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Localizado em posição estratégica, o município de Marabá tem condições geográficas e certa infraestrutura que podem lhe permitir sobreviver à crise econômica e ainda se colocar num patamar de destaque no cenário nacional. A projeção otimista é alicerçada em algumas situações importantes vividas atualmente no município: a chegada de novos empreendimentos no setor da indústria e comércio, o comportamento do comerciante de Marabá diante da crise brasileira e o agronegócio que envolve desde o grande até o pequeno produtor.

Desde o ano passado que este cenário vem se desenhando, conforme avaliação do empresário Marcelo Almeida, ex-secretário de Indústria, Comércio e Mineração do município. Segundo ele, empreendimentos como a Correias Mercúrio, com geração de 200 empregos diretos, são exemplos disso.

E já este ano, Marabá ganhou uma unidade da Raízen, que inaugurou as atividades do terminal de distribuição de combustíveis, com o apoio da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC), disponibilizando o portfólio de produtos diferenciados da marca Shell e garantirá importante infraestrutura para o desenvolvimento da região.

“O investimento em Marabá faz parte de um plano estratégico de longo prazo da Raízen de investir na interiorização de combustíveis por modais mais eficientes: no caso de Marabá, a ferrovia de Carajás foi duplicada e liga este projeto que estamos inaugurando a outro em construção, em São Luís-MA, o que propicia importante nível de serviço para nossos parceiros e atrai novos revendedores Shell na região”, afirma Nilton Gabardo, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios e Infraestrutura da Raízen.

Por outro lado, no ramo de supermercados, pelo menos duas empresas já adiantaram sua implantação na cidade, o grupo Líder de Belém e o Carrefour, de São Paulo. A previsão do Líder é gerar cerca de 650 empregos.

Existe ainda a expectativa de grandes projetos desenvolvimentistas para Marabá e região, como a Fepasa, Cevital, Hidrovia Araguaia-Tocantins e Hidrelétrica de Marabá. A futura estrada de ferro (Feapasa) deve ligar áreas de extração de minerais e de produção agrícola a um porto a ser construído no município de Colares, ao norte de Belém, passando pelo porto de Vila do Conde, em Barcarena. A Cevital, empresa argelina, pretende investir em Marabá nas áreas de logística e no agronegócio.

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