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Hoje por vota das 7h o Comando de Missões Especiais (CME) chegou ao Acampamento Helenira Rezende, no sudeste do Pará, para cumprir a medida liminar de reintegração de posse na Fazenda Cedro/Fortaleza.

Grande parte das famílias já se organizam para sair da área denominada fazenda Cedro. No entanto, a área que supostamente é a fazenda Fortaleza, ainda depende do resultado do georreferenciamento do Instituto Nacional Colonização e Reforma Agrária (Incra), que inicia hoje. Para além dos técnicos do Incra, o trabalho será acompanhado por um perito do Instituto de Perícias Científicas Renato Chaves e dois professores da UNIFESSPA.

Até o momento o CME está posicionado em todas as entradas que dá acesso aos lotes, 15 caminhões e uma retroescavadeira enviadas pela Agropecuária Santa Bárbara já estão no local. Todos aguardam o resultado da perícia da área.

Série de despejos

Além do acampamento Helenira Rezende, outros dois territórios com famílias do MST no sul e no sudeste do Pará estão sob ameaça de despejo até o fim de 2017.

O acampamento Helenira Rezende é marcado pela produção agrícola e ecológica. As famílias produzem cerca de 1,5 mil litros de leite por dia, além de possuir uma plantação de 10 mil pés de bananas e mais de 40 hectares de mandioca. As produções garantem a alimentação das famílias e também são comercializadas.

A pergunta que se faze neste momento é: para onde vão as mais de 2 mil famílias que foram despejadas agora? Seria responsabilidade desta mesma Justiça que determina a reintegração de posse definir um abrigo para essas pessoas?

(Com informações da Assessoria do MST)

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