As populações ribeirinhas, rurais e comunidades indígenas de difícil acesso do país já podem  atualizar suas cadernetas de vacinação por meio da Operação Gota. Para a realização da operação, o Ministério da Saúde repassou, nesta segunda-feira (26), R$ 4,6 milhões para apoio logístico do Ministério da Defesa na região. Iniciada em 02 de maio deste ano, a operação se estende até 9 de novembro junto às populações ribeirinhas, rurais e indígenas de oito distritos de Saúde Indígena (DSEI) dos estados do Amazonas, Pará, Amapá e Acre.  Durante um período de seis meses, serão realizadas 16 missões, distribuídas em 157 dias e 488 horas de voo. Ao todo, são 953 tripulantes nas aeronaves da FAB, entre agentes de saúde estaduais, municipais, de saúde indígena dos DSEIs e pilotos.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da saúde, Carla Domingues, destacou a importância desta operação. “Esse trabalho é mais um exemplo das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), que buscam garantir a consolidação do direito à saúde. Esta ação viabiliza o acesso a todos os cidadãos brasileiros às vacinas fornecidas pelo SUS, de acordo com os preceitos constitucionais de equidade e universalidade dos serviços de saúde”, ressaltou a coordenadora.

As localidades, onde acorrem as ações, foram definidas em reunião no início deste ano com a  participação de representantes dos programas estaduais de imunizações dos estados do Acre, Amapá, Amazonas e Pará. Também participaram da reunião, representantes dos oito DSEIs onde são realizadas as missões; equipe do PNI e representantes do Ministério da Defesa. A partir deste encontro, ocorrido em março deste ano, foram priorizadas as localidades de difícil acesso das comunidades rurais, ribeirinhas e aldeias indígenas, que serão visitadas pelas equipes de imunização.

Logística – Os representantes dos estados e DSEIs e pilotos da Força Aérea Brasileira são responsáveis por verificar as coordenadas geográficas destas localidades, conferir a melhor época para realização das missões - de acordo com o período climático favorável - e estipulam as horas voo necessárias para cada missão. São utilizados helicópteros e aeronaves de asa fixa, a depender da necessidade, e condições de acesso às comunidades. As equipes que realizam as missões são compostas por agentes de saúde estaduais, municipais, de saúde indígena dos DSEIs e dos pilotos da FAB.

Realizada desde 1993, o projeto é uma parceria dos ministérios da Saúde e da Defesa e estados e municípios. O objetivo é atualizar as cadernetas de vacinação dessas populações em áreas de difícil acesso do território brasileiro. Iniciada apenas no estado do Amazonas, após a notificação de surtos de sarampo em populações indígenas da região do Rio Juruá, a operação vem, desde então, ampliando seu escopo de atuação para atender também populações rurais e ribeirinhas de áreas de difícil acesso de outros estados.

 

De acordo com o calendário acertado entre os senadores, a partir do dia 28 a reforma trabalhista já poderá ser votada em Plenário. Nesta quinta-feira os integrantes da Comissão de Assuntos Sociais decidiram que no dia 13 de junho o relatório do senador Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo, será lido na comissão, assim como os votos em separado a serem apresentados pela oposição. A votação do texto deve ocorrer no próximo dia 20.

Em seguida, no dia 21, o texto vai ser lido na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. A votação na comissão está agendada para a reunião do dia 28 de junho e a partir daí, a matéria vai seguir para análise do Plenário.

O senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, destacou que este acordo, independente do resultado, é bom para o Parlamento: "Nós construímos este acordo, que é positivo para boas relações aqui dentro. Independente do resultado. E aí.. resultado é resultado, no voto, que se decida. E dai vai para o Plenário. E debate no Plenário é no Plenário. Nós aqui, eu acho que não precisamos ter nenhum tipo de desgaste em relação ao que vai acontecer no Plenário, que vai ser em um outro momento."

Para saber mais sobre a Reforma Trabalhista, acesse o site senado.leg.br/noticias.

 

O desemprego ficou em 13,6% no trimestre de fevereiro a abril, segundo dados divulgados pesquisa Pnad Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE), nesta quarta-feira (31). De acordo com o levantamento, o contingente de desempregados ficou em 14 milhões.

O IBGE usa diversas comparações. Na comparação com o trimestre terminado em março houve leva queda de 0,1 ponto percentual, quando a taxa ficou em 13,7%. Na comparação com o trimestre terminado em janeiro, quando ficou em 12,6%, outro método, houve leve alta de 1 ponto percentual.

Segundo o IBGE, esta é a maior taxa de desocupação do trimestre terminado em abril desde 2012, quando foi de 7,8%.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa foi de 13,7% e atingiu 14,2 milhões de pessoas.

A taxa de 13,6% no trimestre encerrado em abril é maior do que a registrada no mesmo período de 2016, quando ficou em 11,2%, um crescimento de 2,4 pontos percentuais.

Também aumentou a população desocupada. O crescimento foi de 8,7% em relação ao trimestre de novembro a janeiro e de 23,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso significa que há 1,1 milhões de pessoas na fila por emprego a mais que em janeiro e 2,6 milhões a mais que em abril do ano passado.

Segundo o IBGE, o avanço do desemprego é acompanhado pela queda no número de pessoas ocupadas. No trimestre terminado em abril havia 89,2 milhões de pessoas ocupadas no país - 700 mil pessoas a menos ocupando postos de trabalho do que no trimestre terminado em janeiro e 1,4 milhões a menos que no trimestre terminado em abril do ano passado. A queda foi de, respectivamente, 0,7% e 1,5%.

Carteira assinada

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 33,3 milhões de pessoas, caiu 1,7% na comparação com trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (menos 572 mil pessoas). Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve queda de 3,6%, o que representou a perda de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas nessa condição.

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, foi o menor patamar de pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Por setor e atividades

Na análise do contingente de ocupados por atividade, em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, houve expansão nos grupamentos indústria geral (1,8%) e alojamento e alimentação (3,0%). No mesmo período, houve queda nos grupamentos agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,4%), construção (-4,1%) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-2,6%). Nos demais grupamentos, o quadro foi de estabilidade.

“Depois de três anos sem aumento do contingente ocupado na indústria, ela começa a apresentar sinais de recuperação. Mas precisamos ter cautela ao observar esse crescimento. É preciso aguardar o fechamento de mais um trimestre para observar essa recuperação”, disse Cimar Azeredo.

Segundo Azeredo, em 2012 a indústria respondia por 14,8% da população ocupada no país. Atualmente, ela representa 12,9% do total de ocupados.

Renda

De acordo com a Pnad, o rendimento médio habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 2.107) ficou estável tanto em relação ao trimestre terminado em janeiro (R$ 2.095) quanto na comparação com o trimestre terminado em abril do ano passado (R$ 2.052).

Quando analisado por grupamentos de atividade, com exceção dos trabalhadores domésticos, que tiveram alta de 1,9% no rendimento em relação ao trimestre móvel de novembro de 2016 a janeiro de 2017, todos os demais grupamentos se mantiveram estáveis nessa comparação, de acordo com o IBGE.

(Fonte: G1)

A polícia britânica divulgou a identidade do terceiro terrorista envolvido no ataque em Londres, ocorrido na noite de sábado (3). Youssef Zaghba, que seria um cidadão italiano de origem marroquina, não estava nos radares do serviço de inteligência. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (6), a polícia afirmou que ele tinha 22 anos e vivia no leste da capital britânica.

No sábado (3), três terroristas usaram uma van para atropelar pedestres na London Bridge e ainda golpearam várias pessoas com facas. Sete pessoas morreram e quase 50 pessoas ficaram feridas. Os três agressores foram mortos pela polícia.

O jornal italiano "Corriere Della Sera" afirma que mãe de Zaghba é italiana e o pai, marroquino. O periódico diz ainda que, em 2016, ele foi detido ao tentar embarcar para Turquia, com a intenção de seguir até a Síria.

Na segunda-feira, a polícia britânica divulgou a identidade de dois terroristas: Khuram Shazad Butt e Rachid Redouane.

Khuram Shazad Butt, de 27 anos, era britânico de origem paquistanesa. Ainda de acordo com a polícia, ele era “conhecido das autoridades”, mas nada indicava que um ataque estava sendo planejado. De acordo com a BBC, ele era casado e tinha filhos.

A imprensa inglesa afirma que ele aparece em um documentário de televisão exibido no ano passado pela emissora channel 4 e que trata de extremistas britânicos. No programa, chamado "The jihadis next door" (os jihadistas da porta ao lado) o terrorista foi filmado em eventos com a presença de dois notórios pregadores islâmicos.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entregou na tarde desta quinta-feira (25) à Câmara dos Deputados o pedido de impeachment do presidente Michel Temer. A entidade usa como base a delação premiada de executivos da J&F para argumentar que o presidente cometeu crime de responsabilidade e violou o decoro do cargo de presidente.

"O pedido da OAB leva em consideração as manifestações do presidente da República, que em dois momentos, em rede nacional de televisão, declara textualmente conhecimento com relação a todos os fatos. O presidente declara que escutou desse empresário, que ele nominou como fanfarrão e delinquente, todos aqueles crimes e nada fez com relação ao que escutou", disse o presidente da OAB, Claudio Lamachia, ao chegar à Câmara.

Além do pedido da Ordem, já há outras 16 solicitações de destituição de Temer protocoladas no Congresso Nacional. Desses, 13 foram apresentados desde a semana passada, após vir à tona o conteúdo da delação premiada dos executivos do grupo J&F, Joesley e Wesley Batista, com informações que envolvem o presidente.

O pedido da OAB foi protocolado na Câmara pelo presidente da entidade, Claudio Lamachia, por conselheiros federais e presidentes das seccionais da entidade representativa dos advogados.

No último fim de semana, representantes da OAB de 24 estados e do Distrito Federal votaram a favor da apresentação de um pedido de impedimento do peemedebista. Só a seccional da entidade no Amapá se posicionou contra.

Gravação

Como parte do acordo de delação, Joesley Batista apresentou gravação de uma conversa com Temer, na qual relatou crimes que teria cometido para obstruir a Justiça. O empresário usou um gravador escondido durante uma reunião com Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.

O áudio também dá a entender que Joesley teria recebido aval do presidente para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha. A defesa de Temer afirma que o áudio foi editado.

Na avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil, independentemente de uma eventual edição da gravação entre Temer e o empresário, a conversa no Palácio do Jaburu indica que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade.

A OAB identificou crime de responsabilidade em dois trechos da conversa entre Temer e Joesley. No primeiro, o empresário diz que tinha a favor dele, dois juízes e um procurador. A entidade dos advogados afirma que o presidente deveria ter informado às autoridades imediatamente.

Em outro trecho, o delator da Lava Jato pede ajuda a Temer para resolver assuntos pendentes no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para a Ordem, um favor pessoal é incompatível com o cargo de presidente.

(Fonte: G1)