Ocupada há cerca de um ano e três meses, a fazenda Mococa, que fica a 13 km da sede do município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará, foi palco de conflito entre supostos seguranças da propriedade rural e sem-terra que ocupavam a fazenda, mas que desde o ano passado deixaram o local e montaram acampamento ao lado da fazenda. Durante o tiroteio ocorrido na madrugada, pelo menos três pessoas saíram feridas: um sem-terra e dois seguranças da fazenda.

De acordo com o advogado Marden Novaes, que defende os interesses dos trabalhadores sem-terra, desde o final do ano passado, devido ao cumprimento de um Mandado de reintegração de posse expedido pela Vara Agrária, as cerca de 80 famílias saíram da área, mas isso não impediu que os sem-terra fossem atacados durante a madrugada de hoje (16), por volta das 5h da madrugada.

O advogado disse que as informações que chegaram até ele é que os trabalhadores revidaram a agressão dos seguranças da área. Além disso, os tais seguranças não pertencem a uma empresa de escolta armada devidamente registrada. “O que eles me falaram que são pessoas comuns que aqui dentro do sul do Pará são conhecidas como pistoleiros”, reafirma.

Embora proprietário da fazenda identificado pela Justiça seja José Antunes da Silva, o advogado Marden Novaes observa que a fazenda em questão foi apontada como área pública pertencente a uma extensão da fazenda Gaúcha, cujo processo tramita na Justiça Federal de Marabá.

Marden ficou de acionar o deputado Carlos Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA), para tentar mediar um acordo entre as partes de diminuir a tensão na área.

Por outro lado, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, inclusive da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca) estão na região do conflito.

Diferente da versão do advogado dos sem-terra, o proprietário fazendeiro à Justiça, durante o processo, que muitos dos sem-terra andam armados e já expulsaram funcionários da fazenda, além de que têm feito ameaças aos empregados da propriedade rural.

As fortes chuvas que caem sobre Marabá e também nas cabeceiras do Rio Itacaiúnas começaram a causar enchentes em áreas mais baixas de Marabá. em bairros como Santa Rosa e Santa Rita (na Marabá Pioneira), assim como no Bela Vista (no núcleo Cidade Nova) e ainda em áreas ao longo do Itacaiúnas, como é o caso da área que fica –por trás do condomínio Mirante do Vale, também no núcleo Cidade Nova, a situação já está bastante tensa.

No caso da Santa Rosa, mais de 10 famílias que vivem nas proximidades do campo de futebol Del Cobra foram pegas de surpresa com a água invadindo as residências. O Exército teve de ser acionado para dar apoio às famílias, que foram levadas para uma área segura.

No bairro Amapá (Cidade Nova), para onde o Exército também foi acionado, e ainda na vila Canaã (mais conhecida como Vila do Rato, na Marabá Pioneira), moradores de áreas mais baixas estão preocupados porque o nível do rio subiu muito devido ás chuvas. Os dois bairros são separados pelo Rio Itacaiúnas.

 

Na manhã desta quarta-feira (31), houve um abalroamento envolvendo um caminhão-caçamba e um trem de carga vazio, no km 567 da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no município de Cidelândia, no Maranhão. “Infelizmente, com a colisão, duas pessoas vieram a óbito no local e outra recebeu atendimento, sendo encaminhada com vida ao hospital da cidade”, diz a Vale em nota à Imprensa.

A Vale informa ainda que o cruzamento onde houve a ocorrência é devidamente sinalizado e o maquinista, ao avistar que o caminhão tentou cruzar a linha do trem, aplicou todos os procedimentos de emergência, como buzina e frenagem, não conseguindo impedir a colisão.

A mineradora diz também que acionou imediatamente as equipes de atendimento a emergências, o Corpo de Bombeiros e as polícias Civil e Militar. “A empresa lamenta profundamente o ocorrido e informa que está à disposição das autoridades competentes e que prestará o apoio necessário às vítimas e seus familiares”, finaliza o documento.

A Prefeitura de Marabá, por meio da Defesa Civil, realizou cadastramento de famílias residentes nas áreas de maior risco de inundação no município, ou seja, que habitam moradias abaixo da cota 82 em relação ao nível do mar, correspondente ao nível de 10 metros do Rio Tocantins, visando as atividades de praxe diante de uma cheia de maior proporção.

Segundo Jairo Peres Milhomem, coordenador de Defesa Civil, o levantamento realizado apenas no núcleo Marabá Pioneira, atinge um total de 744 famílias, onde se pode destacar que 35% desses habitantes, por enquanto, estão num cenário sem problemas.

Nesse panorama a Defesa Civil destaca a cota 81, correspondente ao nível do Rio em 9,50 metros, quando algumas áreas habitadas começam a ser inundadas, a exemplo do Porto das Canoinhas, Rua Magalhães Barata, Avenida Pará, Rua São Pedro e outras.

O coordenador de Defesa Civil observa que o momento é de tranquilidade, considerando que, apesar das constantes chuvas do período, o nível dos rios até baixou de ontem para hoje, amanhecendo nesta terça-feira em 6,82 metros, bem distante do nível de alerta.

Assim, o trabalho ora executado é tão somente uma estratégia para definir o quantitativo de famílias a ser atendido em caso de enchente mais volumosa, quando o nível das águas dos rios ultrapassar a cota 82 em relação ao nível do mar.

(Fonte: PMM)

O lema do Rotary é “Dar de Si antes de pensar em si”. E foi assim, no dia 28 de janeiro de 1978, que o Rotary Club foi fundado em Marabá, tendo a frente Júlio Walfredo de Aguiar como 1° Presidente. Teve como clube padrinho o Rotary Club de Santa Izabel e como sócios fundadores alguns que ainda residem em Marabá, como Paulo Bosco Rodrigues Jadão, Plinio Pinheiro Neto e Yule Climerio Oliveira. Ainda tem a honra de contar com a presença e atuação assídua de seu sócio veterano, Antônio Carlos Junqueira, rotariano desde 25/09/1979. Hoje, 40 anos depois o Rotary tem a frente Isabela Mendes Lobato Reis como 41ª presidente do Club, que é a 4ª mulher a ocupar esta posição.

Em Marabá, o Rotary arrecada fundos através de ações entre os companheiros da instituição, empresas e empresários de modo geral. Estes fundos são destinados a aquisição de cadeiras de rodas, cestas básicas, ações em datas comemorativas para a comunidade, entre outros. O banco de cadeiras de rodas é um programa social que começou há mais de 20 anos em Marabá. As cadeiras são cedidas de forma gratuita a quem necessita. “É um ato solidário que beneficia quem necessita de mobilidade”, diz a presidente. O clube disponibiliza cadeiras que são para empréstimo a pessoas em processo de reabilitação, como também, podem ser cedidas em forma definitiva a pessoas portadoras de deficiência física irreversível.

“O que torna possível esse e outros projetos são os recursos financeiros recebidos nas campanhas e eventos realizados pelo clube, onde amigos, colaboradores, pessoas anônimas e empresas, contribuem através de doações em dinheiro para que possamos adquirir as cadeiras. Sem esse apoio dos nossos colaboradores, seria impossível manter o programa”, afirma o sócio veterano, Antonio Junqueira

Para celebrar esses 40 anos do Rotary Club de Marabá, será feita uma reunião festiva no clube nesta terça-feira (30), às 20h30, onde também serão entregues a comenda Ideal de Servir para o jornalista Patrick Roberto Carvalho e para o comunicador José Pereira de Sousa, Zeca Moreno, dois excelentes profissionais responsáveis por divulgar as noticias de Marabá e região.

O que é Rotary?

Muitas pessoas já ouviram falar do Rotary, mas muitas vezes não conhecem a sua real atuação. Para explicar, a presidente Isabela informa que “o Rotary é um clube de serviços humanitários à comunidade local e mundial, sem fins lucrativos. Cada Club escolhe e elege os respectivos sócios com base em uma classificação que identifique seu negócio ou profissão, a fim de garantir uma ampla representação comunitária; promovendo o seu objetivo estimulando a aplicação prática do Ideal de Servir Rotariano. Nossas ações são voltadas para promover a paz, combater doenças, fornecer água/saneamento a nível global, cuidar da saúde, apoiar a educação e favorecer desenvolvimento econômico por meio de projetos sustentáveis em diversas áreas”, diz a presidente.

Para resolver problemas reais, é preciso compromisso, visão e pessoas que entram em ação com dedicação, energia e inteligência. É assim em Marabá e em mais de 35.000 clubes espalhados pelo planeta (1.218.167 de Rotarianos em 217 Países), que contam com mais de 1 milhão e meio de rotarianos. Em nível internacional o Rotary Clube está presente em projetos espalhados em todo o planeta, tendo conseguido bastante êxito na campanha para a exterminação da Poliomelite no Brasil e no Mundo através da Fundação Rotária quando o Rotary Internacional trabalhou junto aos governos investindo milhões de dólares na erradicação desta doença. Hoje falta apenas 1% para erradicação total desta doença no mundo.

(Crédito da foto: Jordão Nunes)