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A avenida principal de acesso à Unidade III do Campus da Unifesspa em Marabá, no loteamento Cidade Jardim (Cidade Universitária), vai mudar de nome para homenagear o ativista político Paulo Fonteles Filho, que morreu em outubro deste ano, após sofrer um ataque cardíaco. A proposta de alteração do nome é de autoria do vereador Gilson Dias, do PCdoB, acolhendo uma sugestão apresentada pela Unifesspa.

O projeto de lei para mudança do nome da avenida foi apreciado na Câmara dos Vereadores nesta terça-feira (5). A expectativa é que seja aprovado antes da realização do Ato Cultural em memória de Paulo Fonteles Filho, marcado para o dia 9 de dezembro, às 15h, no Plenário da Câmara.

Paulo Fonteles Filho foi um importante defensor e ativista dos Direitos Humanos no Estado, incansável na defesa da Memória, Verdade e Justiça para as vítimas da Ditadura Militar na região do Araguaia, comprometido com lutas populares na Amazônia e um importante parceiro da construção da universidade na Região.

“Com esta ação reafirmamos o compromisso que Paulo Fonteles Filho tinha com a Universidade, que foi um parceiro da instituição, sempre envolvido nas lutas sociais. Esperamos que seja aprovado em plenário para consolidação do nome da avenida, homenageando esta importante personalidade da nossa história, afirmou o vereador na manhã desta segunda-feira (4), durante visita à Unifesspa para divulgar a ação. 

A exemplo desta iniciativa, outros nomes de ruas e logradouros poderão ser modificados no bairro. Um projeto da Unifesspa tem fomentado o debate sobre o tema, refletindo sobre a necessidade de identificação regional para os nomes de lugares. O objetivo do projeto intitulado “Identidade tem nome” é redenominar a cidade com nomes que dialoguem com a cultura e identidades locais, respeitando a opinião e desejo de quem mora e trabalha nessas localidades.

“Com a preocupação de fomentar elementos de identidade para o bairro, a ideia é propor uma nova redenominação das ruas, avenidas e do próprio bairro como forma de privilegiar a memória como um exercício da cidadania ativa, que vai além de denominar a rua em si, mas que esses nomes tenham sentidos e significados na construção de uma identidade do lugar”, adiantou o reitor da Unifesspa, professor Dr. Maurílio de Abreu Monteiro.

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