar o setor e cujos valores vem subindo mais do que os recursos próprios e o repasse do Fundeb. Por outro lado, professores entendem que o município tem recursos.

 

Pesquisadores da Faculdade de Computação e Engenharia Elétrica (FACEEL) da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) foram vencedores no 3rd IPTV Application Challenge, um desafio internacional de aplicações IPTV, também conhecido como TV por protocolo de internet. A equipe composta pelo professor Alex de Souza Vieira e os estudantes Adeilson Bezerra de Lima, Derek Oliveira Correia, Diego Lopes Silva e Jonas Ribeiro da Silva venceram na categoria Melhor Aplicativo Individual. Também colaborou no projeto a estudante do Curso de Letras-Inglês, Isamara Rocha Jucá.

A terceira edição do desafio trouxe como tema “Melhor qualidade de vida com padrões internacionais: um mundo acessível para todos” e a equipe da Unifesspa desenvolveu o aplicativo “Listening TV: a different perspective about watching TV” ou em português, “Ouvir Televisão”. O projeto permite que pessoas com deficiência visual possam ter acesso aos conteúdos veiculados na TV com auxílio da audiodescrição. O aplicativo vai garantir que o usuário acione, a partir do controle remoto da televisão, a audiodescrição de uma cena, personagem ou do cenário de um conteúdo audiovisual exibido na TV, no momento em que desejar.

“O trabalho traz esse conceito da inclusão, tendo como um dos objetivos aprimorar a qualidade da experiência do consumo de conteúdo audiovisual por pessoas com deficiência visual”, explicou o professor. Segundo ele, a ideia de estudar e desenvolver aplicativos voltados para inclusão na televisão digital surgiu a partir do contato do professor e seus alunos com discentes da Unifesspa que têm deficiência visual.

Para a criação do aplicativo, os pesquisadores contaram com o apoio do artista plástico Marcone Moreira que cedeu os direitos de uso do vídeo “Horizonte de Ferro”, usado como teste para as funções do aplicativo; da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis da Unifesspa (Proex), da Assessoria de Relações Nacionais e Insternacionais (ARNI/Unifesspa) e do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão Acadêmica (NAIA/Unifesspa). A pesquisa também contou com a parceria dos pesquisadores Carlos de Salles Soares Neto, Rosendy Jess Fernandez Galabo (Lancaster University - UK), Hedvan Fernandes Pinto e Daniel Moraes - Laboratory of Advanced Web Systems – LAWS/UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e Rodrigo Costa Mesquita Santos - Telemedia/PUC-Rio (Laboratório de Sistemas Multimídias).

Para o estudante Jonas Ribeiro, um dos bolsistas do projeto, a experiência de vencer um desafio internacional aguçou ainda mais o interesse pela pesquisa. “Propor uma solução e acreditar que ela pode mudar a vida das pessoas levando mais qualidade de vida é muito gratificante. Me sinto estimulado a pesquisar cada vez mais”, afirmou.

O estudante Diego Lopes destacou a importância de contribuir num projeto voltado para inclusão e acessibilidade. “Nesse projeto pudemos atuar junto com diferentes áreas, entendendo melhor a realidade de quem tem deficiência visual e pensando em solução para melhorar a vida dessas pessoas. Um trabalho que vai além da tecnologia e envolve o fator humano”, destacou.

Para o professor coordenador da pesquisa, a vitória também contribuiu para a motivação de outros alunos e pesquisadores da Instituição. “Somos uma jovem universidade e mesmo ainda começando podemos acreditar no nosso potencial, pois temos condições de participar e vencer de desafios internacionais. É isso que queremos levar para nossos alunos, motivação para a pesquisa’, concluiu.

Esta semana, o professor da Unifesspa viajou para o Rio de Janeiro para receber o prêmio e participar de uma aplicação real do projeto durante os Jogos Paralímpicos 2016. A aplicação também terá implementação real que será veiculada via backbone de internet RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), em 2017 e será traduzida para o português para ser incluída no Clube NCL, considerado maior repositório nacional de aplicativos interativos para a TV.

Fonte: unifesspa.edu.br