A Comissão Europeia disse nesta segunda-feira (20) que está monitorando as importações de carne do Brasil e que todas as empresas envolvidas em um escândalo de carne terão acesso negado ao mercado da União Europeia temporariamente. O nome de nenhuma empresa foi citado.

"A Comissão garantirá que quaisquer dos estabelecimentos implicados na fraude sejam suspensos de exportar para a UE", disse o porta-voz da Comissão Europeia Enrico Brivio em coletiva de imprensa regular.

De acordo com Brivio, a Comissão está ciente da contínua investigação no Brasil. "Assim que a história saiu, na sexta-feira, a comissão pediu esclarecimento e ação das autoridades brasileiras."

Questionado sobre o tipo de carne envolvida na investigação e na proibição da exportação, o porta-voz afirmou que, de acordo com relatos iniciais, trata-se de frango, em sua maior parte.

A Comissão acrescentou que o escândalo da carne não terá qualquer impacto nas negociações em curso entre a União Europeia e o Mercosul, no qual os dois lados esperam chegar a acordos sobre livre comércio.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o Itamaraty foram procurados pelo G1, mas ainda não se pronunciaram sobre as afirmações da União Europeia.

Coreia do Sul

A Coreia do Sul também disse nesta segunda-feira que vai intensificar a fiscalização de carne de frango importada do Brasil e banir temporariamente as vendas de produtos da BRF após o escândalo deflagrado pela Operação Carne Fraca na semana passada. De acordo com a agência Reuters, as informações estão em um comunicado do Ministério da Agricultura sul-coreano.

O ministério disse que fornecedores brasileiros de carne de frango terão que enviar um certificado de saúde emitido pelo governo brasileiro. Mais de 80% das 107.400 toneladas de frango importadas pela Coreia do Sul no ano passado vieram do Brasil, sendo quase metade fornecida pela BRF.

Por meio de nota, a BRF informou que não foi notificada oficialmente a respeito dessa "suposta suspensão" e por isso não vai se manifestar." A companhia reitera que cumpre todos os padrões exigidos pelas autoridades brasileiras e dos países em que opera."

O governo brasileiro e a embaixada da Coreia do Sul foram procuradas pelo G1, mas ainda não se pronunciaram.

Carne fraca

Deflagrada na sexta-feira (17) pela Polícia Federal, a operação investiga o envolvimento de fiscais do ministério em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Foi descoberto que funcionários de superintêndencias regionais recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.

"Quero fazer um comunicado aos senhores que, naturalmente, peço que transmitam aos seus governantes. Nós tomamos várias deliberações no dia de hoje. A primeira delas é que decidiu-se acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal que são, na verdade, 21 unidades no total. Três dessas unidades foram suspensas e todas as 21 serão imediatamente colocadas sob regime especial de fiscalização a ser conduzida por força-tarefa do Ministério da Agricultura", declarou o presidente Michel Temer na véspera, a embaixadores.

Seis das 21 unidades exportaram nos últimos 60 dias, afirmou o presidente, sem dizer os países para os quais se deu a exportação.

Ao longo deste domingo, o presidente teve uma série de reuniões com o objetivo de discutir medidas para enfrentar a crise gerada pelas revelações da operação Carne Fraca.

Temer recebeu, por exemplo, os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, além de representantes de associações como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Medidas

Após o pronunciamento do presidente, a assessoria do Planalto divulgou uma nota na qual informou que, além da força-tarefa, o governo também decidiu reiterar às missões estrangeiras que "todas as plantas exportadoras permanecem abertas às inspeções dos países importadores" e que o sistema de controle nacional é um dos "mais respeitados do mundo".

O Planalto também diz, na nota, que vai reforçar a cooperação entre o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal para apurar eventuais desvios no sistema de defesa agropecuária.

 

(Matéria extraída do site G1)

Para mostrar que a solidariedade não pode ser limitada por fronteiras geográficas, a ONG IKMR e o Movimento Amor Sem Fronteiras promoveu um “Ato pela paz” pelos moradores da Síria, na manhã desta quarta-feira (15), aos pés do Cristo Redentor, na Zona Sul do Rio. O ato reuniu artistas, como Bruna Marquezine, Elba Ramalho e Cássio Reis e crianças refugiadas para chamar a atenção da sociedade para os seis anos de guerra que devastam o país.

Cantores, como Elba Ramalho, se juntaram ao Coro Infantil Coração Jolie, representado por 35 crianças refugiadas de 12 países, como Síria, Iêmen, Irã, República Democrática do Congo e Sudão do Sul. Juntos, eles cantaram pedindo a paz mundial.

Também estavam presentes o reitor do Cristo Redentor, Padre Omar, a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil, Isabel Marquez, e o Secretário Nacional de Justiça e Presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Gustavo Marrone.

 

(Fonte: G1-Rio)

(Fonte: Ana Paula Santos/TV Globo)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu pelo segundo ano seguido em 2016 e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi de 3,6% em relação ao ano anterior.

Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%. Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.

Como a retração nos anos de 2015 e 2016 superou a dos anos 30, essa é a pior crise já registrada na economia brasileira. O IBGE e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) dispõem de dados sobre o PIB desde 1901. Pela primeira vez desde 1996, todos os setores da economia registraram taxas negativas.

“Se a gente olhar o biênio, a retração foi de 7,2%. A gente nunca teve um biênio com uma queda acumulada destas”, disse Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. A série histórica do IBGE vai até 1948.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado negativo do ano passado é reflexo da crise econômica, do aumento do desemprego e da taxa de inadimplência.

Em 2015, a economia brasileira já havia registrado encolhimento, de 3,8%. Já em 2014, houve um crescimento de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB).

Para tentar reaquecer a economia, o governo Michel Temer tem anunciado medidas como a liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Banco Central também vem reduzindo a taxa Selic, o que deve se traduzir em queda dos juros dos empréstimos bancários.

 

(Fonte: G1)

O novo decreto sobre imigração dividiu nesta segunda-feira (6) a atenção dos americanos com uma história de espionagem. É que, no fim de semana, Trump acusou Barack Obama de grampear ligações dele, mas, sem provas.

Donald Trump não foi grampeado meses atrás por ordem do ex-presidente Barack Obama. O desmentido foi feito por quem conhece o processo: James Comey, diretor do FBI, a polícia federal americana, que executa as operações de escuta autorizadas nos Estados Unidos.

Comey pediu ao Departamento de Justiça que divulgue uma nota dizendo isso, porque acha que a acusação do presidente Trump compromete a integridade do FBI.

A teoria do grampo ganhou força na quinta-feira (2), quando um radialista conservador responsabilizou o governo Obama pela escuta.

No dia seguinte, o site ultranacionalista Breitbart, que já foi dirigido pelo atual estrategista de Trump, Steve Bannon, repetiu a notícia sem apresentar provas.

No fim de semana, Trump criou uma controvérsia, usando as informações da rádio e do site para acusar o presidente Obama pelo grampo durante a campanha eleitoral. Isso está sendo interpretado como uma tentativa dele de desviar a atenção de algo que incomoda a Casa Branca:  a investigação que o FBI está fazendo sobre a ligação da equipe de Trump com a Rússia, mesmo que até agora não tenha aparecido nenhuma prova dessa relação.

Depois de acusar Obama, Trump está sendo criticado até por integrantes do partido dele, o Republicano. A Casa Branca pediu uma investigação no Congresso. Mas é uma tática arriscada.

Se uma investigação provar que a acusação de Trump é falsa, ele perde credibilidade. E, se houve grampo, o problema pode ser até maior porque os tribunais especiais só autorizam grampos quando há suspeita contra alguém. Nesse caso, a suspeita pode envolver a Rússia e, por tabela, envolver Donald Trump.

 

(Fonte: G1)