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Nesta quinta-feira (5), acontece uma passeata na Marabá Pioneira pedindo o fim da violência contra as mulheres. A iniciativa é motivada pelo alto número de assassinatos de mulheres, grande parte movida pelo gênero (feminicídio). A concentração da caminhada será em frente ao Palacete Augusto Dias (antigo prédio da Câmara Municipal de Marabá), no centro da Marabá Pioneira, a partir das 7h30, e todas as entidades estão convidadas a participar do ato.

Segundo Júlia Rosa, presidente do Conselho dos Direitos da Mulher de Marabá (Condim), atos como o desta quinta precisam contribuir para uma construir uma “cultura de paz”. “A mulher não é objeto de propriedade do homem”, resume Júlia Rosa, acrescentando que o feminicídio é o resultado final de um processo de violência que vem se arrastando no seio familiar.

Júlia Rosa lembrou ainda que para o mês de novembro estão previstas atividades de conscientização que vão marcar o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, lembrado em 25 de novembro.

Além das mortes, há ocorrências policiais diárias de mulheres que denunciam ser vítimas de violência por parte dos atuais e dos ex-companheiros. A situação é tão gritante que a Vara da Violência Doméstica de Marabá tem expedido uma média de 10 medidas protetivas por semana, para tentar prevenir a ocorrência de violência contra as mulheres. Tudo isso sem contar com aquelas vítimas que, por variados motivos, não denunciam seus agressores e vivem uma vida de humilhação e agressões físicas.

Além de despertar a sociedade local para o aumento nos casos de assassinatos de mulheres em Marabá, o ato tem ainda o objetivo de sensibilizar o poder público municipal e também estadual a investir mais na infraestrutura e em pessoal para atuar nas repartições públicas que têm a obrigação de atender as mulheres vítimas de violência.

 

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